Arquivo da categoria: Natureza

Os peixes bebem água?

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Eles estão sempre no mar. E, apesar da crença popular, os peixes não bebem necessariamente água. Eles apenas usam o líquido para fins particulares.

O termo beber não é o que se aplica da melhor maneira na situação, já que um peixe ingere água apenas para respirar e para fazer trocar gasosas com o ambiente externo.

Um peixe vive com uma constante troca de água com o ambiente que vive, pois ele precisa de um equilíbrio entre a quantidade de sais presentes no próprio organismo e no ambiente que vive.

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Nos peixes de água doce, existe uma maior concentração de sais no organismo do que no ambiente. Por isso, eles não precisam necessariamente “beber” uma grande quantidade de água por dia.

Já nos peixes de água salgada, a concentração de sais é maior no ambiente do que no organismo dos animais. Com isso, o oceano faz a água “sair” do organismo destes peixes, fazendo com que peixes de água salgada “bebam” uma grande quantidade de água por dia para manterem suas atividades.

Ambos os processos são conhecidos como osmose.

E como isso acontece?

A respiração dos peixes faz com que a água chegue até as brânquias do animal para acontecerem trocas gasosas. Isso faz com que o oxigênio seja absorvido e que o gás carbônico seja eliminado.

 

Fonte: Mistérios do Mundo 

Vespas criam colmeias com papéis coloridos

As vespas são conhecidas por não serem muito amigáveis. Mas nem todas são agressivas. Algumas delas são tão gentis que até se parecem com hippies. Dê uma olhada nos ninhos abaixo e veja o por quê.

Estas vespas são o produto de um experimento conduzido por Mattia Menchetti, uma estudante de biologia da Universidade de Florença. Ela percebeu que dando papéis coloridos para as colônia de vespas em cativeiro, ao longo do tempo os insetos acabam construindo suas próprias casas caleidoscópicas. E como você pode ver, o resultado é bastante notável.

Enquanto esta experiência tenha sido proposital, os insetos também tem produzido alguns resultados igualmente surpreendentes sem a interferência humana. Em 2012, por exemplo, os apicultores na França ficaram surpresos ao descobrir que as abelhas tinham criado mel verde e azul. O motivo? Os insetos desavisados estavam usando açúcar recolhidos a partir das cascas de M & Ms em uma fábrica de processamento de resíduos nas proximidades.

Essa vaca estava tão aterrorizada com o abate que começou a chorar. Até ela perceber aonde estava indo

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Emma é uma vaca que foi criada para o abate. Ela sabia que cedo ou tarde chegaria a hora em que iria para o matadouro assim como todos os outros animais da fazenda onde vivia.

Nesse vídeo, Emma é movida de uma fazenda para a outra. Há muita controvérsia sobre o choro de animais, mas a maneira como ela derruba algumas lágrimas não deixa dúvidas de que a sua dor é autêntica.

No entanto, o que Emma desconhecia era que estava indo para um lugar encontrar sua nova família e viver em completa- e merecida- paz. Veja sua reação:

 

Fonte: Best of Web

Nasa flagra algo saindo de buraco negro pela primeira vez na História

  

Buracos negros são extremamente intrigantes para a humanidade — sejam leigos ou especialistas. As formações sempre intrigaram a humanidade no sentido do que podem fazer, sempre com teorias que dizem respeita a “passagens” entre dimensões por meio deles.

E, agora, a curiosidade humana ganha mais um capítulo: pela primeira vez na história a Nasa avistou algo saindo de um buraco negro. Não se sabe o que é  e nem os efeitos dessa movimentação, mas a exploração em torno do buraco-negro superlativo Margarina 335 já chama atenção.

O flagra feito pela agência espacial norte-americana aconteceu através do conjunto do telescópio espectroscópico nuclear da Nasa. O momento foi considerado por muitos especialistas que trabalham no projeto como um verdadeiro milagre, já que nunca havia acontecido tal registro.

  

“Essa é a primeira vez que conseguimos conectar o lançamento do halo de uma labareda. Isso vai nos ajudar a entender como os buracos negros superlativos alimentam alguns dos objetos mais brilhantes do Universo”, explica Dan Wilkins, envolvido no projeto e pesquisador da Universidade de Saint Mary.

