Arquivo da categoria: Ciência

Nasa flagra algo saindo de buraco negro pela primeira vez na História

  

Buracos negros são extremamente intrigantes para a humanidade — sejam leigos ou especialistas. As formações sempre intrigaram a humanidade no sentido do que podem fazer, sempre com teorias que dizem respeita a “passagens” entre dimensões por meio deles.

E, agora, a curiosidade humana ganha mais um capítulo: pela primeira vez na história a Nasa avistou algo saindo de um buraco negro. Não se sabe o que é  e nem os efeitos dessa movimentação, mas a exploração em torno do buraco-negro superlativo Margarina 335 já chama atenção.

O flagra feito pela agência espacial norte-americana aconteceu através do conjunto do telescópio espectroscópico nuclear da Nasa. O momento foi considerado por muitos especialistas que trabalham no projeto como um verdadeiro milagre, já que nunca havia acontecido tal registro.

  

“Essa é a primeira vez que conseguimos conectar o lançamento do halo de uma labareda. Isso vai nos ajudar a entender como os buracos negros superlativos alimentam alguns dos objetos mais brilhantes do Universo”, explica Dan Wilkins, envolvido no projeto e pesquisador da Universidade de Saint Mary.

A principal questão dos pesquisadores agora é descobrir o que é o “algo” que eles flagraram saindo do buraco negro. Se descobrirem, acreditam que darão passo importante nos estudos sobre esse tipo de fenômeno, chegando, por exemplo, a conclusões sobre tamanho, dimensões e funções dos buracos.

Fonte: Yahoo!

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Veja o primeiro vídeo do Sol em 4K, cortesia da NASA

Em 2010 a NASA lançou o SDO, um satélite específico para observar o Sol e com o objetivo de entender como ele influencia a vida na Terra. E para conseguir isso, o satélite captura imagens em 10 comprimentos de onda diferentes, cada uma correspondendo a um intervalo de temperatura. Essas imagens foram transformadas em um vídeo em belíssimos 4K de resolução e a NASA publicou esta semana o resultado, que você confere acima.

O vídeo diz que cada minuto da gravação precisou de 10 horas para ser tratada propriamente por uma equipe de editores, então é possível ter uma ideia do enorme trabalho por trás dele. Durante o vídeo podemos ver vários fenômenos na superfície solar, como as famosas erupções solares e os menos conhecidos laços coronais, que são feixes de material solar navegando pelas linhas do campo magnético.

Para a alegria de editores e criadores de conteúdo ao redor do mundo, o vídeo de 30 minutos foi liberado sob domínio público e está disponível para download neste link. Obviamente é preciso dar crédito à NASA e aos produtores do vídeo, Genna Duberstein e Scott Wiessinger.

 

Fonte: B9

Extraterrestres existem? Por que ainda não convivemos com eles?

A cientista e escritora Maria Pereda (M.C. Pereda) e a metafísica Cris D Paschoal são entrevistadas por Lucimara Parisi, sobre a possibilidade de vida extraterrestre, como eles são e o motivo de ainda não conviverem conosco.

Cientista da NASA diz que estamos em uma Matrix criada por aliens

matrix aliens
Rich Terrile poderia ser apenas mais um doido com uma teoria a respeito do universo em que vivemos.

O problema é que o sujeito é diretor do Centro de Computação Evolucionária e Design Automativo no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Ou seja, ele pode saber do que está falando.

Qual é a teoria?

Segundo Rich, vivemos em uma simulação controlada por uma espécie de “programador”, em uma espécie de Matrix. Porém, nada de agentes ou Neo: o responsável pelo controle seria do futuro. A explicação é que a Lei de Moore, que cita a evolução no processamento de máquinas (ele dobra a cada dois anos) permite que isso seja teoricamente possível em algum momento.

O tal simulador seria capaz de criar a nossa realidade e simular o curso da humanidade por vários motivos, desde pura diversão até recriar momentos da História. O poder é tanto que ele seria capaz de controlar todas as bilhões de pessoas que vivem no mundo e fazer com que todas sintam, ajam e nunca desconfiem que estão sob controle. Por mais maluco que isso pareça, filósofos e outros cientistas, como Nick Bostrom, chefe do Oxford University Future of Humanity Institute, começaram a encarar esse conceito como algo possível.

