Exames de DNA apontam para o futuro da beleza da pele

Teoria por trás da inglesa GeneU se apoia em tratamento personalizado

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Olho neles. Nick Rhodes (à esq.) e Christofer Toumazou, na GeneU: eles prometem uma revolução no tratamento da pele

Londres, Reino Unido. O que está sendo considerado o futuro do tratamento de pele começa, por mais estranho que pareça, com um bochecho de uma solução bucal. É para eliminar quaisquer resíduos que possam interferir em uma boa amostra de saliva, da qual o DNA será extraído, pois os cremes são preparados de acordo com o código genético individual.

O teste é de uma empresa chamada GeneU e feito nesse estabelecimento, inaugurado há nove meses na New Bond Street, que mais parece uma mistura de cenário de filme de ficção científica com os toques vermelhos e prateados das lojas da Apple – o que não deixa de ser apropriado, já que o teste de DNA é feito por meio de um microchip minúsculo. E mais: é feito por meia dúzia de beldades de pele perfeita que, por acaso, também têm PhD.

Como funciona. Ao contrário de outros testes do gênero, que são enviados para o laboratório e levam pelo menos duas semanas para ficarem prontos, o da GeneU é feito ali mesmo, em meia hora. Atualmente, analisa apenas as variações de dois genes: o que contém informações sobre a rapidez com que o corpo deteriora colágeno e o de proteção antioxidante.

Os resultados, junto com as respostas de um questionário simples sobre estilo de vida, são inseridos em um algoritmo que produz dois dos 18 produtos que se adaptam melhor à pessoa. As fórmulas são baseadas nas pesquisas minuciosas de ingredientes e concentrações.

O custo é de 600 libras (aproximadamente US$ 940 ou R$ 4.600) pelo teste, mais suprimento para duas semanas. Por questões de privacidade, os resultados são destruídos; ficam somente os nomes dos preparados recomendados.

A teoria por trás da GeneU reza que o tratamento de pele inovador pode contar com ingredientes benéficos, mas que não são necessariamente aquilo de que sua pele necessita.

Se você é, digamos, uma pessoa cujo gene MMP1 está programado para deteriorar colágeno mais lentamente, a teoria da empresa é a de que é desperdício de tempo (e dinheiro) passar anos usando cremes que alegam aumentar sua produção; o hábito não vai diminuir os efeitos do tempo e podem até entupir os poros e/ou causar outros danos. O que sugere que, como na medicina em geral, no tratamento de pele nem sempre mais é melhor.

“Para nós, trata-se de oferecer à pessoa a concentração exata que pode ser metabolizada pela pele”, explica Christofer Toumazou, fundador da companhia e professor da Imperial College London.

Toumazou não é dermatologista; na verdade, é engenheiro elétrico e ajudou a desenvolver um pâncreas artificial para quem sofre de diabetes tipo 1, um implante auricular que permite às crianças surdas ouvir e um monitor cardíaco sem fios. E só passou a se interessar pelo DNA há uma década, quando seu filho foi diagnosticado com uma doença genética.

Flash

GeneU.A empresa pretende investir mais na próxima rodada de testes, e vai se concentrar na epigenética – a forma como os genes atuam, se é que o fazem, em relação ao estilo de vida.

Flash

Mais estudos. Médicos contrários à análise de DNA para personalização de fórmulas dizem que, apesar da importância dada aos antioxidantes, não há uma pesquisa minuciosa que mostre que eles diminuem os sinais da idade.

Vaidade

Nome de peso. O diretor criativo da empresa é Nick Rhodes, tecladista do Duran Duran, que conhece tudo sobre produtos de beleza – tanto que usou o mesmo batom rosa que a noiva, no dia do casamento.

Fonte: O Tempo

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Publicado em 6 de julho de 2015, em Ciência, Moda & Beleza, Saúde, Tecnologia e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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