A principal questão dos pesquisadores agora é descobrir o que é o “algo” que eles flagraram saindo do buraco negro. Se descobrirem, acreditam que darão passo importante nos estudos sobre esse tipo de fenômeno, chegando, por exemplo, a conclusões sobre tamanho, dimensões e funções dos buracos.

Fonte: Yahoo!

Veja o primeiro vídeo do Sol em 4K, cortesia da NASA

Em 2010 a NASA lançou o SDO, um satélite específico para observar o Sol e com o objetivo de entender como ele influencia a vida na Terra. E para conseguir isso, o satélite captura imagens em 10 comprimentos de onda diferentes, cada uma correspondendo a um intervalo de temperatura. Essas imagens foram transformadas em um vídeo em belíssimos 4K de resolução e a NASA publicou esta semana o resultado, que você confere acima.

O vídeo diz que cada minuto da gravação precisou de 10 horas para ser tratada propriamente por uma equipe de editores, então é possível ter uma ideia do enorme trabalho por trás dele. Durante o vídeo podemos ver vários fenômenos na superfície solar, como as famosas erupções solares e os menos conhecidos laços coronais, que são feixes de material solar navegando pelas linhas do campo magnético.

Para a alegria de editores e criadores de conteúdo ao redor do mundo, o vídeo de 30 minutos foi liberado sob domínio público e está disponível para download neste link. Obviamente é preciso dar crédito à NASA e aos produtores do vídeo, Genna Duberstein e Scott Wiessinger.

 

Fonte: B9

Como fazer uma horta em casa ocupando apenas 1 m²

Como fazer uma horta em casa ocupando apenas 1 m²

Falta de espaço não é mais desculpa! O Serpar, Serviço de Parques de Lima, no Peru, crioupasso-a-passo que mostra como é possível fazer uma horta em casa, ocupando apenas 1 m². A logística é supersimples. Veja na figura, abaixo, em espanhol.

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A ideia é construir a horta em uma caixa de madeira ou no próprio chão, caso haja um jardim na casa. As estruturas verticais são feitas com tubos de ferro ou PVC e servem para sustentar as plantas de cultivo vertical. Entre elas, tomate, pepino e ervilha.

Já na parte debaixo da horta, planta-se as verduras e legumes de cultivo horizontal. Para isso, o canteiro deve ser dividido em quadrados ou retângulos do mesmo tamanho: cada espaço é designado para uma cultura diferente, a escolha do hortelão. A única regra é cultivar as plantas maiores – como brócolis, pimentão e berinjela – nas filas de trás e as menores – como alface, beterraba e espinafre – na frente, para que todas recebam a luz do sol que precisam para se desenvolver.

Alternar as plantas de colheita rápida com aquelas cujo cultivo demora mais tempo também é importante para evitar a competição por espaço.

Não tem muito segredo, não? Se o hortelão fizer tudo direitinho, a horta de 1 m² é capaz de suprir a alimentação diária de uma pessoa, garante o Serpar. Que tal tentar na sua casa?

Foto: Serpar/Divulgação

Fonte: The Greenest Post

Estado declara crítica situação da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê

Segundo portaria, ações de caráter emergencial deverão ser adotadas. Presidente de Subcomitê quer debater consequências de medida.

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O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) publicou uma portaria em que classifica como crítica a situação hidríca na Bacia do Alto Tietê. Segundo as informações do Diário Oficial, com a medida, ações deverão ser adotadas para assegurar a disponibilidade hídrica. O prefeito de Salesópolis, Benedito Rafael da Silva, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, disse nesta quarta-feira (19) que quer uma reunião com o DAEE e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para discutir as consequências dessa classificação. Silva acrescentou que não havia sido informado sobre essa medida.

O Sistema Alto Tietê opera nesta quarta-feira (19) com 15,4% de sua capacidade de acordo com dados da  Sabesp. Essa é a 21ª queda consecutiva do sistema. O mês teve a queda mais acentuada do ano, com 2,8 pontos percentuais até esta quarta. Em 19 dias, choveu apenas 1,91% do esperado para agosto.

Na portaria publicada na terça-feira (18), de número 2617, o DAEE justifica que a medida foi tomada por conta do baixo índice de chuva nos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, considerando ainda a continuidade em 2015 da pior estiagem nessa região.

O DAEE determina ainda que torna-se uma infração a utilização de recursos hidrícos em desacordo ou sem a autorização do departamento.
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O órgão informou nesta quarta-feira que “não tem nada a acrescentar além do que está exposto na portaria DAEE – 2617”.

