Arquivo da categoria: Culinária

Dadinho ganha a sua versão de pasta de amendoim

Depois da Paçoquita Cremosa, uma nova sensação chega à nossa mesa: o Dadinho, famoso doce de amendoim, também terá sua versão cremosa.

A novidade ainda não foi anunciada oficialmente pela marca, mas uma loja especializada divulgou a imagem abaixo no Facebook:

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Fonte: Catraca Livre 

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Alemão cria ‘cadeado’ para trancar pote de Nutella

Peça foi criada pelo alemão Daniel Schobloch.
Ele, inclusive, colocou a invenção à venda no site eBay.

O alemão Daniel Schobloch criou uma espécie de cadeado para ser usado para trancar o pote de Nutella, famosa pasta de avelã apreciada em várias partes do mundo.

Schobloch construiu a peça feita de acrílico para evitar que seu colega de quarto atacasse seu pote da guloseima.

Ele, inclusive, colocou a invenção à venda no site eBay.

Alemão cria cadeado para trancar porte de Nutella (Foto: Reprodução/Ebay.de)

Alemão cria cadeado para trancar pote de Nutella (Foto: Reprodução/Ebay.de)

Fonte: G1

5 coisas que você precisa saber sobre carboidratos

Quando o assunto é perder peso ou melhorar a qualidade daquilo que se come no dia a dia, um ingrediente nunca fica fora da discussão: o carboidrato. É comum ouvirmos que dietas exclusivamente proteicas são as que mais trazem resultados, mas será que o carboidrato é realmente um item que deve ser excluído da nossa alimentação? O Mother Nature Network resolveu abordar o assunto e esclarecer algumas dúvidas a respeito de um dos principais componentes do nosso prato. Confira:

1 – O que é?

Carboidratos são compostos alimentares presentes em uma série de alimentos considerados não muito saudáveis, mas em alimentos considerados saudáveis também. Grãos, de um modo geral, leite, batata, bolos, biscoitos, massas e tortas são alimentos ricos em carboidratos.

2 – Os tipos

Carboidratos podem ser apresentados em três formas: açúcar, amido e fibra.

Açúcar: encontrado naturalmente em frutas, vegetais e leite, o açúcar é frequentemente adicionado ao preparo de alimentos doces industrializados, como biscoitos e afins. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma pessoa adulta deve consumir no máximo 50 gramas de açúcar por dia – só para comparar: uma lata de refrigerante contém cerca de 40 gramas de açúcar, então você já deve imaginar que, na verdade, consumimos bem mais do que a quantidade recomendada.

Amido: Batata e milho são dois alimentos naturalmente ricos em amido, que também pode ser encontrado em grãos como feijão, ervilha e lentilha.

Fibra: Um dos itens responsáveis pelo funcionamento intestinal e pela sensação de saciedade é encontrado em vegetais, frutas, castanhas, grãos integrais e cereais.

3 – Simples ou complexo?

Agora que você já sabe que os carboidratos são divididos em três categorias, está na hora de conhecer a diferença fundamental na hora de classificar carboidratos que fazem bem e aqueles que, no final das contas, se transformam em calorias vazias (isso ocorre quando o alimento tem alto teor calórico, o que contribui para o ganho de peso, mas baixo ou nenhum valor nutricional).

Os carboidratos simples são aqueles produzidos à base de um ou dois tipos de açúcares. Como têm uma estrutura química simples, assim que você os ingere, seu corpo os processa rapidamente e faz tudo virar energia. Isso significa que esse tipo de alimento se transforma em açúcar, é absorvido rapidamente e, por causa disso, vai deixar você com fome mais cedo.

Se a ideia é perder peso e diminuir sua taxa de glicose no sangue, evite consumir massas brancas, doces, bolos e refrigerantes. No caso das frutas, que também fazem parte dos carboidratos simples, fique tranquilo: porque são ricas em fibras, isso acaba compensando o açúcar – e vale lembrar também que o açúcar de uma banana, por exemplo, é natural e saudável, diferente do açúcar de um pedaço de bolo cheio de cobertura.

Já os carboidratos complexos são formados por estruturas químicas mais elaboradas, combinando pelo menos três tipos de açúcares. Exatamente por isso, são digeridos mais lentamente pelo nosso corpo, impactando bem menos os níveis de açúcar na corrente sanguínea e nos dando uma sensação de saciedade que dura mais tempo – além do mais, esses carboidratos deixam seu corpo com a sensação de energia em alta. São encontrados em alimentos integrais, cereais, vegetais e grãos.

4 – Qual a quantidade ideal de carboidrato para uma pessoa?

A necessidade diária depende do estilo de vida de cada pessoa, e você pode descobrir a quantidade ideal para você com a ajuda de um nutricionista. De qualquer forma, a recomendação média segundo as Orientações Dietéticas para Americanos é a de que adultos tenham entre 45 e 65% de sua dieta diária formada por carboidratos.

A diferença entre uma dieta saudável e uma ruim se dá justamente pela escolha desses carboidratos. Sabemos, por exemplo, que mulheres devem consumir 25 gramas de fibras por dia, enquanto os homens devem consumir 38 gramas desse mesmo tipo de carboidrato. Como sabemos que fibras estão em frutas, grãos e alimentos integrais, facilmente deduzimos que pessoas que não consomem esses três itens regularmente estão possivelmente ingerindo maiores quantidades de carboidratos “do mal”.

Isso é um problema, afinal as fibras são consideradas os carboidratos mais saudáveis e que mais trazem benefícios de curto e longo prazo. Quando seu intestino funciona bem e regularmente, você absorve nutrientes do jeito certo, a pele fica melhor e você fica longe do pesadelo vivido por pessoas que sofrem com prisão de ventre. Há estudos indicando que uma dieta rica em fibras reduz os riscos de o paciente desenvolver doenças de coração, obesidade e diabetes tipo 2.

