Arquivo mensal: novembro 2014

“MasterChef” terá segunda temporada e uma edição para crianças

A apresentadora Ana Paula Padrão

A apresentadora Ana Paula Padrão

A Bandeirantes gravou no Terraço Itália, em São Paulo, a última externa desta primeira temporada do “MasterChef”.

E o que já está praticamente certo é a realização da segunda temporada do programa. Nem poderia ser diferente, considerando o retorno oferecido em sua parte comercial e – especialmente – como repercussão.

Estreante no entretenimento, Ana Paula Padrão foi apontada pelo crítico de televisão Mauricio Stycer e também por alguns internautas como coadjuvante nos dois primeiros episódios do reality show. A jornalista rebateu as críticas e justificou sua “ausência”, afirmando que está na “posição confortável de aprender”. Aparecer é a menor de suas preocupações.

“O formato é composto por gente que cozinha e gente que julga. Se vai ter apresentador ou não, depende do país [em muitos países não existe a figura do enunciador]. O apresentador não é a figura principal. Minha preocupação em aparecer é zero, isso não é fundamental para o jogo. Não tenho que fazer esse programa dar certo, tem um monte de gente para fazer isso. Sou apenas um elemento”, afirmou Padrão em entrevista ao UOL.

 

Fonte: UOL

Os prós e os contras de 6 coisas que um smartwatch pode fazer

TESTAMOS O MOTO MAXX E O MOTO 360, SMARTWATCH DA MOTOROLA (FOTO: GABI OLIVEIRA/EDITORA GLOBO)

TESTAMOS O MOTO MAXX E O MOTO 360, SMARTWATCH DA MOTOROLA (FOTO: GABI OLIVEIRA/EDITORA GLOBO)

1 – Enviar e responder mensagens usando a voz

Um “Ok, Google. Enviar mensagem para Bruno ‘Vamos jantar?'” e pronto. Meu marido recebeu um SMS uns 5 segundos depois escrito “Vamos jantar?”… Estava sozinha no ambiente, ou seja, silêncio total. No meio de um restaurante movimentado com a mesa lotada, obviamente, a experiência não foi a mesma, mas rendeu boas risadas com as palavras trocadas que ele não entendeu perfeitamente.

Prós: funciona e é super prático, se você não tem vergonha de conversar com um relógio no melhor estilo Power Rangers.

Contras: Ainda não dá pra morfar. Mentira. Mas falar com seu relógio em público, com muito barulho, não funciona. Caso não cancele o envio da mensagem a tempo (e é pouquíssimo tempo), seu contato receberá uma mensagem possivelmente sem sentido.

NOTIFICAÇÕES DE SUAS REDES SOCIAIS APARECEM NO SEU PULSO (FOTO: GABI OLIVEIRA/EDITORA GLOBO)

NOTIFICAÇÕES DE SUAS REDES SOCIAIS APARECEM NO SEU PULSO (FOTO: GABI OLIVEIRA/EDITORA GLOBO)

2 – Receber notificações
É simplesmente incrível poder ver quem curtiu suas postagens no Instagram, Facebook ou Twitter e claro, ler as mensagens recebidas via WhatsApp ou e-mails. Mas cuide com duas coisas: primeiro, se você morre de curiosidade ao ler “Fulano comentou na sua foto”, não tire o celular da mão, porque receber esta mensagem no relógio só vai deixá-lo mais ansioso. E segundo, se você for um blogueiro cheio de notificações na sua vida, seu relógio pode vibrar mais do que o normal e acabar com sua bateria (e paciência) em dois segundos. Pra este problema, a solução é personalizar quais notificações de redes sociais deseja receber.

Prós: Ótimo para quem está no meio do ônibus lotado e não quer tirar o celular do bolso para apenas ler as mensagens que recebeu.

Contras: É extremamente perigoso. Principalmente enquanto dirige. A notificação piscando no seu braço te tira a atenção do trânsito tanto quanto recebê-la no celular, com o defeito de que ela está mais ao seu alcance.