O prefeito Benedito Rafael quer discutir as consequências que a portaria pode trazer para o Alto Tietê. “Para a nossa região, o fornecimento de água para a agricultura é prioridade. Sabemos que em situações de crise, o fornecimento público é prioritário. Em segundo, vem os animais e, em terceiro a agricultura. Além da importância para a economia da nossa região, a agricultura também é responsável pelo fornecimento de alimentos para São Paulo. ”

 

Fonte: G1

Paga quanto quiser e lava louça depois de comer: conheça o anti-restaurante

Nós adoramos ideias inovadoras, e por isso hoje vamos falar sobre a Ecozinha, um restaurante em Curitiba que tem dado o que falar. Ao Projeto Draft a idealizadora Fátima Mazarão e seu namorado Luciano Vaini, que entrou de cabeça no projeto, falou um pouco a respeito do espaço, que Fátima definiu como um “anti-restaurante”.

A ideia foi criar um ambiente que oferecesse alimentos veganos (sem ingredientes de origem animal), saudáveis e que, de quebra, deixassem os frequentadores do local à vontade para contribuírem financeiramente da maneira que achassem mais justa. “Feijoada vegana, farofa de banana, arroz/salada: esse almoço custou 220 reais, deixe sua contribuição =)”, diz o quadro negro que já dá pistas sobre a ideia por trás do tal “anti-restaurante”.

Além disso, os clientes, que são tratados como família mesmo, podem ajudar a lavar a louça, por exemplo. A proposta dessa cozinha itinerante funciona sempre às sextas-feiras, na casa coletiva Solimões 541. Lá, não espere pelo atendimento de um garçom ou por uma mesa reservada. A ideologia familiar é deixar todo mundo sentado à mesma mesa, o que aproxima as pessoas.

Sucesso

O Ecozinha existe há pouco tempo, mas está dando tão certo que Fátima e Luciano mostram seu serviço em outros eventos e feiras de Curitiba. Além da proposta inusitada com relação ao pagamento pela comida, os chefs preparam tudo sem nada de origem animal e industrial. Em vez disso, alimentos orgânicos frescos são a base de todos os pratos.

A ideia de financiamento livre nasceu durante o período em que Fátima fez mestrado em Portugal – ela é historiadora por formação. Como dividia sua casa com outras pessoas, era sempre ela quem cozinhava, e a fama de seus pratos começou a atrair mais e mais amigos, que contribuíam financeiramente, de forma espontânea.

A turma de amigos nem sabia, mas estava plantando na cabeça de Fátima a sementinha do que viria a ser a ideia base do seu projeto. De volta ao Brasil, a historiadora que adora cozinhar conseguiu realizar seu desejo de conciliar uma alimentação saudável com uma forma diferente de fazer negócio.

Com o passar do tempo o projeto ficou ainda mais sério, e Fátima ajudou a amiga Cuka Linck a colocar a ideia em prática em Portugal também. Quando voltou de vez para o Brasil, em janeiro deste ano, ela conheceu Luciano, que é chef e buscava uma maneira diferente de viver, produzir e ganhar dinheiro. A afinidade ideológica acabou se transformando em namoro.

Juntos, os dois se divertem enquanto pensam em novas receitas com uma série de temperos naturais e saudáveis, que dão aos pratos o gostinho especial que é a garantia de sucesso do casal.

A ideia por trás de projetos como esses é a busca pela simplicidade de trabalhar para viver, e não o contrário. Fátima controla os gastos do restaurante por meio de anotações que faz em uma caderneta. A ideia não é gerar lucro para acúmulo, mas sim poder cobrir os gastos com os produtos e ter a mínima condição de viver bem. Após arcar com os gastos da produção, sobram em média R$ 1.500,00 por mês.

Luciano, que é chef profissional, certamente teria um salário muito maior se trabalhasse em um restaurante “normal”. Os dois sabem que o projeto tem uma espécie de prazo de validade, mas enquanto puderem manter a ideia, assim vai ser feito. Até lá, os dois comemoram o fato de que a alimentação saudável está cada vez mais sendo procurada e discutida e pensam em novas ideias para o futuro. Boa sorte para eles!