5 – Quer mudar a qualidade da sua alimentação? A gente ajuda!

Basicamente, se você optar por consumir massas e grãos integrais, já terá benefícios visíveis em seu corpo depois de algumas semanas. Uma salada com vegetais e proteína é uma escolha mil vezes melhor do que uma porção de batata frita, por exemplo.

Aliás, quando for consumir produtos ricos em amido, como é o caso da batata, escolha porções pequenas e prefira as versões cozidas ou assadas. A combinação de amido com gordura não é muito boa. Depois do almoço, quando sentir aquela vontade de comer alguma coisa doce, opte por uma fruta, e deixe as sobremesas com chocolate e cremes para o final de semana.

Se você não está acostumado a comer frutas, legumes, verduras e alimentos integrais, fique tranquilo. Para criar um novo hábito alimentar, você vai precisar de um pouquinho de paciência, e, depois de alguns dias, talvez aprenda a saborear o açúcar de uma tangerina, por exemplo, com o mesmo prazer com que comia um pedaço de bolo.

Se você consome muito leite, queijo, iogurte e laticínios em geral, fique atento aos rótulos das embalagens – eles indicam a quantidade de carboidratos. De qualquer forma, as versões light são as mais recomendadas.

Bônus

Sabia que um estudo recente descobriu que o cérebro humano evoluiu também graças aos carboidratos presentes em nossa alimentação? Os cientistas afirmam que o amido, em específico, parece ter contribuído para o desenvolvimento e o crescimento do nosso cérebro. Obrigada, batatas!

Paga quanto quiser e lava louça depois de comer: conheça o anti-restaurante

Nós adoramos ideias inovadoras, e por isso hoje vamos falar sobre a Ecozinha, um restaurante em Curitiba que tem dado o que falar. Ao Projeto Draft a idealizadora Fátima Mazarão e seu namorado Luciano Vaini, que entrou de cabeça no projeto, falou um pouco a respeito do espaço, que Fátima definiu como um “anti-restaurante”.

A ideia foi criar um ambiente que oferecesse alimentos veganos (sem ingredientes de origem animal), saudáveis e que, de quebra, deixassem os frequentadores do local à vontade para contribuírem financeiramente da maneira que achassem mais justa. “Feijoada vegana, farofa de banana, arroz/salada: esse almoço custou 220 reais, deixe sua contribuição =)”, diz o quadro negro que já dá pistas sobre a ideia por trás do tal “anti-restaurante”.

Além disso, os clientes, que são tratados como família mesmo, podem ajudar a lavar a louça, por exemplo. A proposta dessa cozinha itinerante funciona sempre às sextas-feiras, na casa coletiva Solimões 541. Lá, não espere pelo atendimento de um garçom ou por uma mesa reservada. A ideologia familiar é deixar todo mundo sentado à mesma mesa, o que aproxima as pessoas.

Sucesso

O Ecozinha existe há pouco tempo, mas está dando tão certo que Fátima e Luciano mostram seu serviço em outros eventos e feiras de Curitiba. Além da proposta inusitada com relação ao pagamento pela comida, os chefs preparam tudo sem nada de origem animal e industrial. Em vez disso, alimentos orgânicos frescos são a base de todos os pratos.

A ideia de financiamento livre nasceu durante o período em que Fátima fez mestrado em Portugal – ela é historiadora por formação. Como dividia sua casa com outras pessoas, era sempre ela quem cozinhava, e a fama de seus pratos começou a atrair mais e mais amigos, que contribuíam financeiramente, de forma espontânea.

A turma de amigos nem sabia, mas estava plantando na cabeça de Fátima a sementinha do que viria a ser a ideia base do seu projeto. De volta ao Brasil, a historiadora que adora cozinhar conseguiu realizar seu desejo de conciliar uma alimentação saudável com uma forma diferente de fazer negócio.

Com o passar do tempo o projeto ficou ainda mais sério, e Fátima ajudou a amiga Cuka Linck a colocar a ideia em prática em Portugal também. Quando voltou de vez para o Brasil, em janeiro deste ano, ela conheceu Luciano, que é chef e buscava uma maneira diferente de viver, produzir e ganhar dinheiro. A afinidade ideológica acabou se transformando em namoro.

Juntos, os dois se divertem enquanto pensam em novas receitas com uma série de temperos naturais e saudáveis, que dão aos pratos o gostinho especial que é a garantia de sucesso do casal.

A ideia por trás de projetos como esses é a busca pela simplicidade de trabalhar para viver, e não o contrário. Fátima controla os gastos do restaurante por meio de anotações que faz em uma caderneta. A ideia não é gerar lucro para acúmulo, mas sim poder cobrir os gastos com os produtos e ter a mínima condição de viver bem. Após arcar com os gastos da produção, sobram em média R$ 1.500,00 por mês.

Luciano, que é chef profissional, certamente teria um salário muito maior se trabalhasse em um restaurante “normal”. Os dois sabem que o projeto tem uma espécie de prazo de validade, mas enquanto puderem manter a ideia, assim vai ser feito. Até lá, os dois comemoram o fato de que a alimentação saudável está cada vez mais sendo procurada e discutida e pensam em novas ideias para o futuro. Boa sorte para eles!

MasterChef Brasil: nove coisas que você não sabia

Por que cada participante faz dois pratos, se apresenta apenas um aos jurados? Por que Ana Paula Padrão vai desaparecer em um episódio? Ainda é possível mudar o vencedor?

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Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin: o trio de jurados da atração (Foto: Divulgação/Band)

Com 6,5 pontos de média na segunda temporada, o MasterChef, da Band, está fazendo ainda mais sucesso que a primeira. Na terça-feira (4), liderou a audiência por meia hora. Com cenas engraçadas, tensas, heróis e, vá lá, “vilões”, o programa estrelado por Ana Paula Padrão, Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça é o mais comentado do Twitter (são 300 000 mensagens a cada episódio) e conquista milhões de fãs.