3 – GPS
Parece maravilhoso poder ter um GPS no seu braço. Só parece. Meu teste foi simples. O caminho de casa ao trabalho, dirigindo, seguindo as instruções do GPS. Mas, se não fosse a voz me dando as diretivas do celular, eu jamais iria conseguir chegar. Teria batido o carro muito antes disso. Porque, claro, te tira toda a atenção da rua ler as instruções na tela do relógio enquanto dirige. O bom é que ele vibra, te faz ficar atento que terá que fazer alguma coisa em breve. Talvez ele seja pensado para, como as fotos publicitárias mostram, ser usado enquanto pedala (o que não tira o fato de que você pode perder a atenção do seu caminho também).

Prós: a vibração do smartwatch te avisa que em breve você precisará fazer alguma coisa, por exemplo, virar em uma rua, ou ficar atenta a uma saída de rodovia.

Contras: as notificações do relógio tiram sua atenção tanto quanto um celular enquanto dirige.

4 – Google Now
Meu marido achou o máximo quando viu o placar do jogo do Corinthians no relógio. Configurei meu Google Now para dar resultados e jogos futuros, assim como a programação dos cinemas próximos a mim, além da previsão do tempo. Todo dia pela manhã, ao tirar o relógio da base e colocá-lo no pulso, ele me dava a temperatura atual. Incrível. Mas precisa saber configurar bem, coisa que ainda estou aprendendo.

Prós: receber informações rápidas de seu interesse sem ter que acessar o Now no celular é, de fato, prático.

Contras: se não configurar direitinho, ele pode mandar muitas notificações e virar um grande pé no saco. Ou te irritar por mandar informações que você não precisa saber o tempo todo.

5 – Atendendo ligações
O Moto 360 recebe a ligação e vibra, assim como seu telefone. Se você estiver com o seu celular longe (mas ainda no curto alcance do Bluetooth), é bom saber se tem que voltar correndo para atender, ou se pode ignorar a chamada pelo relógio. Se você estiver perto, pode atender pelo relógio, mas terá que pegar o telefone para falar. Se estiver usando o Moto Assist no modo ‘casa’, por exemplo, ele atende no viva-voz. Isso porque o Moto Assist está programado para tal.

Prós: você pode ignorar facilmente uma ligação, principalmente quando está dirigindo.

Contras: se quiser atender, é bom ter seu celular por perto, ou seu aparelho pareado em outro sistema bluetooth, como o rádio do carro.

6 – Google Fit
Meu sábado com o relógio foi bem ativo. E eu só fiquei sabendo disso pelo contador de passos do smartwatch. Acordei tarde, fui até o estúdio do meu marido e, de lá, para o mercado. Voltamos para casa, deixamos as compras, e fomos para o shopping, passear e jantar. Um sábado qualquer num mês qualquer – não fosse pela informação de que eu havia caminhado 10 km. Na segunda, depois de voltar para casa de metrô, ele me avisou que ainda faltava 4 km para eu andar 10 km naquele dia. Além de contar os passos e te avisar que você ainda não andou o recomendado para o dia, o relógio também mostra sua frequência cardíaca, cronometra sua atividade, te lembra de beber água e até mostra as horas (UAU!).

Prós: um único gadget pra medir todas as coisas que você precisa na sua caminhada ou corrida e te ajuda a bater metas e controlar seu condicionamento físico.

Contra: sinceramente, nenhum. O Moto 360 e o Google Fit passaram muito bem no teste caminhada, mesmo que ela seja da estação de metrô até a minha casa.

MOTO 360 MONITORA FREQUÊNCIA CARDÍACA (FOTO: GABI OLIVEIRA/EDITORA GLOBO)

MOTO 360 MONITORA FREQUÊNCIA CARDÍACA (FOTO: GABI OLIVEIRA/EDITORA GLOBO)

De modo geral, o Moto 360 é um gadget que impressiona e pode ser útil no seu dia-a-dia, se você tiver R$ 799 para desembolsar (sem contar a possibilidade de uma atualização de smartphone). Ele funciona como um Notifications Center no seu pulso, podendo facilitar quando você precisa ignorar informações ou apenas recebê-las.

 

Fonte: Galileu

Para chefs, pressão do “Masterchef” não se compara com realidade da cozinha

Um reality show que avalia apenas comidas e um trio divertido e sarcástico de jurados dão tom à edição brasileira do “MasterChef”, que vem chamando a atenção desde sua estreia na Band por conta do modo pouco amistoso com que os jurados avaliam os pratos dos candidatos. O brasileiro Henrique Fogaça (Sal Gastronomia), o francês Erick Jacquin (Tartar&Co) e a argentina Paola Carosella (Arturito) têm como missão avaliar e criticar cada prato, além de fazer os aspirantes a cozinheiros merecerem o prêmio que inclui R$ 150 mil, um carro e uma bolsa de estudos de três meses na Le Cordon Bleu, renomada escola de gastronomia de Paris, na França.

