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Por que o 9 de Julho só é feriado em São Paulo?

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Em 9 de julho, comemora-se a Revolução Constitucionalista de 1932. É que nesse dia o Estado de São Paulo entrou em guerra contra o Governo Brasileiro. Na época, o presidente da república era Getúlio Vargas, que tinha derrubado a Constituição de 1881, o conjunto de leis do País. O Getúlio governava sozinho, sem deputados, senadores, e vereadores.

Naquele tempo, não existiam eleições. Era regime de ditadura. O presidente era escolhido por indicações e  São Paulo alternava as indicações com o Estado de Minas Gerais. Quando o Getúlio assumiu o poder, ele acabou com as indicações e colocou mediadores em todos os Estados do Brasil. E o mediador  escolhido para governar São Paulo não era paulista, o que revoltou todos que moravam em São Paulo. Assim, São Paulo além de não indicar mais o presidente, ainda era governado por alguém de fora…

Em 1932, os paulistas queriam elaborar uma nova Constituição, um novo conjunto de leis para o País. A Revolução Constitucionalista começou em 9 de julho e durou até 2 de outubro de 1932. Dois anos mais tarde, foi aprovada uma nova Constituição com importantes leis como a garantia do voto para a mulher, jornada de trabalho de 8 horas e 13º salário.

Curiosidades

As duas principais avenidas que ligam a cidade São Paulo de norte a sul – Nove de Julho e 23 de Maio, tem a origem de seus a partir da Revolução. Num conflito no dia 23 de maio, 4 estudantes foram mortos, conhecidos pela sigla MMDC.

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Avenida 9 de Julho

RF8499- SÃO PAULO - 22/09/2014 - CIDADES - DIA MUNDIAL SEM CARRO - Av. 23 de Maio às 18h00 com trânsito bom no dia mundial sem carro. Foto: Robson Fernandjes / Fotos Públicas

Avenida 23 de Maio (com o Obelisco do Ibirapuera ao fundo)

O Obelisco, localizado no Parque do Ibirapuera, maior monumento da cidade, com 72 metros de altura, é um mausoléu dos heróis de 32. Lá estão os corpos dos estudantes mortos em 23 de maio e de mais de 600 combatentes que lutaram durante a Revolução. Projetado pelo escultor Galileo Emendabili, tudo em torno dele lembra o número 9, desde sua altura à quantidade de degraus na entrada.

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Obelisco

 

 

Fonte: cmais+

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Vídeo da Rua Augusta (São Paulo/SP) em 1967

Este filme iniciado em 1967 foi concluído com financiamento recebido através do concurso para filmes de curta metragem da comissão estadual de cinema do conselho estadual de cultura.

Assista o vídeo, segue abaixo a narrativa do vídeo.

Impressões sobre aquela rua tão Augusta pequena introdução ao mundo do homem Augustiniense.

Rua Augusta - São Paulo
Rua Augusta – São Paulo

Esta rua tão comércio, as lojas elegantes, o auto comércio a sofisticação das pessoas fizeram desta rua, onde se mesclam tipos nem sempre da alta burguesia, com sua ocupação habitual, ver vitrines, atualizar se com a moda, nem sempre comprar, tomar chá, encontrar Ricardo com a nova namorada, ouvir os discos da semana, comprar talvez um novo livro, esta rua tão problema, cuidado com as curvas, de proibido estacionar, não buzine, conversão à direita, não ultrapasse pela esquerda, não desacate à autoridade.

Esta rua tão mulher,

Rua Augusta - São Paulo
Rua Augusta – São Paulo

Esta rua é indiferente ao pintor, aos quadros do pintor, a mini saia do pintor, a vida do pintor, as amigas do pintor, esta rua que esnoba a pintura do pintor, pintor que pinta Cristos de mini saias, santas de motine, papas de bermuda, fraque de botinha moderninha, festas no céu e na terra, a santa bacalhoada, a guitarra dos apóstolos, esta rua é indiferente a pintura do pintor.

Esta rua tão pequena, crescendo para os lados, mais lugar para o comércio, mais lugares para olhar, mas lugares para encontros, crescendo para os lados, crescendo para cima, crescendo como quer, crescendo sem parar, crescendo para os lados, os toldos se se multiplicando, vitrines nunca vazias perfume francês, tecido escocês, pérola japonesa, vaso da china, tapete da pérsia, made in United States.