Os bastidores, porém, podem ser tão interessantes quanto o que vai ao ar. Confira abaixo nove informações que você provavelmente não sabia sobre a atração.

1 – A AVALIAÇÃO DOS PRATOS É FEITO COM NOTAS NUMÉRICAS

Isso não vai ao ar, mas os jurados atribuem uma nota objetiva a cada prato. A média de avaliação define o melhor e o pior do dia. Às vezes, o resultado se dá por uma questão de décimos. E isso tem a ver com o próximo tópico, que vai deixar os fãs de cabelo em pé.

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Receita preparada em dose dupla. Você já se perguntou por quê? (Foto: Reprodução)

2 – POR QUE TODOS PREPARAM DOIS PRATOS, SE APRESENTAM APENAS UM PARA O JÚRI?

Já reparou que isso acontece em várias das provas feitas em estúdio? A justificativa vai deixar os fãs de cabelo em pé. Quando os competidores terminam suas receitas e Ana Paula Padrão grita “Para tudo!”, as luzes se apagam e a equipe técnica vai almoçar. Enquanto isso, os três jurados se reúnem em uma sala, provam o que foi apresentado e  conferem uma nota para cada concorrente. Ou seja, quando experimentam a comida na frente de quem cozinhou, já sabem que sabor terá e se aquela pessoa vai sair ou não.

3 – “PARA TUDO!”

Na cartilha internacional do MasterChef, a orientação era dizer “mãos ao alto!”. Ana Paula Padrão convenceu a equipe que a expressão pegaria mal no Brasil.

4 – AS COMIDAS QUE VOCÊ NÃO VÊ

O telespectador não vê nem a cara dos pratos mais saborosos que chegam ao estúdio: os que vêm do restaurante dos próprios chefs. Jurados costumam pedir comida para todos provarem. Os pães do Arturito, de Paola Carosella, fazem o maior sucesso.

5 – O DESMAIO QUE NÃO FOI AO AR

Na primeira temporada, a participante Cecília desmaiou durante uma prova, na frente dos jurados, quando apresentaria um prato. Seria um prato cheio para qualquer reality show. Mas o diretor Patricio Diaz preferiu descartar o drama.

6 – VISITA DELETADA

As gravações que o MasterChef faz na casa dos participantes incluiu o participante Estéfano, um dos mais queridos da primeira temporada. Mas a direção decidiu não exibir a visita. Ele vive em uma favela, no Jardim Cristiane, em Santo André. Avaliou-se que mostrar que a história simples tiraria o foco de uma questão mais importante para o rapaz: seus dotes culinários. Ou seja, ele atrairia a torcida pela história de superação, e não pelo talento. (Nossa reportagem o visitou no ano passado. Leia aqui).

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Ana Paula Padrão: internação inesperada durante as gravações (Foto: Reprodução)

7 – O SUMIÇO DE ANA PAULA PADRÃO

Em um dos próximos episódios, haverá uma prova sem a apresentadora do show. O motivo tem a ver com o episódio exibido na terça-feira (4), passado em Manaus. Ela começou a se sentir mal e médicos suspeitaram que havia contraído algum vírus amazônico. Após dois dias de internação no Hospital Israelita Albert-Einstein, chegaram a conclusão de que se tratou de uma infecção respiratória causada por baixa de imunidade.

8 – A ESCALAÇÃO DE ARITANA

Aritana foi considerada pelo público uma figura quase famosa, por ser filha de Oscar Maroni, dono da boate Bahamas. Mas não algo proposital. A equipe da Band só descobriu o parentesco quando a seleção estava no top 100.

9 – A FINAL JÁ ESTÁ SACRAMENTADA

Sim, o fã do programa sabe que a final já foi gravada, os jurados provaram os pratos do desafio derradeiro, mas o vencedor só será anunciado na grande final, em 15 de setembro. Mas o que garante que os jurados não mudarão de ideia sobre o vencedor, com base em critérios como audiência e favoritismo do público? Resposta: o cartório. O campeão não está apenas escolhido, mas registrado oficialmente. Quem tem o nome: apenas os três jurados e o diretor.

 

 

Aritana

Aritana Maroni (Foto: Reprodução)

Fonte: Veja SP

Veja cinco motivos para tomar água com limão em jejum

Água com limão é recomendada como detox por nutricionistas.

Água com limão é recomendada como detox por nutricionistas.

O detox virou moda! Tomar um copo de água com meio limão espremido todo dia de manhã, ainda em jejum, é o mais fácil deles. A nutricionista Thaianna Velasco indica cinco motivos para aderir este hábito,

1) Desintoxica o fígado

A principal função desta mistura é atuar sobre este órgão, tão sobrecarregado pelas toxinas que adquirimos diariamente. Essas substâncias vêm dos alimentos, remédios, adoçantes, poluição, tabagismo e alguns cosméticos.

2) Melhora da imunidade

O limão é altamente ácido. Ao entrar no organismo ele torna o sangue mais alcalino e por isso mais resistente à doenças. O açúcar tem o efeito oposto. Por isso, não é recomendado adoçar esta mistura.

3) Ajuda na digestão

O limão limpa o intestino e aumenta os movimentos do órgão, ajudando no processo de desintoxicação e digestão. Caso você tenha problemas digestivos, queimação quando come, dificuldades de digestão e sono após comer, o limão ajudará o seu organismo a se equilibrar e você verá que após alguns dias terá uma baixa nestes sintomas de má digestão.

4) Esta mistura é adstringente

Isso significa que ele ajuda a eliminar gorduras. Não quer dizer que emagreça, mas que ajuda a desintoxicar o sangue do excesso de gordura.

5) Controla a pressão

O limão funciona como um ciurético natural, que ajuda na redução da pressão arterial. Hidrate-se!

Atenção:

Pessoas com problemas de gastrite, acidez e irritação de mucosa não devem aderir ao hábito. O limão é muito ácido e vai piorar os sintomas.