Pegando a pílula azul

Em entrevista ao site VICE, Terrile afirma que nossa consciência é algo “mágico” e bem arquitetado demais para não ser fruto de uma simulação por computador. Segundo ele, a consciência pode ser passada para uma máquina em até trinta anos utilizando engenharia reversa em nosso cérebro ou evoluindo os circuitos a ponto de chegarem em nossa velocidade de sinapses.

“O mundo natural se comporta exatamente da mesma forma que o ambiente de Grand Theft Auto IV”, viaja o cientista, afirmando que já estamos avançados em termos de simulação no sentido de fazer com que enxerguemos somente “o que precisamos ver quando precisamos ver”. Ele ainda acredita em uma partícula fundamental e indivisível que é capaz tanto de gerar o universo de verdade quanto o simulado, criando um paralelo matemático que possibilita uma Matrix equivalente e realista.

“Eu encontro grande inspiração nisso [a teoria] e vou contar o porquê: ela me diz que estamos à beira de construir um universo simulado e que ele pode se tornar algo vivo dentro de uma simulação. (…) E nossas simulações podem criar simulações. O que acho intrigante é que, se existe um criador para nosso mundo no futuro e ele será nós, isso também significa que há um criador para o nosso mundo e ele também é composto por nós.

Isso significa que somos tanto Deus quanto servos de Deus e que fizemos tudo. O que acho inspirador é que, mesmo em uma simulação com muitas ordens de magnitude até níveis de simulação, algo no caminho escapou da “sopa primordial” para virar a gente e isso resultou nas simulações que nos fizeram. E acho que isso é muito legal”, conclui.

 

Fonte: Engenharia é:

Fóssil descoberto no Brasil revela cobra de quatro patas

Quem foi que disse que a cobra não tem pé? E quem falou que ela não tem mão? Bem, pode ser que as espécies de cobras conhecidas hoje, mesmo as mais bizarras, realmente não possuam membros. Porém, de acordo com uma pesquisa publicada no jornal Science, uma descoberta está mostrando que antigamente (bem antigamente mesmo, na época dos dinossauros) as cobras pareciam ter uma maneira mais fácil para “subir no pezinho de limão”.

Um fóssil encontrado na Formação Crato, região de calcário do Ceará, mostra um formato de serpente com patas dianteiras e traseiras, o que pode ajudar a revelar mais detalhes sobre a história das cobras. A espécie “Quatro Pés” Tetrapodophis aka está sendo conhecida como a primeira cobra com quatro patas. Ela era predadora carnívora e, estima-se, pode ter vivido entre 146 e 100 milhões de anos atrás, na primeira metade do período Cretáceo. Sua possível origem era na Gondwana, o antigo continente formado pela América do Sul e pela África.

Fóssil de cobra com quatro patas encontrado no Ceará – Imagem: Dave Martill, University of Portsmouth

O estudo acerca do fóssil encontrado foi conduzido por três pesquisadores, os ingleses Nicholas Longrich e David Martill, além do coautor alemão Helmut Tischlinger. Eles acreditam que os membros apresentados pelo réptil foram evoluindo aos poucos, ao longo das gerações, sempre diminuindo de tamanho. Dessa forma, o exemplar encontrado no calcário é de uma fase em que os antecessores passaram a ser subterrâneos.

Martill, da Universidade de Portsmouth, explicou em entrevista ao site Discovery News que as patas mais avantajadas provavelmente atrapalhavam a locomoção no solo. “Para deslizar na serapilheira ou na areia (com membros pequenos), é muito melhor. Na medida em que as patas são menores, a locomoção é mais eficiente”, completou.