Fóssil descoberto no Brasil revela cobra de quatro patas

Quem foi que disse que a cobra não tem pé? E quem falou que ela não tem mão? Bem, pode ser que as espécies de cobras conhecidas hoje, mesmo as mais bizarras, realmente não possuam membros. Porém, de acordo com uma pesquisa publicada no jornal Science, uma descoberta está mostrando que antigamente (bem antigamente mesmo, na época dos dinossauros) as cobras pareciam ter uma maneira mais fácil para “subir no pezinho de limão”.

Um fóssil encontrado na Formação Crato, região de calcário do Ceará, mostra um formato de serpente com patas dianteiras e traseiras, o que pode ajudar a revelar mais detalhes sobre a história das cobras. A espécie “Quatro Pés” Tetrapodophis aka está sendo conhecida como a primeira cobra com quatro patas. Ela era predadora carnívora e, estima-se, pode ter vivido entre 146 e 100 milhões de anos atrás, na primeira metade do período Cretáceo. Sua possível origem era na Gondwana, o antigo continente formado pela América do Sul e pela África.

Fóssil de cobra com quatro patas encontrado no Ceará – Imagem: Dave Martill, University of Portsmouth

O estudo acerca do fóssil encontrado foi conduzido por três pesquisadores, os ingleses Nicholas Longrich e David Martill, além do coautor alemão Helmut Tischlinger. Eles acreditam que os membros apresentados pelo réptil foram evoluindo aos poucos, ao longo das gerações, sempre diminuindo de tamanho. Dessa forma, o exemplar encontrado no calcário é de uma fase em que os antecessores passaram a ser subterrâneos.

Martill, da Universidade de Portsmouth, explicou em entrevista ao site Discovery News que as patas mais avantajadas provavelmente atrapalhavam a locomoção no solo. “Para deslizar na serapilheira ou na areia (com membros pequenos), é muito melhor. Na medida em que as patas são menores, a locomoção é mais eficiente”, completou.

Patas traseiras da cobra “Quatro Patas” – Imagem: Dave Martill, University of Portsmouth

Martill e os outros dois cientistas também acreditam que os movimentos ondulados que as espécies aquáticas realizam atualmente para se locomoverem foram pré-adaptados na época do espécime fossilizado. Isso fortalece a já difundida tese de que as cobras não são originárias das espécies aquáticas, mas sim dos lagartos terrestres. Durante algum tempo se acreditou na origem aquática, mas agora ela está totalmente descartada, conforme explicou o autor sênior da pesquisa, Nicholas Longrich.

“A hipótese aquática está morta. Na verdade, já morreu há algum tempo, mas, com essa descoberta, os pregos estão sendo colocados no caixão. Cobras aquáticas evoluíram de cobras terrestres”, completou o pesquisador.

Há uma diferença notável entre os membros dianteiros e traseiros da espécie encontrada. As patas da frente são bem pequenas, o que sugere melhor desempenho em outras funções importantes, como as de acasalamento e captura das presas. Diferentemente dos lagartos, as cobras com quatro patas provavelmente utilizavam os membros dianteiros durante os rituais de reprodução e também para agarrar a presa.

Pernas dianteiras aparentam ser menores que as traseiras, o que indica especialidade em outras funções, como caça e acasalamento – Imagem: Dave Martill, University of Portsmouth

Chamou atenção dos cientistas a boa preservação do fóssil no calcário. No estudo, eles afirmam que até alguns tecidos mais delicados permaneceram bem conservados.  As boas condições permitiram aos pesquisadores chegar a outras conclusões sobre o animal.

A cabeça e o corpo

Conforme aparenta o fóssil, o crânio da “cobra quadrúpede” era fino e levemente pontiagudo, e a aparência geral é como a de algumas espécies de cobra. “Este espécime possuía um longo e fino corpo de serpente, provavelmente com uma língua bifurcada. As amplas escamas da barriga são uma característica exclusiva das cobras, e, incrivelmente, elas permanecem preservadas no fóssil”, explicou Nicholas Longrich.

Cabeça da cobra de quatro patas fossilizada – Imagem: Helmut Tischlinger

Não é possível dizer que tamanho possuíam os exemplares adultos dessa espécie – o fóssil encontrado é de um animal com pouco mais de 20 centímetros. Entretanto, os cientistas acreditam que o exemplar fossilizado morreu ainda jovem e que, na fase adulta, poderia atingir quase 1 metro de comprimento.