Fonte: Extra

Chia: a semente que emagrece e reduz gordura

Ela manda a fome embora e é capaz de controlar a glicemia e baixar o colesterol

Grãos de chia - Foto: Getty Images

Grãos de chia

A chia (Salvia hispanica L.) é uma planta herbácea da família das lamiáceas, da qual também fazem parte o linho e a sálvia, tanto que é conhecida com “salvia hispânica”. Originária do México, suas sementes já eram utilizadas como alimento pelos povos das civilizações da América Central há muitos séculos. A importância do consumo desta semente tem sido reforçada por especialistas em nutrição humana, uma vez que nela são encontrados ácidos graxos poli-insaturados essenciais, fibras, proteínas e outros nutrientes. Mas a fama notória da chia foi conquistada graças aos seus efeitos sobre a dieta, pois a semente é capaz de favorecer o emagrecimento. Consumi-la significa colher uma lista de benefícios, que incluem desde regular as taxas de colesterol sanguíneo até fortalecer o sistema imunológico.

Semente de chia – Por 25 g (uma porção)
Calorias 122 kcal
Carboidratos 10,53 g
Proteínas 4,14 g
Gorduras 7,69 g
Gorduras saturadas 0,833 g
Gorduras monoinsaturadas 0,577 g
Gorduras poli-insaturadas 5,917 g
Fibras 8,6 g
Cálcio 158 mg
Fósforo 215 mg
Magnésio 84 mg
Potássio 112 mg
Ferro 1,93 mg
Zinco 1,15 mg
Vitamina A 14 UI
Vitamina B1 (Tiamina) 0,155 mg
Vitamina B2 (Riboflavina) 0,043 mg
Vitamina B3 (Niacina) 2,208 mg

Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

A chia pode ser facilmente consumida junto a saladas ou na mistura de sucos e vitaminas, além de outras receitas, na quantidade de duas colheres de sopa, que equivale a 25 gramas. Ela contém alto teor de ácidos graxos poli-insaturados essenciais, tipos de gorduras consideradas benéficas ao organismo, sendo rica em ácido graxo alfa-linolênico, também conhecido como ômega 3.

Ela também contém carboidratos considerados de baixo índice glicêmico, pois aproximadamente 34,4% da porção de 100 g da semente é composta por fibras alimentares. Por fim, a semente ainda contém compostos fenólicos sendo considerada uma fonte natural de antioxidantes. Entre eles estão o ácido cafeico e ácido clorogênico.

Sua semente é considerada como uma boa fonte proteica por possuir um alto teor de proteínas, sendo em sua maior parte aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que não são produzidos pelo nosso organismo (isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e histidina). Para se ter uma ideia, precisamos consumir cerca de 50 gramas de proteínas todos os dias de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerando uma dieta de 2 mil calorias diárias. Isso significa que 25 gramas de chia contém 8% da proteína que precisamos em um único dia.

Mas a chia transborda mesmo em quantidade de fibras, duas colheres de chia contêm 8,6 g delas. Como temos que consumir 25 gramas dessas substâncias ao dia, isso quer dizer que uma porção tem 34% das fibras de que precisamos diariamente! Veja qual porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes ela também carrega:

  • 32% de magnésio
  • 16% de zinco
  • 15% de cálcio
  • 13% do ferro
  • 13% de vitamina B3 (niacina)
  • 12% de vitamina B1 (tiamina)
  • 3% de vitamina B2 (riboflavina).

* Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

Benefícios da chia

Ajuda a emagrecer: um dos motivos que fazem da chia uma grande aliada na perda de peso está na sensação de saciedade que a semente proporciona. Suas fibras têm a capacidade de absorver muita água, transformando-se em uma espécie de gel. É só fazer o teste, deixando uma porção de molho num copo para perceber a semente inchando em pouco tempo. Quando é ingerida, a reação é semelhante. Em contato com os sucos gástricos, suas fibras se transformam nesse gel, que aumentam a dilatação do estômago. É esse mecanismo um dos fatores que favorecem a saciedade e, consequentemente, acarreta um menor consumo de alimentos.

Além disso, o consumo regular de chia pode ser benéfico para evitar a formação de gordura localizada, outra grande inimiga de quem luta contra os ponteiros da balança. Um estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition validou uma pesquisa em que onze indivíduos saudáveis consumiram a semente por 12 semanas e obtiveram redução na glicemia após a refeição, ou seja, não houve picos de insulina no sangue, sendo assim, a glicose foi liberada lentamente no organismo. Tal processo evita que a gordura seja acumulada e, por consequência, afasta o excesso de peso. Os participantes do estudo também relataram diminuição do apetite até 120 minutos após o consumo da refeição, diferentemente dos indivíduos que não consumiram a chia, mostrando assim seu efeito no aumento da saciedade.

Previne e controla o diabetes: por conter fibras e aumentar o tempo de liberação da glicose, a chia pode ser relacionada com a prevenção do diabetes tipo 2. Funciona da seguinte forma: a digestão dos carboidratos começa na boca e termina no intestino, onde partes maiores de carboidrato são transformadas em tipos diferentes de açúcar (glicose, frutose, galactose) para serem absorvidos. Quando consumida com fontes de carboidratos (frutas, massas, pães), as fibras da chia têm como efeito a diminuição da velocidade com que o carboidrato sai do estômago e chega ao intestino, para terminar de ser digerido e absorvido, justamente por se transforarem em um gel. Dessa forma, a glicose é liberada lentamente na corrente sanguínea, fazendo com que o hormônio insulina, necessário para transportá-la até as células, também seja liberado em pequenas doses. A vantagem de tudo isso é que com menos doses desse hormônio circulando no organismo, evita-se assim uma condição chamada resistência à insulina. O quadro ocorre quando é preciso uma quantidade maior do composto para que a mesma quantidade de glicose seja armazenada, e em longo prazo favorece o aparecimento do diabetes tipo 2.