Patas traseiras da cobra “Quatro Patas” – Imagem: Dave Martill, University of Portsmouth

Martill e os outros dois cientistas também acreditam que os movimentos ondulados que as espécies aquáticas realizam atualmente para se locomoverem foram pré-adaptados na época do espécime fossilizado. Isso fortalece a já difundida tese de que as cobras não são originárias das espécies aquáticas, mas sim dos lagartos terrestres. Durante algum tempo se acreditou na origem aquática, mas agora ela está totalmente descartada, conforme explicou o autor sênior da pesquisa, Nicholas Longrich.

“A hipótese aquática está morta. Na verdade, já morreu há algum tempo, mas, com essa descoberta, os pregos estão sendo colocados no caixão. Cobras aquáticas evoluíram de cobras terrestres”, completou o pesquisador.

Há uma diferença notável entre os membros dianteiros e traseiros da espécie encontrada. As patas da frente são bem pequenas, o que sugere melhor desempenho em outras funções importantes, como as de acasalamento e captura das presas. Diferentemente dos lagartos, as cobras com quatro patas provavelmente utilizavam os membros dianteiros durante os rituais de reprodução e também para agarrar a presa.

Pernas dianteiras aparentam ser menores que as traseiras, o que indica especialidade em outras funções, como caça e acasalamento – Imagem: Dave Martill, University of Portsmouth

Chamou atenção dos cientistas a boa preservação do fóssil no calcário. No estudo, eles afirmam que até alguns tecidos mais delicados permaneceram bem conservados.  As boas condições permitiram aos pesquisadores chegar a outras conclusões sobre o animal.

A cabeça e o corpo

Conforme aparenta o fóssil, o crânio da “cobra quadrúpede” era fino e levemente pontiagudo, e a aparência geral é como a de algumas espécies de cobra. “Este espécime possuía um longo e fino corpo de serpente, provavelmente com uma língua bifurcada. As amplas escamas da barriga são uma característica exclusiva das cobras, e, incrivelmente, elas permanecem preservadas no fóssil”, explicou Nicholas Longrich.

Cabeça da cobra de quatro patas fossilizada – Imagem: Helmut Tischlinger

Não é possível dizer que tamanho possuíam os exemplares adultos dessa espécie – o fóssil encontrado é de um animal com pouco mais de 20 centímetros. Entretanto, os cientistas acreditam que o exemplar fossilizado morreu ainda jovem e que, na fase adulta, poderia atingir quase 1 metro de comprimento.

Alimentação

Não é só o esqueleto com forma incomum que ficou preservado nesse fóssil de cobra do tempo dos dinossauros. Ao longo do corpo, uma forma estranha chamou atenção dos cientistas, que, pela estrutura do animal, constataram se tratar de parte de seu intestino preservada com restos de uma criatura da qual se alimentou.

Não é possível identificar qual é o animal que serviu de presa, mas, de acordo com os cientistas, provavelmente é uma lagartixa ou lagarto pequeno que foi mordido e apertado antes de ser engolido. A investida inicial resultou no corte de circulação da vítima, causando a morte por falência dos órgãos. O conteúdo presente no esqueleto fossilizado também demonstra um formato de alimentação semelhante ao das jiboias dos tempos atuais, que engolem presas grandes inteiras.

Boa conservação preservou tecidos macios e até um animal que serviu como alimento da cobra de quatro patas – Imagem: Helmut Tischlinger

Os cientista ainda estimam que essa cobra jovem encontrada se alimentava de ovos de dinossauros, na medida em que viviam em um mesmo ecossistema dos antigos habitantes do planeta. Dessa forma, os pesquisadores também acreditam que, na fase adulta, essas cobras poderiam se alimentar de filhotes de dinossauros, entre outros animais de pequeno porte.

Sobrevivência

A capacidade de escavação e locomoção subterrânea das primeiras cobras pode ser uma explicação para a sobrevivência da espécie durante o período de maior extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. Porém, nem todas as cobras que conhecemos hoje podem ter origem nos ancestrais dessa época.

As cobras venenosas, por exemplo,  não estavam presentes no mesmo ambiente dos grandes répteis. Estudos revelaram que essas espécies só começaram a se espalhar muito tempo depois da extinção dos dinossauros, há aproximadamente 34 milhões de anos.

