Arquivo da categoria: Gafe

14 falsificações que vão te impressionar de tão bizarras que são

1 — Deve custar uns 900 reais

2 — Daí você abre a tampa para colocar o CD e só tem entrada para cartucho

3 — É só dar uma invertida nas letras…

4 — … Ninguém vai perceber!

5 — “Space Boys 3” é o melhor desenho de todos

6 — Este é o “Specialman” feito especialmente para você

7 — O que a “SONIA” tem na cabeça?

8 — Tem muita coisa errada nesta mochila

9 — A mistura de Power Rangers, Tartarugas Ninjas, dois ratos, um coelho e uma rena deu nisso

10 — Compra que é original!

11 — Olha a Google dominando o mundo

12 — O quê?

13 — O Shrek está cada vez mais forte

14 — O que vocês têm a dizer agora, hipsters?

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Indígenas sofrem racismo em ônibus e são largados no meio da estrada

Por conta do preconceito de uma mulher que não queria viajar ao lado dos indígenas, quatro Kayapós que saíam do Encontro de Culturas Tradicionais na Chapada dos Veadeiros foram obrigados a descer do ônibus que os levaria de volta para Palmas (TO) e acabaram largados no meio da rodovia; organização do evento estuda processar a passageira e a companhia responsável

indígenas índios preconceito

Indígenas da tribo Kayapó, que vivem em Tucumã, no interior do Pará, foram alvo de um episódio de racismo e preconceito no início desta semana. Desde o último dia 17, eles estavam em Goiás participando do 15º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e voltariam para a sua aldeia no último domingo (26), mas tiveram que adiar a viagem por conta da discriminação.

Com as passagens compradas, 18 indígenas embarcariam em Brasília, em um ônibus que faria o trecho até Palmas (TO), o ideal para que chegassem a Tucumã. Do total, 14 deles se instalaram na parte superior do ônibus e outros quatro ficaram na parte de baixo. De acordo com Isaac Kayapó, líder da tribo, uma mulher que estava em uma poltrona da parte inferior do veículo se incomodou com a presença deles. “Nós que pagamos! Ou vocês descem ou eu chamo a polícia”, teria dito a passageira.

Isaac conta que, apesar da indignação pelo preconceito que estavam sofrendo, os índios optaram por não dar importância à discussão e, acuados, os quatro desceram do ônibus e foram largados no meio da rodovia. “Ela disse um monte de coisa horríveis, mas não queríamos brigar”, disse.

O motorista interveio e perguntou se as partes queriam que ele chamasse a polícia. Mesmo com os indígenas cedendo ao preconceito da passageira, no entanto, o condutor simplesmente deu a partida e seguiu viagem sem prestar qualquer tipo de assistência.

Os quatro indígenas expulsos foram acolhidos por uma van da organização do Encontro e voltaram em um ônibus no dia seguinte, com novas passagens compradas. A coordenação do evento estuda agora acionar o Ministério Público e entrar com um processo contra a passageira e a empresa de ônibus por discriminação.

“É um preconceito que se vincula a um desconhecimento sobre esses indígenas e se vincula também a um momento que estamos vivendo de muito radicalismo dentro da sociedade e essas pessoas às vezes saem do armário. Elas não falavam, e hoje elas acham que podem falar e exercitar seu racismo cotidianamente”, observou Tiago Garcia, assessor da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que é uma das organizadoras do Encontro. “Ela cometeu um crime e merece ser punida por isso”, completou.

Veja 12 cenas de filmes em que a equipe de filmagem aparece acidentalmente

O cinema é considerado uma das grandes formas de expressão humana e tem maravilhado as pessoas desde a sua invenção, em 1895. No entanto, isso não significa que só o que se vê projetado na tela é a verdadeira arte, uma vez que mesmo para o filme mais simples acontecer é necessária pelo menos uma pessoa com uma câmera e uma ideia.

São justamente essas pessoas, as que fazem a mágica do cinema acontecer, que vamos mostrar aqui. Só que não onde elas habitualmente ficam, atrás das câmeras, mas sim em pequenas e acidentais aparições na frente delas.

1. Tubarão (1975)

Nesse filme de Steven Spielberg, na cena em que os pescadores da cidade costeira de Amity Island partem para caçar o tubarão que está aterrorizando as praias da região, há uma tomada que mostra várias embarcações agrupadas, se afastando da tela.

No entanto, como você pode ver na indicação feita na imagem acima, em um dos barcos há um operador de câmera e um contrarregra segurando um difusor de luz. Ei, alguém tinha que registrar a ação, não?

2. Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros (1993)

Logo na cena inicial desse outro filme de Spielberg, quando um dos funcionários do Parque sobe na gaiola do velociraptor para abrir um portão, o bicho balança a estrutura, fazendo com que o homem caia.

Nessa hora, podemos ver por uma fração de segundo a mão de alguém tentando aparar a queda do figurante, indicada na foto. Na cena seguinte, que mostra toda a área em volta da gaiola, não há ninguém próximo ao ator que pudesse ter amortecido a queda.

3. Coração Valente (1995)

Nesse longa, Mel Gibson interpreta a figura histórica William Wallace, escocês que liderou uma revolta popular para tentar livrar seu país da tirania inglesa durante a Idade Média.

Quando o personagem de Gibson está em um casamento, ele participa de uma competição de atirar rochas contra Hamish, interpretado por Brendan Gleeson. Wallace, depois de perder a disputa, desafia o amigo a acertar um arremesso em sua cabeça, e nesse momento um membro da equipe de filmagens passa no fundo da cena, de boné e casaco escuros.

4. Titanic (1997)

Esse é talvez um dos erros de gravação mais conhecido de todos, pois é citado em diversas matérias e coletâneas sobre erros no cinema.

Aqui o cameraman não aparece diretamente na tela, mas sim o seu reflexo, que fica evidente nos vidros de uma das portas de acesso ao salão de jantar da primeira classe do navio transatlântico, por onde Jack entra para encontrar Rose.

5. O Resgate do Soldado Ryan (1998)

Spielberg ataca novamente, dessa vez em um filme de guerra. Aqui, depois de finalmente encontrarem o personagem citado no título do longa, os soldados liderados pelo capitão John H. Miller (Tom Hanks) precisam cumprir uma última missão: explodir uma ponte para impedir o avanço alemão.

Enquanto dois dos personagens correm para segurança através da estrutura, pouco antes de as Forças Aliadas bombardearem a área, é possível ver um cameraman e um operador de cabos no canto inferior direito da tela.

6. Matrix (1999)

No primeiro filme da trilogia dirigida pelos irmãos Wachowski, Morpheus leva Neo para conhecer a Oráculo e há um close na maçaneta da porta do apartamento em que a personagem mora.

Os diretores perceberam que não haveria como filmar a cena naquele ângulo sem que a câmera aparecesse, por isso tentaram disfarçá-la como uma parte da roupa do mentor de Neo. Você consegue notar o ponto em que uma tira de pano verde ao lado do equipamento tenta simular a gravata do ator Lawrence Fishburne?

7. Gladiador (2000)

O longa-metragem de Ridley Scott, protagonizado por Russel Crowe, ganhou o Oscar de melhor filme por contar a história do romano Maximus Decimus Meridius. General responsável por grandes vitórias, ele é traído pelo novo imperador e vendido como escravo, mas ressurge como gladiador.

Após a abertura do filme, quando Maximus lidera seus soldados na Batalha da Germânia, ele dá uma maçã a um de seus cavalos. Nesse momento, um membro da produção passa no fundo da cena com um equipamento de captação de som. Ou talvez tenha sido o primeiro soldado na história a usar calças jeans e suéter.

8. Pequenos Espiões (2001)

Em uma das primeiras tomadas do longa, a personagem Ingrid Cortez está supostamente sozinha em seu quarto, diante de uma penteadeira com três espelhos.

Porém, no canto do espelho mais à direita, dá para ver o diretor Robert Rodriguez aparecendo inadvertidamente na cena enquanto aponta uma câmera particularmente grande para a atriz Carla Gugino.

9. Velozes e Furiosos (2001)

No racha final entre Dominic Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Paul Walker), eles atravessam uma linha de trem por um triz, apenas para o carro de Dom se chocar contra um caminhão segundos depois.

Na cena em que o Dodge Charger R/T 1970 está capotando por cima do carro do policial infiltrado, podemos ver o dublê que executou a manobra no lugar em que deveria estar o personagem de Diesel. Obviamente o ator não iria realmente executar a façanha sozinho, mas a filmagem deixa bem claro o capacete amarelo do piloto.

10. Harry Potter e a Câmara Secreta (2002)

Durante um duelo entre Harry e Draco Malfoy na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas ministrada pelo professor Gilderoy Lockhart, o menino que sobreviveu acerta uma magia no aluno da Sonserina, que literalmente cai de bunda aos pés do professor Snape.

Quando o personagem interpretado por Allan Rickman vai puxar o garoto loiro para cima, um operador de câmera aparece no canto esquerdo da tela, ajoelhado entre as crianças que assistem à disputa.

11. Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003)

Na última cena do primeiro longa da franquia protagonizada por Johnny Depp, o Capitão Jack Sparrow finalmente retoma o controle de seu navio pirata, o Pérola Negra do título.

Quando ele percebe que todos olham com admiração para ele, que estava demonstrando afeto pela embarcação, ele vira para a tripulação e grita “Ao convés, cães sarnentos!”. Nesse momento, um membro da equipe de filmagens aparece no canto esquerdo da cena usando chapéu de cowboy, óculos escuros e uma camiseta branca.

12. Crepúsculo (2008)

E para fechar a lista, temos uma dose dupla de operadores de equipamentos aparecendo em cenas diferentes do filme baseado no primeiro livro da série escrita pela autora americana Stephenie Meyer.

Quando a personagem Bella Swan chega para o seu primeiro dia na escola nova, o reflexo do operador de microfone pode ser visto no para-brisa de sua picape. Depois, quando Edward Cullen está dirigindo, ele passa pelo carro de Billy Black, pai de seu rival. Enquanto os dois se encaram, é possível ver o reflexo do cameraman na janela de trás do carro do vampiro.

E você, já tinha notado alguma dessas pequenas falhas nesses filmes famosos?

Incrível: por que ninguém quis comprar essas camisetas por apenas 2 euros?

As organizações sem fins lucrativos têm se superado no que diz respeito a chamar a atenção das pessoas para causas importantes. Há algum tempo, o mundo foi surpreendido por uma campanha que visava alertar sobre o abuso infantil, e agora é vez de um novo assunto ganhar a atenção: exploração de trabalho.

Para alertar a população sobre esse assunto, a organização Fashion Revolution criou uma campanha na qual foram instaladas máquinas automáticas de venda em algumas ruas de Berlim, na Alemanha. E o que era oferecido por elas com certeza chamaria a atenção: camisetas por apenas 2 euros.

Ao escolher o tamanho selecionado, o comprador podia ver uma imagem mostrando o que estava por trás das roupas baratas. Após verem que em muitos casos esse preço baixo só é possível porque há menores de idade que trabalham em jornadas abusivas para receber apenas 13 centavos por hora, muitos acabaram se conscientizando e, em vez de adquirir a camiseta, enviaram o dinheiro para doação.

A campanha em questão foi iniciada em 24 de abril, que também é conhecido como Dia da Revolução Fashion. A data em questão foi escolhida para lembrar o desabamento do prédio Rana Plaza em Bangladesh no ano de 2013, onde mais de mil trabalhadores morreram enquanto faziam roupas para marcas americanas em condições pouco favoráveis.

Via TecMundo

Pegadinha no Elevador!!

Parede contra os mijões!!

A cidade de Hamburgo decidiu reagir com mais vigor contra os mijões
que sujam as paredes do bairro boêmio St Pauli.
Sim a parede devolve o xixi!!!!

 

Pegadinha da “porta mágica” deixa todo mundo impressionado em parque

portamagica

Digamos que você tenha decidido ir ao parque para dar uma corridinha. Ao chegar lá, você percebe que existe uma porta bem no meio do gramado. Isso mesmo. Uma porta que leva donada ao lugar algum. Eis que um homem decide abrir a tal porta e, segundos depois, ele parece ter entrado numa outra dimensão. Incrível, certo? Esse truque rendeu uma pegadinha que faz sucesso na internet. O mágico Rahat, que faz vídeos virais divertidos no YouTube, fez os frequentadores de um parque nos Estados Unidos duvidar daquilo em que acreditavam estar vendo. Confira o resultado:

 

 

Fonte: Veja SP

Mico: novo extintor de incêndio para carros é muito eficiente… Só que não

Já está valendo desde o começo do ano a nova regra do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que determina que os extintores de incêndio de todos os automóveis circulando no país devem ser trocados por um novo modelo, com carga ABC. A medida pegou muita gente de surpresa e deu origem a uma escassez do equipamento, o que rapidamente atraiu a atenção da imprensa para o assunto.

Para explicar a importância do novo extintor, uma equipe da TV Anhanguera, de Goiás, entrevistou representantes do corpo de bombeiros local e realizou uma simulação de incêndio em um carro. Demonstrando que o equipamento anterior não consegue apagar o fogo no estofado do carro, a jornalista fala com o especialista enquanto as chamas se alastram.