Previne doenças cardiovasculares: o consumo regular de chia é capaz de evitar doenças como infarto, derrame e hipertensão graças as suas grandes quantidades de ômega 3. Esse ácido graxo reduz a formação de coágulos sanguíneos e arritmias, além de diminuir o colesterol circulante no sangue. Além disso, o ômega-3 ajuda na regulação da pressão dos vasos sanguíneos, uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando assim, o aumento da pressão arterial.

Regula o colesterol: de toda gordura que compõe a chia, aproximadamente 77% são formados por ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. Essas gorduras têm como uma de suas principais propriedades reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL), além de baixar os triglicérides na corrente sanguínea. Além disso, as fibras da semente também têm efeito benéfico na diminuição da concentração dos lipídios no sangue, que é o caso do colesterol.

Efeito desintoxicante: os antioxidantes, como o ácido cafeico, de sua composição, são responsáveis por auxiliar na desintoxicação do fígado, além de impedir a formação de radicais livres que agem destruindo as membranas celulares e desencadeando o processo de envelhecimento.

Fonte de cálcio: por ter bastante cálcio, a chia é uma alternativa para indivíduos que têm intolerância à lactose, necessitando de fontes alternativas desse mineral. Porém, alimentos como tofu e gergelim contêm maiores quantidades de cálcio, e vale consumi-los também.

Protege o cérebro: ela também pode favorecer as ligações cognitivas no cérebro. Muitos estudos relacionam os ácidos linoleico e alfa-linolênico presentes na semente com a formação das membranas celulares, as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos.

Pele e cabelos mais bonitos: em sua composição nutricional, a chia também apresenta vitamina A, nutriente que age como antioxidante contra os radicais livres e também auxilia na redução da acne e prevenção do ressecamento da pele. A semente também leva vitamina B2, importante na saúde da pele, unhas e cabelos.

Efeito anticelulite: já se sabe que a chia contém quantidades significativas de ômega 3 e muitos estudos têm relacionado o consumo desse ácido graxo com a diminuição da inflamação, o que seria interessante para diminuir e evitar celulite, um processo inflamatório do organismo.

Fortalece a imunidade: por conter minerais como o selênio e zinco, que auxiliam o sistema imunológico, a chia é importante para reforçar as defesas, afastando de perto doenças como gripes, resfriados e processos infecciosos. Além disso, por ter nutrientes como fósforo, manganês, cálcio, potássio e sódio, a semente é indispensável para a manutenção da integridade e saúde das células.

Boa fonte de ferro: o mineral, presente em grande quantidade na chia, é muito bem absorvido nesse alimento. Ele é o principal nutriente na formação dos glóbulos vermelhos, que transportam o oxigênio pelo nosso corpo. A redução desses glóbulos e da oxigenação levam à anemia, fadiga e cansaço, aumenta os riscos de infecções e também se relaciona a uma queda na imunidade.

Quantidade recomendada de chia

Os especialistas dizem que não há uma quantidade diária estabelecida para o consumo da chia. No entanto, estudos conduzidos em humanos que obtiveram resultados positivos utilizaram 25 g da semente, aproximadamente duas colheres de sopa, uma vez ao dia. Cabe salientar que alguns usaram mais. Mas como ela é calórica, o mais recomendado é manter os 25 g diários.

Como consumir a chia

Ela pode ser consumida crua, triturada ou em forma de gel ou na forma de óleo. A semente mantém suas propriedades em todas estas formas de consumo. Veja como usá-la:

Salada de chia e quinua - Foto: Getty Images

Salada de chia e quinua

Em forma de gel: deixe uma colher de sopa da semente de molho em 60 ml de água durante aproximadamente 30 minutos. O ideal é consumir o gel assim que ele estiver formado, não sendo recomendado guardar a mistura para comer depois. Depois que a goma é formada, você pode consumi-la na forma pura sem acompanhamentos (ainda que seja pouco comum) ou usá-la no preparo de mingau, sopas, batida em sucos ou em receitas de bolo e até adicionando à molhos de massas, por exemplo.

Substitua os ovos das receitas: o gel formado pela chia pode ser um ótimo substituto do ovo em receitas. Misturando uma colher de sopa da farinha de chia com 60 ml de água, você obtém uma quantidade de gel suficiente para substituir um ovo em qualquer preparação.

Semente seca: em vez de produzir o gel, você pode fazer diferente e adicionar a semente a líquidos como sucos, iogurtes e vitaminas. Uma sugestão é comer a porção no lanche entre as refeições, pois um pote de iogurte desnatado (160 ml) com uma colher de sopa de chia contém apenas 70 calorias.

Óleo da chia: ele pode ser usado para temperar saladas ou para regar a refeição quando já estiver no prato. O aquecimento do óleo de chia não é recomendado, pois o ômega 3 é facilmente oxidado com o calor, perdendo assim suas propriedades.

Na forma de farinha: a farinha pode ser misturada a frutas, sopas, mingaus e sucos de forma mais prática. Esta versão também pode substituir a farinha de trigo no preparo de receitas de pães e bolos. Outra boa pedida é comprar o grão, liquidificar, acondicionar a farinha em um pote e armazenar em geladeira para depois consumir junto da salada.

Chia sozinha ou com outros grãos? Normalmente as pessoas misturam grãos fontes de nutrientes diferentes, para atingir um benefício específico, nem sempre promovido por todos os grãos do mix. Com benefícios à saúde próximos ao da chia, temos a linhaça, o gergelim e o girassol. Mas não é recomendado consumir uma porção de cada uma deles por dia, devido à alta quantidade de calorias que essas sementes possuem. Sendo assim, uma solução pode ser fazer um mix destes grãos e consumir até 25g do mix ao dia.