18 curiosidades que você provavelmente não sabe sobre a missão Apollo 11

Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin representavam a humanidade em uma ação histórica: pela primeira vez, o homem pisava à Lua. Na época, o mundo inteiro parou pra assistir o momento em que os dois astronautas desceram da nave Apollo 11 para conquistar de vez o nosso satélite natural (veja o vídeo no topo da matéria).

Os quase 400 mil quilômetros que separam a Terra da Lua não foram problema para os atronautas. A viagem de ida durou pouco mais de três dias e, desde então, muito se fala sobre a missão, entre curiosidades sobre a passagem dos astronautas até as famigeradas teorias da conspiração.

Aqui no Mega Curioso você já viu muitas curiosidades sobre a viagem Apollo 11 e as missões lunares posteriores, como alguns objetos intrigantes levados para o satélite, o destino das bandeiras que foram deixadas por lá e até a recuperação de um dos motores da primeira nave a posar na lua, achado no meio do Oceano Atlântico, no ano passado. Agora ainda sobre a missão,com 46 anos recém completados, o site All That Is Interesting listou 18 fatos que provavelmente a maioria das pessoas não sabia sobre a visita de Armstrong e Aldrin à Lua. Confira:

1- Buzz Aldrin, muito religioso, entre outras coisas que fez na Lua, leu uma passagem bíblica do livro de João e tomou a comunhão uma hóstia e um cálice de vinho de sua igreja.

2- Aldrin estava querendo ser o primeiro a fazer muitas coisas na Lua. Pois bem, ele foi o primeiro homem a urinar na Lua. O conteúdo foi guardado para ser descartado posteriormente.

Buzz Aldrin a bordo da Apollo11

3- O módulo lunar da Apollo 11 foi pousado manualmente. A medida precisou ser tomada porque o território onde a nave seria estacionada se demonstrou mais rochoso do que se esperava. O responsável por “encostar” na Lua em segurança foi Neil Armstrong.

4- O terceiro astronauta da missão, Michael Collins, que ficou na nave na órbita da Lua enquanto os companheiros exploravam o astro, foi o autor do símbolo da missão. O emblema continha uma águia carregando um ramo de oliva nas garras.

Controladores de voo comemoram o sucesso da missão Apollo 11 na Sala de Controle de Operações da Nasa. Ao fundo, o símbolo criado por Michael Collins

5- No retorno à Terra, o trio de astronautas da missão Apollo 11 foi colocado em quarentena. A medida foi tomada por questões de segurança e levou três semanas.

O trio de astronautas (da esq. p/ dir.) Michael Collins, Edwin Buzz Aldrin e Neil Armstrong relaxam na quarentena após sucesso da missão Apollo 11

6- A missão Apollo 11 foi a primeira que alcançou o objetivo de pousar na Lua, mas foi apenas a quinta missão tripulada do programa Apollo.

7- Neil Armstrong e Edwin Aldrin passaram, ao todo, um período de 21 horas na Lua.

Buzz Aldrin em sua visita à Lua

8- O programa Apollo contou com aproximadamente 400 mil profissionais entre engenheiros, técnicos e cientistas.

9- Os três astronautas tripulantes da Apollo 11 autografaram centenas de cartões com suas imagens para serem leiloados. Essa ação foi tomada para subsidiar a família de Neil Armstrong, caso algum imprevisto ocorresse, ou algo saísse errado durante a missão. Ele não tinha condições de pagar por um seguro de vida para astronautas.

O trio de astronautas Armstrong, Collins e Aldrin em retrato assinado pelos 3

10- Por pouco, a missão não precisou ser abortada. Quando Amstrong e Aldrin posaram na Lua a bordo do módulo espacial lunar, havia menos de um minuto de combustível restante no tanque. Se tivessem demorado mais um pouco, o objetivo de pousar na superfície lunar seria cancelado.

A equipe da Apollo 11 caiu no mar em seu retorno à Terra e foi resgatada por homens em trajes isolantes biológicos a fim de evitar qualquer risco de possível contaminação a partir do contato com os astronautas

11- O acontecimento teve uma audiência a altura de sua dimensão histórica: estima-se que cerca de 600 milhões de pessoas assistiram a Apollo 11 pousar na Lua, ao vivo, pela televisão.