Nesta rua a revolta do poeta, esta rua tão noturna, tão risonha tão levada.

Em 15 de junho de 1969, Waldomiro de Deus, viajou para Europa levando como bagagem sua pintura irreverente.

Rua Augusta - São Paulo
Rua Augusta – São Paulo

Este vídeo é um documentário que registra de forma irônica o cotidiano de uma cidade de São Paulo, da rua mais irreverente do centro comercial de classe média alta, atenção no filme é para o pintor Naif Waldomiro de Deus, cuja sua obra e comportamento, tocava totalmente universo burguês dos frequentadores da rua augusta.

 

Fonte: Blog de São Paulo

De onde vem a água que chega à sua casa?

Acesse o link abaixo para saber:

http://util.socioambiental.org/deondevem/

Imóvel vazio perto do metrô terá IPTU mais caro

Plano Diretor deverá adotar alíquota progressiva nas áreas de trens e Marginais para estimular ocupação e evitar especulação

A pressão sobre terrenos vazios ou subutilizados em São Paulo deve ficar ainda maior com o novo Plano Diretor da capital. A proposta que será apresentada nesta quarta-feira, 12, na Câmara Municipal pretende cobrar Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo sobre lotes que não tiverem pelo menos 50% de área construída e forem localizados nas zonas destinadas a moradias populares e nos eixos de mobilidade, como nas Marginais e nos corredores de trem, ônibus e metrô.

O texto redigido pelo vereador Nabil Bonduki (PT), relator do plano, prevê que o dono do terreno será notificado pela Prefeitura e terá um ano para apresentar um projeto para a ocupação do local. Caso contrário, o IPTU do ano seguinte terá a alíquota dobrada. A regra valerá para imóveis a partir de 500 metros quadrados e afetará, por exemplo, pátios sem construções que são usados como estacionamentos ou depósitos.

“Isso é para forçar que um terreno não fique ocioso ou subutilizado e que o proprietário o utilize apenas para especulação imobiliária. Com isso, queremos baixar o preço dos terrenos, aumentar a produção habitacional e estimular mais a economia da cidade”, disse Bonduki. A medida não estava prevista no projeto original enviado em setembro passado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). A ideia é que o plano seja aprovado antes da Copa, em junho.

A proposta amplia o alvo do IPTU progressivo sancionado em 2010 pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). A lei atual prevê a cobrança sobre imóveis vazios nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), destinadas para moradia popular, no centro, ou terrenos a partir de 250 m² e com menos de 10% de área construída. Na época, a Prefeitura informou que a lei atingiria 420 mil imóveis da capital.

Com a inclusão das áreas no entorno dos eixos de mobilidade, o número deve aumentar significativamente. Os proprietários que apresentarem um projeto de ocupação na Prefeitura – obras de parcelamento do solo ou de novas edificações – terão cinco anos para executá-lo. Em caso de descumprimento do prazo, será aplicado o IPTU progressivo, com alta anual até o limite de 15% da alíquota.

IPTU

 

Outorgas. Outra novidade na versão final do Plano Diretor é o aumento do valor da outorga onerosa – contrapartida paga à Prefeitura para construir acima do limite básico – para prédios não residenciais na região que compreende majoritariamente os distritos de Pinheiros, Vila Mariana, Lapa e Butantã, nas zonas sul e oeste.

Por outro lado, a outorga ficará até 50% mais barata para prédios comerciais e empresariais que se instalarem em áreas de distritos como Ipiranga, na zona sul, Vila Prudente, Mooca, Aricanduva e Penha, na zona leste, e Vila Maria, Santana, Casa Verde e Freguesia do Ó, na zona norte da capital.

“Nossa ideia é estimular que o mercado passe a construir esses empreendimentos em regiões já bastante povoadas, mas que ainda não têm tanta oferta de emprego. Com isso, diminuímos os deslocamentos pela cidade”, disse Bonduki.

“É compreensível querer estimular novos empreendimentos em áreas específicas da cidade, mas aumentar o valor da outorga onerosa para um lado é aumentar a carga tributária. E nós não somos favoráveis a nada que aumenta o custo da produção”, disse o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Antonio Carlos Pela.