Paola defendeu sua postura no programa e afirmou que sua missão é formar um chef de cozinha gabaritado. “Em nenhum momento fui grosseira. Poderia convidar quem acha que somos grosseiros a entrar em uma cozinha na França, em Londres e poderíamos ver quem destrata e quem não destrata. Além de um excelente cozinheiro, é preciso ser rápido, higiênico. A pressão do programa é igual no dia a dia da cozinha. Não interpreto nenhum personagem, sou assim, crítica”, afirmou.

"Ninguém foca em um prato simples e bem feito. Poderia ser uma batata fervida, mas bem feita. Aliás, isso seria genial. Muitos estão focados em surpreender com ideias mirabolantes e esquecem-se da técnica e da qualidade dos ingredientes", critica Paola

“Ninguém foca em um prato simples e bem feito. Poderia ser uma batata fervida, mas bem feita. Aliás, isso seria genial. Muitos estão focados em surpreender com ideias mirabolantes e esquecem-se da técnica e da qualidade dos ingredientes”, critica Paola

Em uma enquete realizada pelo UOL, 58,15% dos internautas consideraram os comentários feitos pelos técnicos como rudes. Já para Fogaça, a rispidez faz parte do critério e não é aumentada pelo fato dos cozinheiros estarem participando de um programa na televisão.

“Nós três [jurados] sabemos que é um programa de amadores, mas quem ganhar vai ganhar porque realmente merece. Não podemos premiar alguém mais ou menos. A pressão que os participantes recebem no programa não é nada se comparada ao nosso dia a dia. Por isso, não acho que tenha sido injusto e nem que tenha exagerado com ninguém. É fundamental termos um critério definido”.

Por trás das câmeras

A reportagem acompanhou os bastidores da atração e pôde ver que antes do preparo de cada prato, os cozinheiros recebem ‘aulas’ dos chefs – no dia em questão, eles aprenderam técnicas de carne com Paola – e a todo o momento são questionados sobre o que estão fazendo. A argentina costuma ser a mais ativa neste quesito. Ela pergunta sobre a escolha dos produtos, dá palpites, alerta sobre o desperdício de alimentos, questiona a qualidade da água usada, se é potável ou da torneira. A maioria dos comentários sobre os pratos acontece na frente de cada participante. Além das competições, os aspirantes também têm cursos específicos com consultores gastronômicos.

"A pressão que os participantes recebem no programa não é nada se comparada ao nosso dia a dia. Por isso, não acho que tenha sido injusto e nem que tenha exagerado com ninguém", afirma Fogaça

“A pressão que os participantes recebem no programa não é nada se comparada ao nosso dia a dia. Por isso, não acho que tenha sido injusto e nem que tenha exagerado com ninguém”, afirma Fogaça

Questionados se a agilidade e a competitividade definem um bom cozinheiro, Henrique chamou atenção para o clima de um restaurante, muitas vezes deixado de lado pelo telespectador de reality ou esquecido.  “Tempo é fundamental na cozinha, não posso deixar um cliente esperando, sendo que muitas vezes ele só tem 1 hora para almoçar. Nós levamos em conta a qualidade, não a velocidade. Claro, se uma pessoa faz um prato com a metade do tempo e a mesma qualidade que uma outra, é justo que ela deva ser premiada por isso”, completou Henrique sobre sua avaliação na competição.

Outro ponto levantado por Paola são as inovações dos candidatos dentro da cozinha. “Ninguém foca em um prato simples e bem feito. Poderia ser uma batata fervida, mas bem feita. Aliás, isso seria genial. Muitos estão focados em surpreender com ideias mirabolantes e esquecem-se da técnica e da qualidade dos ingredientes”, criticou a argentina.