Compare a chia com outros alimentos

  • Em relação à gordura, ela só perde da linhaça que contém 32,3 g em 100 g de alimento enquanto a chia tem em sua composição 30,74 g em 100 g. Mas vale lembrar que grande parte dessa gordura é proveniente de ômega-3 e omêga-6, benéficos para saúde e que equilibram as taxas de colesterol.
  • Se compararmos, porém os ácidos graxos dos peixes de águas profundas, como o salmão, e dos vegetais, existem diferenças. O ômega-3 de origem animal contém mais componentes EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenóico) do que os de origem vegetal, que não produzidos por nosso organismo e trazem mais benefícios à saúde cardiovascular.
  • A chia contém 631 mg de cálcio em 100 g. Mas vale lembrar que apesar de 100 gramas da semente terem mais cálcio do que um copo de leite integral (234 mg), é contraindicado consumir toda essa quantidade do grão, e o mineral do leite é mais facilmente absorvido pelo nosso organismo. Uma porção diária de chia (ou seja, 25 g) tem 158 gramas de cálcio, perdendo para o leite. E seria preciso mastigar muito bem o grão para dispor de todo o mineral que ele contém. Isso torna a semente uma boa opção para quem não pode consumir lactose e precisa de cálcio.
  • A semente também contém 112 mg de potássio e 84 mg de magnésio em 25 g enquanto o farelo de trigo (obtido como sobra do processo de refino do trigo, que dá origem à farinha de trigo) não apresenta nenhum dos dois micronutrientes. O magnésio é um mineral que não faz falta em pessoas que consomem as cinco porções recomendadas de vegetais, pois é abundante nesses alimentos. Porém, como a maior parte dos brasileiros não consome os 400 gramas de vegetais e frutas diários indicados pelo Ministério da Saúde (cerca de 90% de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE), ela é uma boa alternativa para não perder o mineral.
  • A chia é considerada uma boa fonte de ferro, pois além de ter o mineral em alta quantidade, ele é mais fácil de ser absorvido na semente do que em alguns vegetais, pois eles acabam presos em uma substância chamada fitato. 25 g de chia contêm 1,93 g de ferro, 65 g de espinafre (o que equivale à quantidade recomendada de folhas verdes escuras para um dia) têm 1,77 g do mineral.

Na tabela abaixo você compara a semente com a quinoa, o trigo, a aveia, a linhaça e o amaranto – cinco outros grãos consumidos pelos brasileiros:

Nutrientes (100 g do grão) Aveia Farelo de Trigo Quinoa Amaranto Chia Linhaça
Calorias 394 kcal 360 kcal 380 kcal 373 kcal 485 kcal 495 cal
Carboidratos 67 g 76 g 68,8 g 64 g 42,12 g 43,3 g
Proteínas 14 g 10 g 13,11 g 13,5 g 16,54 g 14,1 g
Gorduras 8 g 2 g 5,77 g 6,89 g 30,74 g 32,3 g
Fibras 9,1 g 2 g 6 g 6,67 g 34,4 g 33,5 g
Cálcio 48 mg 18 mg 129 mg 160 mg 631 mg 211 mg
Potássio 336 mg 740 mg 509 mg 407 mg 869 mg
Fósforo 153 mg 411 mg 558 mg 860 mg 615 mg
Magnésio 119 mg 211 mg 249 mg 335 mg 347 mg
Ferro 4,4 mg 4,2 mg 9,33 mg 7,5 mg 7,72 mg 4,7 mg

Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO) – versão 2, UNICAMP.
Fonte sobre dados nutricionais da chia: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

Contraindicações

Não há contraindicação ao consumo da chia, porém suplementos devem ser utilizados somente com prescrição médica ou nutricional.

Riscos

A chia é um carboidrato, apesar de conter fibras, em excesso, pode levar ao aumento de peso, constipação intestinal (principalmente se o indivíduo não tomar quantidade suficiente de água) e pode levar a desconfortos gástricos uma vez que retarda a saída dos alimentos do estômago.

O consumo excessivo de fibras pode interferir negativamente na absorção de minerais como cálcio e zinco.

Fonte: Minha Vida

Azeite, milho ou canola? Pesquisa identifica óleos mais saudáveis para cozinhar

Qual é o melhor óleo para cozinhar? Pesquisadores de uma universidade britânica analisaram cinco tipos para determinar qual seria o mais saudável

Escolher o óleo certo para cozinhar não é fácil.

Quando o assunto é gorduras e óleos, temos dezenas de opções disponíveis e é complicado saber qual delas será a “mais saudável”. As prateleiras dos supermercados têm de tudo. E, nos dias de hoje, apesar de termos mais informações, elas muitas vezes se confundem, porque há muito debate sobre os benefícios e os danos que podem vir do consumo de diferentes tipos de gordura.

Na série da BBC Trust Me, I’m a Doctor perguntamos: “Quais tipos de gordura e óleo são os melhores para cozinhar?”

Você pode pensar que é óbvio que frituras feitas com óleo vegetal são mais saudáveis do que se fosse feitas com óleo animal, como banha ou manteiga.

Mas será?

Para descobrir isso, demos a alguns moradores de Leicester, na Inglaterra, uma variedade de gorduras e óleos e pedimos aos voluntários para usarem todos eles. Também pedimos aos voluntários que guardassem o que sobrasse do óleo para podermos analisar.

As gorduras e óleos usados foram: óleo de girassol, óleo vegetal, óleo de milho, óleo de canola, azeite, manteiga e banha animal.

Depois de usadas para cozinhar, foram coletadas amostras dos óleos e das gorduras e enviadas para a Leicester School of Pharmacy na Universidade de Leicester, onde o professor Martin Grootveld e sua equipe fizeram um experimento paralelo onde eles aqueceram de novo os mesmos óleos a temperaturas altas para fazer frituras.