Ao passarem para o novo equipamento, teoricamente capaz de apagar focos de fogo em líquidos inflamáveis, equipamentos elétricos e materiais sólidos – incluindo estofados –, a repórter e o bombeiro passam a ressaltar a eficiência da carga ABC. “A gente pode ver, olha como esse extintor apaga mais rápido”, diz a jornalista enquanto um dos homens da corporação tenta, sem sucesso, eliminar as chamas.

Chave de ouro

Tentando diminuir a gafe, o bombeiro ressalta que o extintor foi feito para combater somente um princípio de incêndio e que, caso o fogo se alastre, a população deve acionar os profissionais ligando para o número 193. Ao fazer a passagem de volta para o estúdio, o âncora do jornal coroa o mico avisando a repórter para que ela se afaste das chamas, que continuam fortes.

10 mitos sobre a crise hídrica

seca

Por Gabriel Kogan (arquiteto e jornalista, formado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP; desenvolveu mestrado em Gerenciamento Hídrico no UNESCO-IHE (Holanda), onde pesquisou as origens históricas das enchentes em São Paulo).

Gostaria de desmistificar alguns pontos sobre a crise hídrica em SP, assunto que tangencia minhas pesquisas acadêmicas.

1- “Não choveu e por isso está faltando água”. Essa conclusão é cientificamente problemática. Existem períodos chuvosos e de estiagem, descritos estatisticamente. É natural que isso ocorra. A base de dados de São Paulo possibilita análises precisas desde o século XIX e projeções anteriores a partir de cálculos matemáticos. Um sistema de abastecimento eficiente precisa ser projetado seguindo essas previsões (ex: estiagens que ocorram a cada cem anos).

2- “É por causa do aquecimento global”. Existem poucos estudos verdadeiramente confiáveis em São Paulo. De qualquer forma, o problema aqui parece ser de escala de grandeza. A não ser que estejamos realmente vivendo uma catástrofe global repentina (que não parece ser o caso esse ano), a mudança nos padrões de chuva não atingem porcentagens tão grandes capazes de secar vários reservatórios de um ano para o outro. Mais estudadas são as mudanças climáticas locais por causa de ocupação urbana desordenada. Isso é concreto e pode trazer mudanças radicais. Aqui o problema é outro: as represas do sistema Cantareira estão longe demais do núcleo urbano adensado de SP para sentir efeitos como de ilha de calor. A escala do território é muito maior.

Seca revela carros abandonados no Sistema Cantareira

Seca revela carros abandonados no Sistema Cantareira

3- “Não choveu nas Represas”. Isso é uma simplificação grosseira. O volume do reservatório depende de vários fluxos, incluindo a chuva sobre o espelho d’água das represas. A chuva em regiões de cabeceira, por exemplo, pode recarregar o lençol freático e assim aumentar o volume de água dos rios. O processo é muito mais complexo.

4- “As próximas chuvas farão que o sistema volte ao normal”. Isso já é mais difícil de prever, mas tudo indica que a recuperação pode levar décadas. Como sabemos, quando o fundo do lago fica exposto (e seco), ele se torna permeável. Assim a água que voltar atingir esses lugares percola (infiltra) para o lençol freático, antes de criar uma camada impermeável. Se eu fosse usar minha intuição e conhecimento, diria que São Paulo tem duas opções a curto-médio prazo: (a) usar fontes alternativas de abastecimento antes que possa voltar a contar com as represas; (b) ter uma redução drástica em sua economia para que haja diminuição de consumo (há relação direta entre movimento econômico e consumo de água).

Mãe e filho registram em fotos o antes e depois da seca na represa Atibainha, em Nazaré Paulista, integrante do sistema Cantareira (SP). Em uma das fotos, tirada em abril, a administradora Ingrid Venturini, 31, se divertia com os pés na água ao lado do filho Breno, 3. Já em outubro, foto tirada no mesmo lugar revela cenário com água distante e o deque rodeado por areia

Mãe e filho registram em fotos o antes e depois da seca na represa Atibainha, em Nazaré Paulista, integrante do sistema Cantareira (SP). Em uma das fotos, tirada em abril, a administradora Ingrid Venturini, 31, se divertia com os pés na água ao lado do filho Breno, 3. Já em outubro, foto tirada no mesmo lugar revela cenário com água distante e o deque rodeado por areia

5- “Não existe outras fontes de abastecimento que não as represas atuais”. Essa afirmação é duplamente mentirosa. Primeiro porque sempre se pode construir represas em lugares mais e mais distantes (sobretudo em um país com esse recurso abundante como o Brasil) e transportar a água por bombeamento. O problema parece ser de ordem econômica já como o custo da água bombeada de longe sairia muito caro. Outra mentira é que não podemos usar água subterrânea. Não consigo entender o impedimento técnico disso. O Estado de São Paulo tem ampla reserva de água subterrânea (como o chamado aquífero Guarani), de onde é possível tirar água, sobretudo em momentos de crise. Novamente, o problema é custo de trazer essa água de longe que afetaria os lucros da Sabesp.