Fora dos estúdios, os participantes lamentam, comemoram, procuram receitas na internet e também reclamam de algumas notas publicadas na imprensa. A produtora executiva Elisa Fernandes, de 24 anos, por exemplo, não gostou de ler em um blog que é do tipo bonita, mas que não inspira confiança. “Sou confiável sim”, disse ela. Tentamos falar com a engenheira química Helena Manosso, uma das que mais se saiu mal na prova do dia, mas ela se recusou – “Não posso te dar meu número, fale com a produção”.

Para os jurados, a experiência no “Masterchef” tem sido como uma extensão de suas vidas profissionais, além de poderem exercitar um lado mais criterioso. “Sou na TV quem sou no meu restaurante. Não preciso encenar, não preciso inventar nada. Isso me deu tranquilidade para aceitar o desafio. Desenvolvi meu senso crítico e também o de justiça. De forma alguma posso pender um pouco mais para esse ou para aquele participante”, contou Fogaça.

O apresentador não é a figura principal. Minha preocupação em aparecer é zero, isso não é fundamental para o jogo. (Ana Paula Padrão, apresentadora do Masterchef Brasil)

“Tinha certo preconceito com o ‘Masterchef’ porque muita coisa que aparece faz parte de uma realidade de TV [por exemplo, a exposição do lado mai humano dos candidatos]. Mas vi que muitas outras fazem parte da nossa realidade. O mais interessante para mim é a linguagem culinária, poder falar para um grupo maior de pessoas sobre a importância de cozinhar e comer, mostrar o valor do cozinheiro”, contou Paola, responsável por formar 90% dos seus cozinheiros. “Muitos que trabalham comigo começaram lavando pratos”.

Por conta da repercussão e do retorno comercial positivo, o programa que está exibindo o quarto episódio [em um total de 17] terá uma segunda temporada na Band.

Até o fechamento desta matéria, a reportagem não tinha conseguido falar com o chef Erick Jacquin.


“Masterchef” 

Quando: Terça-feira, às 22h30

Onde: Band

 

Fonte: UOL

Band tenta evitar vazamento do vencedor do “MasterChef”

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O anúncio do vencedor da primeira edição do “MasterChef” será gravado horas antes do programa ir ao ar, no dia 23 de dezembro.

Esta foi a maneira encontrada pela direção da Bandeirantes para manter aceso o interesse do telespectador e evitar vazamento.

As gravações do "Masterchef" começam às 10h e terminam somente após 16 horas, nos estúdios da Band, no bairro do Morumbi, em São Paulo. Para que informações sobre as eliminações dos candidatos não vazem, cada um que entra no estúdio tem que exibir uma pulseira de identificação

As gravações do “Masterchef” começam às 10h e terminam somente após 16 horas, nos estúdios da Band, no bairro do Morumbi, em São Paulo. Para que informações sobre as eliminações dos candidatos não vazem, cada um que entra no estúdio tem que exibir uma pulseira de identificação

Os chefs de cozinha Henrique Fogaça, a argentina Paola Carosella e o francês Erick Jacquin. "O programa se torna atrativo não só pelo formato, pela criatividade dos candidatos ou pelas críticas dos jurados. O programa se torna atrativo também porque quem está em casa se identifica com os pratos que estão sendo feitos", opina Fogaça.

Os chefs de cozinha Henrique Fogaça, a argentina Paola Carosella e o francês Erick Jacquin. “O programa se torna atrativo não só pelo formato, pela criatividade dos candidatos ou pelas críticas dos jurados. O programa se torna atrativo também porque quem está em casa se identifica com os pratos que estão sendo feitos”, opina Fogaça.

Os jurados Henrique Fogaça, Erick Jacquin e a argentina Paola Carosella provam um dos pratos do "Masterchef". Para Paola, o cozinheiro nunca deve entrar em conflito com o cliente, caso erre o prato. "Se algo deu errado, o certo é aceitar a derrota. Já aconteceu comigo e fechei a boca. O cliente sempre tem razão. Também não cabe querer impor comida, a não ser que alguém peça sua sugestão", opinou a argentina

Os jurados Henrique Fogaça, Erick Jacquin e a argentina Paola Carosella provam um dos pratos do “Masterchef”. Para Paola, o cozinheiro nunca deve entrar em conflito com o cliente, caso erre o prato. “Se algo deu errado, o certo é aceitar a derrota. Já aconteceu comigo e fechei a boca. O cliente sempre tem razão. Também não cabe querer impor comida, a não ser que alguém peça sua sugestão”, opinou a argentina