12- Os “quase” problemas não aconteceram apenas na chegada da Apollo 11 à Lua. Quando foram decolar para sair do satélite, Edwin Aldrin precisou ter uma ideia inusitada que evitou o fracasso da missão inteira. Ele usou uma caneta com ponta de feltro para ativar um disjuntor quebrado que era essencial para que os astronautas conseguissem partir da Lua.

O módulo Eagle em deslocamento para a Lua

13- O módulo de comando da nave Apollo 11 era chamado de Columbia. Este item foi o responsável por abrigar a equipe de astronautas e carregar os suprimentos durante a missão.

14- Já o módulo lunar levava o nome de Eagle (águia). A escolha foi baseada no pássaro símbolo dos Estados Unidos.

15- “Aqui, homens do Planeta Terra colocaram os pés pela primeira vez na Lua. Julho de 1969, A.D. Por toda a humanidade, nós viemos em paz”. Esta era a frase presente em uma placa deixada na lua junto com a bandeira dos Estados Unidos e mais de 100 outros objetos.

O famoso retrato da pegada na Lua, símbolo da primeira vez em que o homem pôs os pés no satélite

16- Havia um discurso alternativo preparado pelo presidente Richard Nixon para o caso de falha na missão Apollo 11.

17- Michael Collins resolveu deixar a carreira como astronauta assim que retornou da missão na Lua. O tripulante da Apollo 11 passou a tentar a vida no mundo dos negócios.

Presidente Nixon saúda os, ainda em quarentena pós-retorno, astronautas pelo sucesso na missão Apollo 11

18- O cheiro na Lua lembra “cinzas molhadas em uma lareira”, segundo Aldrin e Armstrong. A descrição causa estranheza, pois qualquer cheiro no espaço é apenas aparente, já que nunca poderá ser sentido diretamente.

 

Azeite, milho ou canola? Pesquisa identifica óleos mais saudáveis para cozinhar

Qual é o melhor óleo para cozinhar? Pesquisadores de uma universidade britânica analisaram cinco tipos para determinar qual seria o mais saudável

Escolher o óleo certo para cozinhar não é fácil.

Quando o assunto é gorduras e óleos, temos dezenas de opções disponíveis e é complicado saber qual delas será a “mais saudável”. As prateleiras dos supermercados têm de tudo. E, nos dias de hoje, apesar de termos mais informações, elas muitas vezes se confundem, porque há muito debate sobre os benefícios e os danos que podem vir do consumo de diferentes tipos de gordura.

Na série da BBC Trust Me, I’m a Doctor perguntamos: “Quais tipos de gordura e óleo são os melhores para cozinhar?”

Você pode pensar que é óbvio que frituras feitas com óleo vegetal são mais saudáveis do que se fosse feitas com óleo animal, como banha ou manteiga.

Mas será?

Para descobrir isso, demos a alguns moradores de Leicester, na Inglaterra, uma variedade de gorduras e óleos e pedimos aos voluntários para usarem todos eles. Também pedimos aos voluntários que guardassem o que sobrasse do óleo para podermos analisar.

As gorduras e óleos usados foram: óleo de girassol, óleo vegetal, óleo de milho, óleo de canola, azeite, manteiga e banha animal.

Depois de usadas para cozinhar, foram coletadas amostras dos óleos e das gorduras e enviadas para a Leicester School of Pharmacy na Universidade de Leicester, onde o professor Martin Grootveld e sua equipe fizeram um experimento paralelo onde eles aqueceram de novo os mesmos óleos a temperaturas altas para fazer frituras.

Quando você está fritando ou cozinhando em uma alta temperatura (próximo de 180°C), as estruturas moleculares de gorduras e óleos mudam. Acontece o que chamamos de oxidação – elas reagem com o oxigênio do ar formando aldeídos e peróxidos de lipídio. Na temperatura ambiente, algo semelhante acontece, mas de maneira muito mais lenta. Quando lipídios se decompõem, eles se tornam oxidados.

