O que você sabe a respeito dos anéis Saturno?

Como seus anéis despertam tanto fascínio, resolvemos falar um pouco mais a respeito da origem, idade e utilidade dessa característica inconfundível do planeta.

De acordo com Alicia Ault do portal Smithsonian.com, Galileu Galilei foi a primeira pessoa a observar os anéis de Saturno, isso lá no ano de 1610. No entanto, naquela época, nem o italiano ou outros astrônomos contemporâneos a ele, tinham certeza de o que viam ao redor do planeta eram anéis, já que essas estruturas pareciam desaparecer periodicamente.

Cerca de 50 anos depois da descoberta de Galileu, um experimento comprovou que se tratava de anéis sim, e que seu “sumiço” temporário se devia ao alinhamento das bandas quando elas eram observadas. Contudo, depois da confirmação da existência do sistema de anéis, passaram-se vários séculos até que ele voltasse a ser estudado com mais carinho.

Exploração espacial

Foi no finalzinho dos anos 70 e início dos 80 — graças às sondas espaciais Pioneer 11, Voyager 1 eVoyager 2 da NASA — que os anéis de Saturno voltaram a ser levados a sério. Depois, com o lançamento da missão Cassini-Huygens (desenvolvida em conjunto pelas agências espaciais norte-americana, europeia e italiana) no final dos anos 90, o nosso conhecimento sobre as bandas do planeta deram um salto “astronômico”.

A Cassini entrou na órbita de Saturno em 2004, e desde então vem coletando uma enorme quantidade de informações, além de capturar imagens absolutamente deslumbrantes do planeta. Mas, e o que foi descoberto a respeito dos anéis nesses últimos anos? Alguma novidade desde Galileu?

Descobertas

Os cientistas acreditavam que os anéis haviam se formado há cerca de 100 milhões anos — o que significa que, considerando que o Sistema Solar soma 4,5 bilhões de anos, os anéis seriam um “acessório” bem recente! Entretanto, a análise de dados enviados pela Cassini revelou que as bandas já existiam junto a Saturno desde o início.

De acordo com Nola Taylor Redd do site Space.com, os anéis são compostos por bilhões de partículas com tamanhos que variam de pequenos grãos de areia até fragmentos de rocha tão grandes como montanhas. Além disso, existe uma grande quantidade de gelo que consiste principalmente de água e uma menor concentração de metano e dióxido de carbono que atraem meteoroides rochosos viajando pelo Universo.

Aliás, a nova estimativa sobre a idade dos anéis foi apresentada depois de os pesquisadores estudarem as partículas de gelo que compõem os anéis. Segundo explicaram, o gelo presente nos anéis às vezes cobre parte do material rochoso das bandas. Com o tempo, conforme as partículas vão se degradando, além de perder refletividade, também pode ocorrer o acúmulo de uma camada de poeira em sua superfície. E é a partir da medição da refletividade que a idade dos anéis foi calculada.

A, B, C…

Segundo a NASA, os anéis se estendem a uma distância que ultrapassa os 280 mil quilômetros de Saturno — ou o equivalente a três quartos da distância entre a Terra e a Lua —, e sua espessura varia entre os 10 metros e um quilômetro, aproximadamente. Além disso, os anéis foram batizados com letras do alfabeto conforme foram sendo descobertos. Entretanto, como resultado desse sistema de nomenclatura, as bandas não se encontram em ordem alfabética.

Assim, contando de dentro para fora, eles se chamam “D”, “C”, “B” e “A”, sendo que o “D” é o mais próximo a Saturno — e é menos brilhante do que os anéis vizinhos. Depois do “A” vem o estreito anel “F”, e além dele se encontram as bandas “G” e “E” que, assim como a “D”, são menos luminosas. Também existem inúmeras estruturas e espaços que separam os anéis, e eles são os responsáveis pela contagem das bandas estar na faixa dos milhares.

Formação e utilidade

Uma das teorias sobre como os anéis se formaram é a de que eles são compostos pelos fragmentos de luas que foram pulverizadas por meteoritos ou asteroides. Outra ideia é a de que os anéis foram criados a partir dos restos de um cometa que se desintegrou quando passava próximo a Saturno. Porém, nenhuma das duas teorias pode ser comprovada devido à falta de evidências.

Com respeito à sua utilidade, os astrônomos acreditam que o sistema de bandas pode oferecer pistas sobre como os planetas se formaram, além de permitir que os cientistas estudem melhor a dinâmica orbital. No entanto, apesar de tudo o que já sabemos sobre os anéis, de momento sua maior utilidade mesmo é a de tornar Saturno um dos planetas mais incríveis do Sistema Solar.

FONTE(S)

IMAGENS

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Publicado em 3 de junho de 2015, em Uncategorized e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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