Vocalista de uma banda hardcore, Henrique Fogaça, compara sua vida pessoal a profissional. "Acho que é aí que está o segredo de tudo. Eu canto e tenho uma banda porque gosto. Cozinho porque gosto. Se eu não gostasse, procuraria outra coisa pra fazer. Foi na cozinha que encontrei minha profissão. Aprendi a me organizar melhor. A cozinha me ensinou muita coisa", revelou, Henrique

Além de cuidar de seu restaurante e cantar em uma banda de hardcore, Henrique Fogaça também dá aula de culinária para crianças com necessidades especiais. “Desde 2008, faço parte do projeto ‘Chefs Especiais’. É uma ação muito gratificante pra mim. Cada aula a gente ensina alguma coisinha nova para cerca de 12 crianças. Me identifico muito”, diz ele, que é pai de uma menina com deficiência

 

Fonte: UOL

Sobe e desce da inovação

Menos Jetsons, mais pé no chão. Como a economia é movida pela inovação e os investidores não podem desperdiçar dinheiro e esperanças à toa, a consultoria Gartner lança todo ano o “Ciclo Hype”, uma espécie de relatório em forma de gráfico que explica quais tecnologias são as mais promissoras no momento e quando elas devem estar bombando no mercado.

O Ciclo Hype tem cinco fases: gatilho da criação, pico das expectativas, vale da desilusão, aclive da realidade e planalto da produtividade. É basicamente a representação gráfica do processo de maturação de uma tecnologia. Primeiro, vem a novidade, seguida de empolgação excessiva. Logo depois, a decepção, que permite que a tecnologia possa ser entendida de forma realista até que ela seja finalmente incorporada ao dia a dia.

Claro que nem todas seguem o mesmo rumo e várias são limadas no processo, mas a maioria das novas tecnologias realmente vai do fascínio ao descrédito antes de ser incorporada ao cotidiano. Este ano, a chamada “internet das coisas” (a conexão dos produtos entre si), por exemplo, está na crista da onda das expectativas infladas, enquanto o Big Data começa a descer (o morro da vó Salvelina e) a ladeira da desilusão. E uma notícia triste: uma das novas tecnologias mais aguardadas, a interface cérebro-computador só deve ser assimilada de verdade daqui a mais de dez anos.

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Fonte: Galileu

Pense melhor antes de se curvar para olhar a mensagem no celular

CUIDADO COM O PESCOÇO NA HORA DE CHECAR AQUELA MENSAGEM! (FOTO: REPRODUÇÃO)

CUIDADO COM O PESCOÇO NA HORA DE CHECAR AQUELA MENSAGEM! (FOTO: REPRODUÇÃO)

De acordo com um novo estudo publicado na Surgery Technology International, estima-se que as pessoas estejam adicionando 28 kg às suas colunas vertebrais toda vez que abaixam para olhar o celular. Realizado pelo cirurgião Kenneth Hansraj, a pesquisa de Nova York questiona fortemente a relação entre as pessoas e seus hábitos “telefônicos”.

No estudo, Hansraj escreve: “A cabeça de um ser humano adulto pesa cerca de 5 kg em posição neutra. Quando ela cai para frente, o peso pode chegar até 28 kg – dependendo da sua posição”.

Essa terrível postura pode gerar estresse na coluna que, com o tempo, pode deteriorar os músculos do pescoço e das costas “até chegar a um ponto no qual a cirurgia se faz necessária”, conta o autor.

Outro fator que pode fazer você pensar duas vezes é o fato de cientistas terem descoberto que se curvar para ver as mensagens no celular também é ruim psicologicamente. Para os especialistas, as pessoas fogem das posturas positivas e confiantes quando se curvam para as mini-telas. Ou seja, é bom tomar cuidado com a postura na hora de olhar aquele Whats.

 

Fonte: Galileu

Veja o primeiro trailer de Jurassic World

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Veja o primeiro trailer de Jurassic World. Com produção executiva do criador Steven Spielberg, o novo longa conta com Chris Pratt na nova aventura. No trailer, podemos ver que o Parque dos Dinossauros está de volta… E continua aterrorizante.

Um dinossauro geneticamente modificado deve ser o mote principal da trama “jurássica” mais conhecida do cinema. Vale conferir o trailer inédito!