 

Fonte: Estadão | Fabio Leite

São Paulo 460 anos | Cidade Universitária

Antiga fazenda Butantã foi transformada em um polo da Universidade de São Paulo

Reprodução da planta original. Estado publicou o 'clichê em primeira mão'

Reprodução da planta original. Estado publicou o ‘clichê em primeira mão’

Um bairro deserto, no meio do mato, às margens do rio Pinheiros. Assim era o Butantã nos anos 1930, quando uma comissão de estudos nomeada pelo governador do Estado escolheu a área para receber as faculdades da Universidade de São Paulo. Lá ficava a fazenda Butantã, uma verdadeira ilha de sossego distante cerca de 10 quilômetros do centro da cidade, com o rio Pinheiros de um lado e o Ribeirão Jaguaré do outro.

O Estado de S. Paulo - 9/4/1961

O Estado de S. Paulo – 9/4/1961

No dia 15 de fevereiro de 1944 foi realizada a cerimônia do lançamento da pedra fundamental da futura Cidade Universitária conduzida por Fernando Costa, então interventor federal de São Paulo. “Nesta manhã chuvosa, parece que as águas se infiltraram nas terras de Piratininga como um poderoso vitalizante que há de fomentar ainda mais a nossa produção. Do mesmo modo, do marco que hoje plantamos, nascerá o esplendoroso futuro desta universidade”, disse em discurso registrado nas páginas do Estado.

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A transferência dos primeiros departamentos para o novo campus começou, timidamente, na década de 1940. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas foi a primeira escola a funcionar na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira.
Sucessivos adiamentos e falta de verbas diminuíram o ritmo das obras. As unidades da universidade somente passaram a ocupar esta área na década de 1960.

Veja onde funcionam alguns cursos e departamentos antes da mudança definitiva para a Cidade Universitária:

Reitoria – Ficava na Rua Helvétia. Tinha sete divisões: Contabilidade, Tesouraria, Pessoal, Gabinete do Reitor, Secretaria Geral, Consultoria Jurídica e Biblioteca. A mudança para o novo edifício da Cidade Universitária começou em abril de 1961.

Escola Politécnica – O Solar do Marquês de Três Rios, que foi demolido em 1924, foi a primeira instalação da Poli, em 1894. Com o crescimento do número de alunos e professores, a Escola precisou ser ampliada e construiu-se o edifício Paula Souza. O curso permaneceu ali até a década de 1960, quando houve a mudança para a Cidade Universitária.

Foto: Acervo/Estadão

Foto: Acervo/Estadão

Medicina – A aula inauguração do curso de Medicina foi ministrada em 2 de abril de 1913. A Escola começou a funcionar em instalações cedidas pela Escola de Comércio Álvares Penteado, na Escola Politécnica. No ano seguinte, a escola transferiu-se para um prédio alugado na rua Brigadeiro Tobias, onde ficou até 1931, quando foi inaugurado o prédio atual na avenida Doutor. Arnaldo.A Faculdade de Medicina passou a integrar a Universidade de São Paulo em 25 de janeiro de 1934, através do decreto 6.283. As aulas práticas de clínica e cirurgia continuaram a ser ministradas na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, até 1944, quando foi inaugurado o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Fachada do prédio da Faculdade de Medicina de São Paulo, no planalto do Araçá. Reprodução: Suplemento Rotogruva

Fachada do prédio da Faculdade de Medicina de São Paulo, no planalto do Araçá. Reprodução: Suplemento Rotogruva

Arquitetura – O primeiro edifício da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) foi o “Vila Penteado”, na rua Maranhão, 88, em Higienópolis. O imóvel era um palacete construído no início do século 20 para abrigar a família do comendador Antônio Álvares Penteado, importante fazendeiro de café. A “Vila Penteado”, como era chamada, foi doada à Universidade de São Paulo no final da década de 1930 para abrigar uma faculdade de Arquitetura. O curso de graduação da FAU permaneceu neste edifício até 1969, quando passou a funcionar na Cidade Universitária.

Fachada do prédio da FAU, 1997. Foto: Paulo Liebert/Estadão

Fachada do prédio da FAU, 1997. Foto: Paulo Liebert/Estadão

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Fundada em 1934, a A FFLCH teve sua primeira sede instalada nas dependências da Faculdade de Medicina e da Escola Politécnica, com os cursos de Química, Ciências (Biologia, Botânica, Mineralogia, Paleontologia e Zoologia), Geografia e História, Ciências Sociais, Letras, Matemática e Física. De 1937 a 1947, a Faculdade ocupou endereços da cidade. A Rua da Consolação, a Praça da República, a Avenida Tiradentes e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
Faculdade de Direito do Largo São Francisco – O mais antigo estabelecimento de ensino jurídico no Brasil, criado pela lei de 11 de agosto de 1827, não foi transferido para a Cidade Universitária. Desde o início, a Faculdade de Direito instalou-se no Largo de São Francisco, no velho convento, que datava do século 16. O prédio original da Faculdade sofreu total transformação em 1934, preservando-se dele apenas o Pátio das Arcadas e o Pátio do Mausoléu.