Quando você está fritando ou cozinhando em uma alta temperatura (próximo de 180°C), as estruturas moleculares de gorduras e óleos mudam. Acontece o que chamamos de oxidação – elas reagem com o oxigênio do ar formando aldeídos e peróxidos de lipídio. Na temperatura ambiente, algo semelhante acontece, mas de maneira muito mais lenta. Quando lipídios se decompõem, eles se tornam oxidados.

O consumo de aldeídos, mesmo que em pequenas quantidades, tem sido relacionado a um risco de doenças do coração e câncer. Então o que Grootveld e sua equipe descobriram?

“Descobrimos que os óleos que eram ricos em poliinssaturados – o de milho e o de girassol – geravam altos níveis de aldeídos.”

O resultado foi surpreendente, já que muita gente pensava que o óleo de girassol era o mais “saudável”.

Manteiga e banha animal são melhores que óleos de girassol ou de milho para frituras

“Óleo de girassol e de milho são bons”, diz o professor Grootveld, “desde que você não submeta eles ao calor, como ao fritar alimentos ou ao cozinhar algo. É um fator químico simples faz com que algo que é visto como saudável para nós se converta em algo que faz mal quando é submetido a temperaturas mais altas.”

O azeite e o óleo de canola produziram muito menos aldeídos, assim como a manteiga e a banha animal. O motivo é que esses óleos são ricos em ácidos graxos monoinsaturados e saturados, que são muito mais estáveis quando submetidos ao calor. Na verdade, gorduras saturadas raramente passam pelo processo de oxidação.

Segundo Grootveld, o melhor óleo para fritar e cozinhar é o azeite. “Primeiro porque esses compostos tóxicos são gerados em baixa quantidade e segundo porque os compostos que são formados são menos maléficos para o corpo humano.”

A pesquisa dele também sugere que, quando o assunto é cozinhar ou fritar, manteiga ou banha animal são mais indicadas do que óleo de girassol e de milho.

“Se eu tivesse escolha entre banha e polinsaturados, eu optaria pela banha sempre.”

A banha animal, apesar de ter uma reputação de “não saudável”, é, na verdade, rica em gorduras monoinsaturadas.

O estudo também revela outros aldeídos identificado na análise das amostras enviadas para a universidade que ainda não haviam aparecido em outros experimentos com óleos.

“Nós descobrimos algo novo para a ciência aqui. Nunca tínhamos visto isso, estou impressionado.”

Os voluntários provavelmente não ficariam muito felizes ao descobrir que o óleo que usaram para cozinhar gerou tantos compostos tóxicos.

O conselho final de Grootveld é, primeiramente, evitar frituras, especialmente aquelas em temperaturas muito altas. Se você estiver fritando algo, tente usar o mínimo possível de óleo e tente remover todo o óleo do alimento após a fritura usando uma toalha de papel, por exemplo.

Para reduzir a produção de aldeídos, opte por um óleo ou gordura que sejam ricos em lipídios monoinsaturados ou saturados (preferencialmente 60% para um ou outro) e mais de 80% para os dois juntos), e que sejam pobres em polinsaturados (menos de 20%).

O professor acredita que o “óleo ideal” para cozinhar seja o azeite, porque “tem 76% de lipídios monoinsaturados, 14% saturados e apenas 10% polinsaturados”.

E, nesse caso, o azeite não importa se o azeite é “extra virgem” ou não. “Os níveis antioxidantes presentes em produtos extra virgem são insuficientes para proteger contra a oxidação induzida pelo calor.”

O último conselho é manter sempre o óleo guardado longe da luz e não reutilizá-lo, já que isso também leva ao acúmulo de substâncias ruins.

Escolher o óleo certo para cozinhar os alimentos pode evitar riscos de doenças coronárias

  • Sobre gorduras:
  • Gorduras polinsaturadas: contêm duas ou mais ligações carbono-carbono. Em alimentos como sementes, peixes, folhas verdes e nozes, podem trazer vários benefícios para a saúde. No entanto, os benefícios advindos do consumo de óleo de girassol e de milho, apesar de ricos em poliinstaturados, ainda não estão tão claros.
  • Óleos monoinsaturados: contêm apenas uma ligação dupla carbono-carbono. São encontrados em abacates, azeitonas, azeite, amêndoas e avelãs e também em banha animal. O azeite, que tem aproximadamente 76% de monoinsaturados, é um dos principais elementos da dieta mediterrânea, que tem se mostrado muito efetiva para reduzir o risco de doenças do coração.
  • Gorduras saturadas: não têm ligação dupla de átomos de carbono. Apesar de especialistas indicarem o consumo desse tipo de gordura, recentemente os benefícios dela e de outras gorduras derivadas de animais têm sido questionados.

Fonte: BBC

Uma pintura renascentista mostra que a melancia costumava ser bem diferente do que a conhecemos

A fruta foi cultivada para ser maior e mais vermelha por dentro (Foto: Flickr/Harsha K R)

A FRUTA FOI CULTIVADA PARA SER MAIOR E MAIS VERMELHA POR DENTRO (FOTO: FLICKR/HARSHA K R)

Um quadro italiano à venda na galeria de arte Christie’s está levantando várias questões sobre a domesticação das frutas. Trata-se de uma obra de Giovanni Stanchi na qual estão retratadas diversas plantas e frutas, entre elas, pêssegos, peras e melancias –estas com um aspecto bem diferente do qual as conhecemos.

A estimativa é que o quadro tenha sido pintado entre 1645 e 1672, décadas após a popularização da fruta na Europa. A África é o continente de origem da melancia que, ao ser inserida no mercado, foi desenvolvendo determinados aspectos para sobreviver ao clima europeu.

Quadro do artista italiano Giovanni Stanchi retrata a fruta de forma bem diferente da qual a conhecemos (Foto: Reprodução/Christie's)

QUADRO DO ARTISTA ITALIANO GIOVANNI STANCHI RETRATA A FRUTA DE FORMA BEM DIFERENTE DA QUAL A CONHECEMOS (FOTO: REPRODUÇÃO/CHRISTIE’S)

Domesticar uma fruta também é cultivá-la em uma série de condições que faça com que ela tenha certas características desejáveis. A melancia, por exemplo, foi desenvolvida de forma a ser maior e ter um interior mais vermelho do que ela tinha originalmente.

