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Como suportar o insuportável?

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Esta foto, de partir o coração, traz uma reflexão sobre a nossa forma insustentável de vida e consumo.
Estamos alterando tão profundamente este planeta que muitas espécies não estão dando conta.
Muitas hoje só conseguirão sobreviver graças aos esforços de reprodução em cativeiro.
Também ajuda a refletir sobre o discurso recorrente de que animais estariam bem melhor na natureza do que em bons zoos.
Encaramos esta foto como um grito de alerta e um chamado à ação.
Bora repensar nossa forma de viver neste planeta?

Fonte: Seemorerocks

Com um aquecimento similar ao de hoje, nível do mar já subiu seis metros

O Rio de Janeiro só não virou Veneza porque ainda não deu tempo

Cidade submersa

Passeios de gôndola agora disponíveis para o mundo inteiro | Foto: Thinkstock

Como todo o cético climático costuma lembrar, a Terra já passou por vários períodos de aquecimento e resfriamento antes do atual – causado, sim, pelo fato que estamos reintroduzindo na atmosfera o carbono que um dia esteve no ambiente, e tornava outras eras mais quentes.

Há 3 milhões de anos, quando nossos ancestrais peludos tentavam se equilibrar em duas patas na África, a atmosfera tinha uma quantidade de carbono e temperatura equivalentes à de hoje em dia. Motivo para relaxar e ir à praia num Hummer para curtir um churrasco no carvão mineral? Bom, acontece que, então, o nível dos oceanos era ao menos seis metros mais alto. Não esqueça a boia.

Foi o que revelou um estudo de paleoclimatologistas da Universidade Estadual do Oregon (EUA).  Eles compilaram os resultados de 30 anos de pesquisa sobre o gelo polar e nível de oceanos, descobrindo como um aquecimento relativamente modesto pode causar mudanças tão dramáticas.

Por que, então, você ainda não teve de vender sua casa em Bertioga para uma fazenda de ostras? “Leva um tempo para o aquecimento derreter as calotas polares”, afirma paleoclimatologista e geólogo glacial Anders Carlson, condutor do estudo. “Mas não leva para sempre. Existem evidências de que a transformação está tomando lugar agora.”

Seu colega e coautor, Peter Clark, arrisca uma previsão: “o que é assustador é que o nível de CO2 continua a subir, então estamos entrando em território desconhecido. O que não é certeza é o período exato, que é menos bem determinado. Podemos estar falando de entre vários séculos a alguns milênios para vermos o impacto total do derretimento das calotas polares”.

Dica de investimento: não compre apartamento na praia abaixo do terceiro andar.

 

Referências:

1) Sea-level rise due to polar ice-sheet mass loss during past warm periods, A. E. Carlson, P. U. Clark et al, Science Magazine,http://www.sciencemag.org/content/349/6244/aaa4019

2) Global sea levels have risen six meters or more with just slight global warming, Oregon State University via ScienceDaily,http://www.sciencedaily.com/releases/2015/07/150709145159.htm

 

Fonte: Superinteressante

 

Mudanças climáticas levam ursos polares a se alimentar de golfinhos

Pela primeira vez ursos polares foram vistos se alimentando de golfinhos no Ártico, algo que pode ser uma consequência direta das mudanças climáticas, segundo os cientistas.

Durante pesquisas no arquipélago norueguês de Svalbard (Spitzberg), cujos resultados acabam de ser publicados na revista Polar Research, Jon Aars, especialista em ursos polares do Instituto Polar Norueguês, observou e fotografou em abril de 2014 um urso se alimentando de golfinhos de focinho branco. Estes cetáceos normalmente não fazem parte da alimentação dos ursos polares, que costumam se alimentar principalmente de focas.

“É possível que apareçam novas espécies na alimentação dos ursos como consequência das mudanças climáticas, já que novas espécies começam a se deslocar ao norte”, declarou Aars à AFP.

Embora esta espécie de golfinho frequente estas águas setentrionais durante o verão quando o gelo marinho se desfaz, é mais raro que seja vista no inverno ou na primavera, épocas em que o mar geralmente está coberto de gelo.