O consumo de aldeídos, mesmo que em pequenas quantidades, tem sido relacionado a um risco de doenças do coração e câncer. Então o que Grootveld e sua equipe descobriram?

“Descobrimos que os óleos que eram ricos em poliinssaturados – o de milho e o de girassol – geravam altos níveis de aldeídos.”

O resultado foi surpreendente, já que muita gente pensava que o óleo de girassol era o mais “saudável”.

Manteiga e banha animal são melhores que óleos de girassol ou de milho para frituras

“Óleo de girassol e de milho são bons”, diz o professor Grootveld, “desde que você não submeta eles ao calor, como ao fritar alimentos ou ao cozinhar algo. É um fator químico simples faz com que algo que é visto como saudável para nós se converta em algo que faz mal quando é submetido a temperaturas mais altas.”

O azeite e o óleo de canola produziram muito menos aldeídos, assim como a manteiga e a banha animal. O motivo é que esses óleos são ricos em ácidos graxos monoinsaturados e saturados, que são muito mais estáveis quando submetidos ao calor. Na verdade, gorduras saturadas raramente passam pelo processo de oxidação.

Segundo Grootveld, o melhor óleo para fritar e cozinhar é o azeite. “Primeiro porque esses compostos tóxicos são gerados em baixa quantidade e segundo porque os compostos que são formados são menos maléficos para o corpo humano.”

A pesquisa dele também sugere que, quando o assunto é cozinhar ou fritar, manteiga ou banha animal são mais indicadas do que óleo de girassol e de milho.

“Se eu tivesse escolha entre banha e polinsaturados, eu optaria pela banha sempre.”

A banha animal, apesar de ter uma reputação de “não saudável”, é, na verdade, rica em gorduras monoinsaturadas.

O estudo também revela outros aldeídos identificado na análise das amostras enviadas para a universidade que ainda não haviam aparecido em outros experimentos com óleos.

“Nós descobrimos algo novo para a ciência aqui. Nunca tínhamos visto isso, estou impressionado.”

Os voluntários provavelmente não ficariam muito felizes ao descobrir que o óleo que usaram para cozinhar gerou tantos compostos tóxicos.

O conselho final de Grootveld é, primeiramente, evitar frituras, especialmente aquelas em temperaturas muito altas. Se você estiver fritando algo, tente usar o mínimo possível de óleo e tente remover todo o óleo do alimento após a fritura usando uma toalha de papel, por exemplo.

Para reduzir a produção de aldeídos, opte por um óleo ou gordura que sejam ricos em lipídios monoinsaturados ou saturados (preferencialmente 60% para um ou outro) e mais de 80% para os dois juntos), e que sejam pobres em polinsaturados (menos de 20%).

O professor acredita que o “óleo ideal” para cozinhar seja o azeite, porque “tem 76% de lipídios monoinsaturados, 14% saturados e apenas 10% polinsaturados”.

E, nesse caso, o azeite não importa se o azeite é “extra virgem” ou não. “Os níveis antioxidantes presentes em produtos extra virgem são insuficientes para proteger contra a oxidação induzida pelo calor.”

O último conselho é manter sempre o óleo guardado longe da luz e não reutilizá-lo, já que isso também leva ao acúmulo de substâncias ruins.

Escolher o óleo certo para cozinhar os alimentos pode evitar riscos de doenças coronárias

  • Sobre gorduras:
  • Gorduras polinsaturadas: contêm duas ou mais ligações carbono-carbono. Em alimentos como sementes, peixes, folhas verdes e nozes, podem trazer vários benefícios para a saúde. No entanto, os benefícios advindos do consumo de óleo de girassol e de milho, apesar de ricos em poliinstaturados, ainda não estão tão claros.
  • Óleos monoinsaturados: contêm apenas uma ligação dupla carbono-carbono. São encontrados em abacates, azeitonas, azeite, amêndoas e avelãs e também em banha animal. O azeite, que tem aproximadamente 76% de monoinsaturados, é um dos principais elementos da dieta mediterrânea, que tem se mostrado muito efetiva para reduzir o risco de doenças do coração.
  • Gorduras saturadas: não têm ligação dupla de átomos de carbono. Apesar de especialistas indicarem o consumo desse tipo de gordura, recentemente os benefícios dela e de outras gorduras derivadas de animais têm sido questionados.