Segundo especialista, é provável que fruta não tenha caroços no futuro (Foto: Christie's/Flickr)

SEGUNDO ESPECIALISTA, É PROVÁVEL QUE FRUTA NÃO TENHA CAROÇOS NO FUTURO (FOTO: CHRISTIE’S/FLICKR)

De acordo com James Nienhuis, professor de horticultura da Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, a melancia “das antigas” provavelmente era saborosa, mais doce do que a sua contemporânea.

O professor também acredita que a domesticação da fruta não parará por ai. “Atualmente estamos experimentando formas de nos livrar das sementes da melancia”, afirma.

Via Vox

Os 10 alimentos da felicidade

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Alguns alimentos podem promover a sensação de bem-estar devido a alguns de seus componentes nutricionais, como vitaminas e aminoácidos presentes. Podemos chamá-los de alimentos da felicidade, sobretudo se você os consumir com uma boa frequência e combinando uns com os outros.

Tais alimentos da felicidade podem beneficiar a todos nós, mas principalmente a pessoas que sofrem de depressão ou que estão passando por um momento de tristeza e consumindo os “alimentos antidepressivos” podem ajudar a prevenir que essa tristeza se prolongue muito se transformando em depressão.

Tomei o cuidado de relacionar nessa lista dos 10 alimentos da felicidade aqueles que normalmente temos em casa ou que compramos com frequência. Exemplo, os ovos podem ser substituídos pelo arroz e cereais integrais, mas poucas pessoas os consomem. Então, decidi escrever sobre algo mais próximo à nossa realidade.

Veja os 10 alimentos da felicidade:

  1. Banana: Bom-Humor
  2. Abacate: Acalma, energia
  3. Beterraba: Antifatigante
  4. Peixes de água gelada: Bom-Humor
  5. Gérmen de trigo: Calmante e anti-estresse
  6. Ovos: Ânimo, antidepressivo, calmante*
  7. Mel: Bom-Humor, energia
  8. Chocolate Amargo e cacau em pó: Bem-Estar, energia
  9. Chá verde: Bem-Estar, relaxamento
  10. Grão-de-bico: Bom-Humor, energia

 

Vamos conhecer os alimentos da felicidade 1 a 1 e o porquê dessa função:

1. Banana: A rainha das frutas pode ser considerada quase um alimento completo, já que, além das vitaminas é rica em carboidrato, ou seja, se em algum dia você precisar passar longas horas sem se alimentar (em uma maratona, em um dia de prova, …), a banana será sem dúvida um ótimo alimento, que garantirá energia extra.

A banana como alimento da felicidade

A banana é rica em triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, o neurotransmissor do bom-humor. Leia mais sobre os benefícios da banana.

2. Abacate: A fruta é rica em vitamina B3 (niacinamida), a qual age no sistema nervoso central regulando substâncias químicas do cérebro promovendo um efeito relaxante no organismo. A vitamina B3 mais ácido fólico, atuam como coenzima (aceleram a ação) de neurotransmissores do bom humor. Apenas cuidado com o excesso de calorias do abacate.

3. Beterraba: Rica em magnésio, mineral que atua promovendo energia e aliviando o cansaço.

4. Peixes de água gelada: Salmão, atum e sardinha atuam na felicidade por aumentarem a produção dos receptores de alguns neurotransmissores, tais como: a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. Isso por serem ricos em Ômega3 (veja mais fontes de Ômega3). É particularmente útil em casos de depressão e TPM.

5. Gérmen de trigo: A parte nobre do trigo contém todas as vitaminas do complexo B, por isso diminui o nervosismo e estresse, atuando então, como um calmante natural.

6. Ovos: Tanto a gema quanto a clara são ricas em vitamina B1 (tiamina), a qual ajuda o organismo a converter glicose em energia. Além disso, esta vitamina imita a acetilcolina, um neurotransmissor que atua nas funções cerebrais relacionadas com memória e cognição. Por carrear (levar) o Inositol (ou vitamina B7), o qual exerce papel no correto funcionamento de outros dois neurotransmissores serotonina e acetilcolina, por essa razão o inositol atua como calmante e antidepressivo. Atenção! Não coma mais de 4 gemas por semana, devido ao colesterol (lembre que massa de bolo leva ovos).

7. Chocolate amargo, 1/2 amargo e cacau em pó: Consumido com moderação esse alimento promove a sensação de bem-estar devido à ativação da liberação de serotonina, além de ser riquíssimo em flavonoides, substância antienvelhecimento e protetora dos vasos sanguíneos. Mas é importante comer apenas ‘1 quadradinho’ por dia.

8. Mel: Rico em triptofano assim como a banana. O mel tem, ainda a função de regenerador da flora bacteriana intestinal, atuando junto aos lactobacilos presentes naturalmente no intestino. E como mais de 90% de todo nosso aporte de serotonina é produzida no intestino, o mel colabora para a regulação neuro-endócrina na produção de serotonina, a substância do prazer.

9. Chá Verde: Rico em polifenóis, o chá verde protege os neurônios protege os neurônios, proporcionando a sensação de bem-estar. 2 Xícaras por dia já são suficientes

10. Grão-de-bico: Ótima fonte proteica vegetal, dentre elas o aminoácido triptofano precursor da serotonina. Rico em cálcio e magnésio, que, em equilíbrio atuam no metabolismo cerebral, prolongando a sensação de bem-estar e diminuindo o cansaço.

* Veganos podem substituir os ovos por arroz e cereais integrais.

Texto: Renata Fraia – Farmacêutica

 

Fonte: Saúde com Ciência

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