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Em 15 anos, Terra pode enfrentar mini ‘era do gelo’, dizem pesquisadores

A humanidade deve se preparar para uma mini “era do gelo” dentro de aproximadamente 15 anos, de acordo com um pronunciamento feito por cientistas no Encontro Nacional de Astronomia, em Gales. A previsão ainda não pode ser confirmada, mas segundo a professora da Universidade de Northumbria, Valentina Zharkova, a responsável pela informação, a descoberta foi revelada por um modelo solar computadorizado que analisa a atividade do Sol, cujo índice de acertos apresentou 97% de precisão em previsões anteriores.

O programa mapeou movimentos das manchas e reproduziu a atividade solar entre 1976 e 2008, conseguindo acertar quase todos os acontecimentos nesse período. Em ciclos que duram aproximadamente 11 anos, o movimento dos elementos solares corresponde aos períodos do clima na Terra. Assim sendo, se essa margem continuar na mesma linha, uma onda de frio intenso pode atingir a terra por volta do ano 2030.

O computador apresentou a possibilidade de uma redução significativa na atividade solar a partir do ano 2022, quando duas ondas de fluidos da superfície solar começam a se mover entre os hemisférios norte e sul na direção contrária. Nesse ano, o ciclo dos movimentos será o de número 25, e essa ação, aos poucos, vai perdendo sincronia e deixando a atividade solar cada vez menor até atingir o ápice no ciclo seguinte.

Fotos registram pequenos pontos escuros no Sol: são as manchas solares que, apesar do tamanho aparentemente pequeno, são muitas vezes maiores que as dimensões da Terra

De acordo com a professora Zharkova, no ciclo 26, as duas ondas, com intensidades exatamente iguais, devem chegar ao pico ao mesmo tempo, mas cada uma em um dos hemisférios opostos do Sol. “A interação das duas será conflitante, com as duas ondas praticamente cancelando uma à outra”, completou.

Com menos movimentações no Sol, menor é incidência de calor sobre a Terra, e menor será a temperatura do planeta. Valentina ressaltou que a atividade solar deve ser reduzida em 60%, resultando em um clima frio intenso semelhante a um período conhecido como Mínimo de Maunder, ocorrido entre os anos de 1645 a 1715. Foi nesse tempo que aconteceu uma espécie de “mini era do gelo” em decorrência da baixa produção de manchas pelo sol.

As manchas solares são causadas por campos magnéticos intensos que repelem e direcionam a substância quente solar para outras partes, ocasionando o aparecimento de partes escuras na superfície do sol, visíveis em algumas imagens já registradas. Elas podem durar de 1 a 100 dias e apresentam temperatura um pouco reduzida (4.200°C, enquanto que o normal seria cerca de 6.000°C).

Com o fluxo do fluido solar, essas manchas acabam se movendo ao redor do astro de maneira que acabam passando por ciclos de intensidade influenciados por esse movimento. Duas ondas principais, que permanecem em movimento constante, são as responsáveis pela alteração na produção da atividade solar.

A professora Valentina Zharkova explicou que as ondas podem demonstrar uma grande interação quando estão em fases próximas, acarretando no aumento da atividade solar. Já quando estão em fases díspares, há a diminuição. “Quando elas estão em fases totalmente separadas, nós temos condições semelhantes às enfrentadas durante o período ocorrido há 370 anos”, completou. Conforme informou Zharkova, durante o período do “Mínimo de Maunder”, foi a última vez em que essa condição foi vista.

Durante a mini era glacial ocorrida no século 17, a Europa e a América do Norte enfrentaram temperaturas baixas e invernos muito rigorosos. Registros dão conta que nessa época, o Tâmisa, um grande rio que banha Londres, ficou completamente congelado, de forma que podia ser atravessado à pé e suportava a realização de “feiras de gelo” em sua superfície.

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Como é a “cidade anti-apocalipse”?

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São abrigos subterrâneos construídos para proteger até 200 pessoas de grandes catástrofes, como terremoto, guerra nuclear e até invasão alienígena. O “lançamento” do empreendimento está previsto para 21 de dezembro de 2012, data do calendário maia que é interpretada por muita gente como o início do fim do mundo. Lenda ou não, o fato é que a empresa Terra Vivos já está construindo 20 abrigos, só nos EUA, além de outros projetos similares e ultrarresistentes ao redor do mundo para proteger a população de eventos como a inversão dos polos magnéticos da Terra, tsunamis, impacto de cometas, erupções de vulcão etc. Para morar em um dos abrigos durante um ano, com direito a uma dieta de 2,5 mil calorias diárias, além de entretenimento, serviço médico e segurança, basta investir R$ 90 mil – crianças até 16 anos pagam meia e animais de estimação entram de graça.

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APOCALIPSE NOW

Se todas as vagas forem vendidas nos Estados Unidos, o faturamento superará
 360 milhões de reais

Entrada segura

Para livrar o ar de substâncias tóxicas vindas da superfície, os abrigos contam com um sistema especial de filtragem. Em caso de suspeita de contaminação, o indivíduo passa por uma superducha antes de se juntar aos outros habitantes.

Casa forte

O abrigo é construído abaixo do nível
do solo, entre 7,5 e 15 m de profundidade, para resistir a fortes impactos. As paredes, com camadas de concreto e de aço,
com cerca de 1,5 m de espessura, suportam até a radiação eletromagnética de uma tempestade solar.

Todos por todos

Não há funcionários: cada morador tem uma função específica. Cerca de 60% da população será de profissionais da saúde, seguranças e advogados. Os outros 40% seriam profissionais de setores variados: chefs, eletricistas, encanadores, personal trainers etc.

Tá ligado?

Tanques subterrâneos abastecidos 
com óleo diesel trabalham para manter
 os geradores elétricos em atividade,
 sem interrupções, durante os 365 dias
de confinamento. Há projetos para 
a instalação de captação de energia solar
 e eólica para alimentar o sistema de energia.

Bom apetite

Os moradores terão direito a três refeições por dia. Para a sorte deles, no cardápio há alimentos que vão desde o tradicional arroz com feijão até cogumelos e mirtilos. Para queimar as calorias consumidas, o abrigo oferece uma academia superequipada.

Viva a democracia

Para manter a ordem no confinamento, haverá um sistema político: um grupo de 12 pessoas é eleito para governar
a colônia a cada 30 dias. Tudo, claro, sempre seguindo os regulamentos e o código de conduta elaborados pela empresa Terra Vivos.

Por um fio

A construtora garante que a reserva
 de água é suficiente e reforça que será feita estocagem e reúso de água da chuva se necessário. Para distribuir o volume recomendado para o uso diário de cada habitante, o reservarório seria maior do que uma piscina olímpica.

Lixo pesado

A quantidade de lixo produzida por 200 pessoas não é brincadeira: um indivíduo gera cerca de 1 kg de detritos por dia. Durante um ano, portanto, um compartimento separado armazenará cerca de 73 toneladas do lixo produzidas no abrigo.

CONSULTORIA: Robert Vicino, diretor da Terra Vivos , Brian Camden, engenheiro civil da Hardened Structures, e Claudio Furukawa, físico da USP

 

Fonte: Mundo Estranho

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