6- “O aquífero Guaraní é um reservatório subterrâneo”. A ideia de que o aquífero é um bolsão d’água, como um vazio preenchido pelo líquido, é ridiculamente equivocada. Não existe bolsão, em nenhum lugar no mundo. O aquífero é simplesmente água subterrânea diluída no solo. O aquífero Guaraní, nem é mesmo um só, mas descontínuo. Como uma camada profunda do lençol freático. Em todo caso, países como a Holanda acham o uso dessas águas tão bom que parte da produção superficial (reservatórios etc) é reinserida no solo e retirada novamente (!). Isso porque as propriedades químicas do líquido são, potencialmente, excelentes.

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7- “Precisamos economizar água”. Outra simplificação. Os grandes consumidores (indústrias ou grandes estabelecimentos, por exemplo) e a perda de água por falta de manutenção do sistema representam os maiores gastos. Infelizmente os números oficiais parecem camuflados. A seguinte conta nunca fecha: consumo total = esgoto total + perda + água gasta em irrigação. Estima-se que as perdas estejam entre 30% e 40%. Ou seja, essa quantidade vaza na tubulação antes de atingir os consumidores. Água tratada e perdida. Para usar novamente o exemplo Holandês (que estudei), lá essas perdas são virtualmente 0%. Os índices elevados não são normais e são resultados de décadas de maximização de lucros da Sabesp ao custo de uma manutenção precária da rede.

8- “Não há racionamento”. O governo está fazendo a mídia e a população de boba. Em lugares pobres o racionamento já acontece há meses, dia sim, dia não (ou mesmo todo dia). É interessante notar que, historicamente, as populações pobres são as que sempre sentem mais esses efeitos (cito, por exemplo, as constantes interrupções no fornecimento de água no começo do século XX nos bairros operários das várzeas, como o Pari). A história se repete.

Imagens mostram ponte em São João Batista do Glória antes, em 2011 e agora, em 2014 (Foto: Reprodução Amigos do Rio Grande)

Imagens mostram ponte em São João Batista do Glória antes, em 2011 e agora, em 2014 (Foto: Reprodução Amigos do Rio Grande)

9- “É necessário implantar o racionamento”. Essa afirmação é bem perigosa porque coloca vidas em risco. Já como praticamente todas as construções na cidade têm grandes caixas d’água, o racionamento apenas ataca o problema das perdas da rede (vazamentos). É tudo que a Sabesp quer: em momentos de crise fazer racionamento e reduzir as perdas; sem diminuição de consumo, sem aumentar o controle de vazamentos. O custo disso? A saúde pública. A mesma trinca por onde a água vaza, se não houver pressão dentro do cano, se transformará em um ponto de entrada de poluentes do lençol freático nojento da cidade. Estaremos bebendo, sem saber água poluída, porque a poluição entrou pela rede urbana. Por isso que agências de saúde internacionais exigem pressão mínima dentro dos canos de abastecimento.

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10- “Precisamos confiar na Sabesp nesse momento”. A Sabesp é gerida para maximizar lucros dos acionistas. Não está preocupada, em essência, em entregar um serviço de qualidade (exemplos são vários: a negligência no saneamento que polui o Rio Tietê, o uso de tecnologia obsoleta de tratamento de água com doses cavalares de cloro e, além, da crise no abastecimento decorrente dos pequenos investimentos no aumento do sistema de captação). A Sabesp é apenas herdeira de um sistema que já teve várias outras concessionárias: Cantareira Águas e Esgotos, RAE, SAEC etc. A empresa tem hoje uma concessão de abastecimento e saneamento. Acredito que é o momento de discutir a cassação dessa outorga, uma vez que as obrigações não foram cumpridas. Além, é claro, de uma nova administração no Governo do Estado, ao menos preocupada em entregar serviços público e não lucros para meia dúzia apenas.

Enfim, se eu pudesse resumir minhas conclusões: a crise no abastecimento não é natural, mas sim resultado de uma gestão voltada para a maximização de lucros da concessionária e de um Governo incompetente. Simples assim, ou talvez, infelizmente, nem tanto.

 

Fonte: Cosmopista

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