 

Fonte: Estadão

São Paulo 460 anos | Minhocão

Avenida São João, repleta de cinemas e teatros, conheceu a degradação com o elevado

Avenida São João antes da construção do elevado. Antonio Aguillar/Estadão

Avenida São João antes da construção do elevado. Antonio Aguillar/Estadão

Nos anos 1930 e 1940 a São João, no centro, era a ‘Quinta Avenida’ do paulistano e um dos redutos da boemia da cidade. Além de grande número de cinemas, o local contava com boas casas residenciais e lojas comerciais requintadas. No dia 1 de abril de 1958, o Estado trazia o anúncio de lançamento do edifício Lucerna,“Moderníssimos apartamentos em plena Cinelândia”, era o apelo da propaganda para a então valorizada região central da cidade de agitada vida cultural que viria a perder o glamour com a construção do Minhocão.

Os melhores cinemas da cidade ficavam na Avenida São João e Ipiranga, no centro

Os melhores cinemas da cidade ficavam na Avenida São João e Ipiranga, no centro

Alguns dos bairros ao redor do Minhocão, como Santa Cecília e Higienópolis, foram escolhidos pelos barões do café para a construção de mansões e palacetes no início do século 20. Casarões, já com garagens, eram ocupados por pessoas de classe média alta. Nas ruas, cavalheiros de terno e mulheres bem vestidas. Mas no fim da década de 1950, com a avenida Paulista já recebendo os primeiros edifícios e conjuntos comerciais, a região começou a dar os primeiros sinais de deterioração. A construção do Minhocão acentuou a degradação da região e provocou drástica desvalorização imobiliária. Antes mesmo da inauguração, as placas de ‘vende-se’ lotavam as fachadas dos prédios da São João. Foi o que registrou a reportagem “Elevado, o triste futuro da avenida”, publicada em 1 de dezembro de 1970.

A construção do elevado em abril de 1970. Arquivo/Estadão

A construção do elevado em abril de 1970. Arquivo/Estadão

Presente. O projeto do elevado São João teve origem na administração do prefeito Faria Lima (1965/1969). Foi apresentado a ele pelo arquiteto Luiz Carlos Gomes Cardim Sangirardi, que o recusou. O projeto foi retomado pelo prefeito biônico Paulo Maluf. Foi construído a toque de caixa, em apenas 11 meses. Maluf tinha pressa, seu mandato era de apenas dois anos, com era o de todos os prefeitos indicados durante a ditadura militar. Em menos de uma ano a população viu surgir uma obra monumental que passava entre os prédios e recebera o nome de Elevado Costa e Silva, em homenagem ao segundo presidente da ditadura militar. A via elevada, que prometia uma ligação rápida entre as zonas leste e oeste, foi entregue aos paulistanos no dia 25 de janeiro de 1971 – como um ‘presente’ do prefeito. Curiosamente, naquele dia um carro quebrado provocou congestionamento, como acontece até hoje (ver foto abaixo).

O Estado de S. Paulo - 24/1/1971

O Estado de S. Paulo – 24/1/1971

A cidade ganhava uma via rápida, porém, perdia uma área com várias referências históricas. “Quem diz que o Minhocão é útil?”, perguntava o Estado dois dias antes da inauguração. “Em São Paulo foi construído o maior viaduto da América Latina, que acompanha as depressões e elevações do terreno, fazendo com que nos vejamos numa verdadeira montanha russa. Mas São Paulo não é só zona oeste”, dizia o jornal. E concluía, “para a cidade, seria mais rentável o metrô” (que viria a ser inaugurado três anos depois)”.

Minhocão ficou congestionado no primeiro dia. Foto publicada na edição de 26/1/1971 Acervo/Estadão

Minhocão ficou congestionado no primeiro dia. Foto publicada na edição de 26/1/1971 Acervo/Estadão

 

Fonte: Estadão

 

 

 

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