No entanto, segundo os pesquisadores noruegueses, o progressivo degelo durante o inverno na região nos últimos anos pode ter atraído os golfinhos, presos com o aparecimento repentino de gelo em abril.

Divulgação/Polar Research/Creative Commons

Segundo Aars, o urso provavelmente capturou os golfinhos quando eles saíram à superfície para respirar através de um pequeno buraco no gelo. “Mesmo que tenham visto o urso, os golfinhos não tinham outra opção”, acrescenta.

O urso, um macho velho visivelmente faminto, devorou um dos cetáceos e enterrou outro sob a neve, outro fenômeno visto poucas vezes.

“Acreditamos que tentou cobrir o golfinho de neve com a esperança de que outros ursos, raposas ou pássaros não o encontrassem, para assim poder comê-lo um ou dois dias depois, após ter digerido o primeiro”, explicou Aars.

Depois destas primeiras observações, foram vistos outros cinco casos de golfinhos presos ou capturados e comidos por ursos polares, acrescentou.

“Não acredito que seja algo revelador ou uma mudança radical” na alimentação do carnívoro, estimou o cientista. “É apenas que o urso polar está entrando em contato com espécies que até agora não tinha o hábito de comer”.

No alto da cadeia alimentar, o urso polar é um predador oportunista que também pode se alimentar de pequenas baleias, como a baleia branca ou a narval, dependendo da ocasião.

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Via Em Resumo.

Vacas são mais responsáveis pelas mudanças climáticas do que você pensa

  (Foto: Niels Linneberg / flickr/ creative commons)

(FOTO: NIELS LINNEBERG / FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Se juntássemos todos os gases emitidos pelos meios de transporte convencionais – automóveis, trens, barcos e aviões – não chegaríamos no tanto que as vacas ‘produzem’. A indústria da carne bovina e de laticínios é responsável por 14,5% de todos os gases que causam o efeito estufa.

Além da produção de carne e laticínios, vacas e porcos emitem metano e óxido nitroso – gases poderosos contra a camada de ozônio. Mas se perguntássemos pra qualquer pessoa o que causa o aquecimento global, dificilmente ela responderia vacas e porcos.

Uma pesquisa realizada em 12 países – incluindo Brasil, China e Estados Unidos -, revelou que as pessoas não sabem da relação das vacas com o efeito estufa. 63% dos entrevistados identificam como principal causa do aquecimento global os gases emitidos por automóveis. E 25% acredita que a produção de carne e laticínios causa “pouca ou nenhuma mudança climática”.

A cada ano que passa, as pessoas consomem mais proteína – carne bovina. Inclusive, a produção de carne e laticínios aumentou 70% em pouco menos de dez anos. Somada à poluição habitual dos grandes centros urbanos, a emissão de gás carbônico cresce de forma assustadora. A relação da produção de alimentos e as alterações climáticas é perigosa – e não sabermos disso é ainda mais assustador.

 

Fonte: Galileu

 

Os efeitos do aquecimento global esculpidos em cimento

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Ainda tem dificuldade em imaginar as consequências das mudanças climáticas? O escultor espanhol Isaac Cordal* criou série de esculturas feitas de cimento – as Cement Eclipses – para contar de um jeito fácil-fácil o que o aumento do nível do mar pode fazer com a humanidade. Mas isso não significa que visualizar isso vai ser tranquilo – a menos que você goste de humor negro.

Tanto em miniaturas quanto em tamanho real, as intervenções recriam, no meio da rua ou na praia, seres humanos sofrendo com os efeitos do aquecimento global.

O curioso é que são pessoas muito parecidas: homens brancos, de meia idade, que poderiam ser políticos ou executivos e, até mesmo, os negociadores e governantes que participam das conferências de clima pelo mundo. Alguns se agarram a suas maletas, à deriva, enquanto outros se afogam. Sempre sem saída.

As cenas apocalípticas criadas por Cordal revelam as consequências da falta de ação e da apatia quanto às questões ambientais.

Abaixo, veja algumas das obras do escultor:

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Fonte: Super Interessante | Marina Maciel

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