Alimentação

Não é só o esqueleto com forma incomum que ficou preservado nesse fóssil de cobra do tempo dos dinossauros. Ao longo do corpo, uma forma estranha chamou atenção dos cientistas, que, pela estrutura do animal, constataram se tratar de parte de seu intestino preservada com restos de uma criatura da qual se alimentou.

Não é possível identificar qual é o animal que serviu de presa, mas, de acordo com os cientistas, provavelmente é uma lagartixa ou lagarto pequeno que foi mordido e apertado antes de ser engolido. A investida inicial resultou no corte de circulação da vítima, causando a morte por falência dos órgãos. O conteúdo presente no esqueleto fossilizado também demonstra um formato de alimentação semelhante ao das jiboias dos tempos atuais, que engolem presas grandes inteiras.

Boa conservação preservou tecidos macios e até um animal que serviu como alimento da cobra de quatro patas – Imagem: Helmut Tischlinger

Os cientista ainda estimam que essa cobra jovem encontrada se alimentava de ovos de dinossauros, na medida em que viviam em um mesmo ecossistema dos antigos habitantes do planeta. Dessa forma, os pesquisadores também acreditam que, na fase adulta, essas cobras poderiam se alimentar de filhotes de dinossauros, entre outros animais de pequeno porte.

Sobrevivência

A capacidade de escavação e locomoção subterrânea das primeiras cobras pode ser uma explicação para a sobrevivência da espécie durante o período de maior extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. Porém, nem todas as cobras que conhecemos hoje podem ter origem nos ancestrais dessa época.

As cobras venenosas, por exemplo,  não estavam presentes no mesmo ambiente dos grandes répteis. Estudos revelaram que essas espécies só começaram a se espalhar muito tempo depois da extinção dos dinossauros, há aproximadamente 34 milhões de anos.

Indígenas sofrem racismo em ônibus e são largados no meio da estrada

Por conta do preconceito de uma mulher que não queria viajar ao lado dos indígenas, quatro Kayapós que saíam do Encontro de Culturas Tradicionais na Chapada dos Veadeiros foram obrigados a descer do ônibus que os levaria de volta para Palmas (TO) e acabaram largados no meio da rodovia; organização do evento estuda processar a passageira e a companhia responsável

indígenas índios preconceito

Indígenas da tribo Kayapó, que vivem em Tucumã, no interior do Pará, foram alvo de um episódio de racismo e preconceito no início desta semana. Desde o último dia 17, eles estavam em Goiás participando do 15º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e voltariam para a sua aldeia no último domingo (26), mas tiveram que adiar a viagem por conta da discriminação.

Com as passagens compradas, 18 indígenas embarcariam em Brasília, em um ônibus que faria o trecho até Palmas (TO), o ideal para que chegassem a Tucumã. Do total, 14 deles se instalaram na parte superior do ônibus e outros quatro ficaram na parte de baixo. De acordo com Isaac Kayapó, líder da tribo, uma mulher que estava em uma poltrona da parte inferior do veículo se incomodou com a presença deles. “Nós que pagamos! Ou vocês descem ou eu chamo a polícia”, teria dito a passageira.

Isaac conta que, apesar da indignação pelo preconceito que estavam sofrendo, os índios optaram por não dar importância à discussão e, acuados, os quatro desceram do ônibus e foram largados no meio da rodovia. “Ela disse um monte de coisa horríveis, mas não queríamos brigar”, disse.

O motorista interveio e perguntou se as partes queriam que ele chamasse a polícia. Mesmo com os indígenas cedendo ao preconceito da passageira, no entanto, o condutor simplesmente deu a partida e seguiu viagem sem prestar qualquer tipo de assistência.

Os quatro indígenas expulsos foram acolhidos por uma van da organização do Encontro e voltaram em um ônibus no dia seguinte, com novas passagens compradas. A coordenação do evento estuda agora acionar o Ministério Público e entrar com um processo contra a passageira e a empresa de ônibus por discriminação.

“É um preconceito que se vincula a um desconhecimento sobre esses indígenas e se vincula também a um momento que estamos vivendo de muito radicalismo dentro da sociedade e essas pessoas às vezes saem do armário. Elas não falavam, e hoje elas acham que podem falar e exercitar seu racismo cotidianamente”, observou Tiago Garcia, assessor da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que é uma das organizadoras do Encontro. “Ela cometeu um crime e merece ser punida por isso”, completou.

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