Fonte: BBC

Uma pintura renascentista mostra que a melancia costumava ser bem diferente do que a conhecemos

A fruta foi cultivada para ser maior e mais vermelha por dentro (Foto: Flickr/Harsha K R)

A FRUTA FOI CULTIVADA PARA SER MAIOR E MAIS VERMELHA POR DENTRO (FOTO: FLICKR/HARSHA K R)

Um quadro italiano à venda na galeria de arte Christie’s está levantando várias questões sobre a domesticação das frutas. Trata-se de uma obra de Giovanni Stanchi na qual estão retratadas diversas plantas e frutas, entre elas, pêssegos, peras e melancias –estas com um aspecto bem diferente do qual as conhecemos.

A estimativa é que o quadro tenha sido pintado entre 1645 e 1672, décadas após a popularização da fruta na Europa. A África é o continente de origem da melancia que, ao ser inserida no mercado, foi desenvolvendo determinados aspectos para sobreviver ao clima europeu.

Quadro do artista italiano Giovanni Stanchi retrata a fruta de forma bem diferente da qual a conhecemos (Foto: Reprodução/Christie's)

QUADRO DO ARTISTA ITALIANO GIOVANNI STANCHI RETRATA A FRUTA DE FORMA BEM DIFERENTE DA QUAL A CONHECEMOS (FOTO: REPRODUÇÃO/CHRISTIE’S)

Domesticar uma fruta também é cultivá-la em uma série de condições que faça com que ela tenha certas características desejáveis. A melancia, por exemplo, foi desenvolvida de forma a ser maior e ter um interior mais vermelho do que ela tinha originalmente.

Segundo especialista, é provável que fruta não tenha caroços no futuro (Foto: Christie's/Flickr)

SEGUNDO ESPECIALISTA, É PROVÁVEL QUE FRUTA NÃO TENHA CAROÇOS NO FUTURO (FOTO: CHRISTIE’S/FLICKR)

De acordo com James Nienhuis, professor de horticultura da Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, a melancia “das antigas” provavelmente era saborosa, mais doce do que a sua contemporânea.

O professor também acredita que a domesticação da fruta não parará por ai. “Atualmente estamos experimentando formas de nos livrar das sementes da melancia”, afirma.

Via Vox

Saiba como essa vespa pode fazer você passar ‘5 minutos no inferno’

“Cinco minutos no inferno”. Essa é a descrição de uma das pessoas que já sofreram uma das piores dores que o homem pode sentir, causada pela vespa tarântula-falcão. Cientistas, biólogos especializados e outras pessoas que sofreram a picada comparam a dor com um choque elétrico forte. Extremamente torturante, a aflição pode durar entre 3 e 5 minutos, mas, segundo relatos, dá a sensação de ser eterna.

De acordo com o site Oddity Central, a dor é tão forte que pode fazer algumas pessoas perderem a noção e o controle sobre seus movimentos. Dessa forma, a recomendação dos especialistas e de quem já enfrentou a dor, para superar o momento difícil após a picada, é se jogar no chão, gritar e chorar o máximo que pode até que a dor passe.

Segundo o Jornal da Sociedade de Entomologia do Kansas, isso acontece porque a quantidade de veneno produzida pela vespa tarântula-falcão é enorme e sua ação no organismo é imediata. O veneno não possui toxicidade suficiente para afetar os seres vertebrados de forma fatal, porém a forte dor da picada é considerada a mais intensa causada por um inseto e pode fazer as pessoas terem reações inesperadas, como correr ou se debater, de forma que acabem se machucando.

Os relatos e recomendações são reforçados pelo biólogo do Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas, Ben Hutchins, que cita um famoso experimento publicado em um veículo periódico. Nessa experiência, um cientista capturou 10 espécimes da vespa e acabou sendo picado ao tentar segurá-las. “Não satisfeito, ele continuou e recebeu outras diversas ferroadas até que a dor se tornou tão insuportável que fez com que ele perdesse as vespas capturadas e se abrigasse em uma vala para chorar até quase perder os olhos”, relata a reportagem.

Hutchins afirma que a comunidade científica acredita que os mecanismos de defesa da vespa tarântula-falcão explicam o fato de essa espécie ter poucos predadores naturais. A aparência e o veneno efetivo faz com que poucas criaturas no mundo queiram se meter com essa vespa. Segundo o Oddity Central, na verdade, as vespas não são agressivas e não oferecem risco algum se não forem provocadas ou atacadas.

Nem mesmo os humanos precisam se preocupar ou se sentirem ameaçados por elas, já que o comportamento, por incrível que pareça, chega a ser dócil com as pessoas. Mesmo com os registros de casos de ataques a humanos existentes, o biólogo garante que as pessoas não precisam ter medo e considera o inseto um exemplar muito interessante da fauna.

Isso mesmo, acredite você ou não, elas são “amigáveis” e não atacam humanos, pois os machos se alimentam de néctar, não são carnívoros e sequer conseguem ferroar. Já as fêmeas são parasitas que usam o veneno para atacar as tarântulas (aranhas-caranguejeiras), que muitas vezes, possuem um tamanho bem superior ao da vespa. Veja o ataque no vídeo a seguir.

Mesmo assim, com apenas uma picada, as aranhas são paralisadas e são levadas (vídeo abaixo) até a cova do ninho da tarântula-falcão, onde, durante algumas semanas, servirão de alimento para a larva que resulta do ovo da vespa. O impressionante nessa situação é que as presas permanecem vivas até serem consumidas pelos “filhotes” do inseto voador.

 

 

Nasa encontra planeta similar à Terra em potencial zona habitável

Planeta Kepler-452b é 60% maior que a Terra e orbita a estrela Kepler 452.
Informação foi divulgada nesta quinta-feira pela agência espacial americana.

Cientistas da Nasa divulgaram nesta quinta-feira (23) que descobriram um exoplaneta com características muito similares à Terra e que orbita uma estrela semelhante ao Sol.

O planeta Kepler-452b foi chamado pelos cientistas de “primo distante” da Terra. Ele é 60% maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido determinados.

Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

Concepção artística mostra o exoplaneta Kepler-452b, o primeiro com tamanho aproximado da Terra a ser encontrado em uma zona habitável (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Concepção artística mostra o exoplaneta Kepler-452b, o primeiro com tamanho aproximado da Terra a ser encontrado em uma zona habitável (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Essa estrela é um pouco mais velha que o Sol (tem “só” 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura, é 20% mais brilhante e possui um diâmetro 10% maior.

Os achados desta quinta foram publicados no periódico “The Astronomical Journal”. Com a descoberta, aumentou para 521 o total de exoplanetas descobertos pelo satélite Kepler.

‘Condições necessárias para a vida’
Em comunicado divulgado pela Nasa, Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler, disse que a descoberta fornece uma oportunidade de entender e refletir sobre o ambiente em evolução da Terra.

[…] Devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir
neste planeta”
Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler

“É inspirador considerar que esse planeta já vive há 6 bilhões de anos na área habitável dessa estrela, mais do que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir neste planeta”, afirmou o pesquisador.

Além desse achado, foram descritos ainda outros 11 candidatos à planeta que também estão em zona habitável.

A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.

Comparação feita pela Nasa mostra o Sol e a Terra (à esquerda) e a estrela Kepler-452 com o planeta Kepler-452b (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Comparação feita pela Nasa mostra o Sol e a Terra (à esquerda) e a estrela Kepler-452 com o planeta Kepler-452b (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Comparação entre o Sistema Kepler-452 e o Sistema Solar feita pela agência espacial americana, a Nasa (Foto: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt)

Comparação entre o Sistema Kepler-452 e o Sistema Solar feita pela agência espacial americana, a Nasa (Foto: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt)

 

Fonte: G1

 

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