Curiosidades sobre a raça PUG (cão)

Os Pugs são cachorros fofos, simpáticos e muito, MUITO grudados nos donos. Aprenda tudo sobre essa raça encantadora.

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Origem

A origem do Pug como uma raça começou, provavelmente, na China antiga. Os cães conhecidos como “Short Mouthed dogs”, ou cães de “boca curta”, são descritos em escrituras que datam de aproximadamente 700 A.C., e eram, provavelmente, os precursores da raça Pug. No ano 1 D.C. já existiam referências, nos documentos chineses, ao cão “Pai”, referindo-se a um cão pequeno, de pernas e focinho curtos. O imperador Kang Hsi, no ano 950 D.C., elaborou um dicionário com todos os símbolos chineses, e nele há duas referências que poderiam descrever o Pug: “cães com pés curtos” e “um cão com uma cabeça curta”.

PugNo ano de 1300 D.C. havia três tipos principais de cães, o Lo-sze, o Pequinês e o Lion Dog, identificados como antecessores, respectivamente, das raças Pug, Pequinês e Spaniel Japonês. Na China, as três pequenas raças eram frequentemente cruzadas entre si, nascendo os descendentes com características variadas, como cães de pelo curto e longo, numa mesma ninhada.

No final do século XVI a China começou a negociar com os países europeus tais como Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra. Os cães pequenos foram levados ao Ocidente como presentes, pelos comerciantes, e começou assim a ascensão da popularidade do Pug na Europa.

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Os Pugs apareceram, na Europa, inicialmente na Holanda, possivelmente em consequência da famosa companhia mercantil, a Dutch East India Company. Os holandeses nomearam a raça Mopshond, como é chamada ainda hoje.

A raça foi denominada PUG na casa de William III e Mary II, quando ocuparam o trono da Grã-Bretanha em 1688. Os Pugs pretos foram documentados em uma pintura de William Hogarth, datada do século XVIII (House of Cards, 1730). O artista era um proprietário orgulhoso de seus Pugs, e ilustrava muitos deles em suas pinturas. Graças a ele, existe um registro excelente da aparência da raça a 250 anos atrás.

A popularidade dos Pugs espalhou-se por toda a Europa, com a raça sendo chamada de Carlin na França , de Dogullo na Espanha , de Mops na Alemanha e de Caganlino na Itália . Na França, a raça foi popularizada por Josephine Bonaparte, proprietária do Pug nomeado “Fortuna”. Goya pintou Pugs na Espanha em 1785, mostrando a raça com as orelhas cortadas em suas pinturas.

Canil PimpolhinhosNo início do século XIX, os Pugs foram padronizados como raça, nas cores fawn (abricot) ou Isabella (variedades do dourado) e preta. Foi estabelecida, também, a máscara negra, que levou a raça a ser chamada, eventualmente, de “Mastiff Holandês”, devido à semelhança com a raça Mastiff. O Stud Book começou em 1859, e haviam 66 Pugs no primeiro volume. Também no século XIX, iniciaram as exposições caninas, e o Pug foi exibido, pela primeira vez, em 1861.

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No início do século XX, foi escrito um livro chamado “Cães da China e Japão”. Este livro foi baseado na experiência de Wang Hou Chun, um empregado do Palácio Imperial, que criou e trabalhou com os cães do imperador durante setenta cinco anos. Usou o termo Lo-Sze para descrever o Pug, observando que as diferenças entre o Pug e o Pequinês eram que o Pug tinha sempre pelagem curta, e pele muito solta, elástica.

Por causa da pelagem curta, as rugas da testa de Pugs eram mais visíveis, e os chineses procuravam sempre rugas em determinados padrões similares aos símbolos do alfabeto chinês. O símbolo considerado mais importante, que era mais procurado, era as três rugas que, juntas, representavam a palavra “príncipe”, em chinês.

Muito Pugs orientais apresentavam manchas brancas na pelagem, e alguns eram quase inteiramente brancos. No final do século XIX foram registrados Pugs brancos e manchados de branco na Europa, mas estas características foram gradativamente eliminadas por acasalamentos seletivos.

Os Pugs ingleses desenvolveram-se principalmente a partir de duas linhagens, Willoughby e Morrison, criadas por volta de 1846. Cada uma desenvolveu características marcantes e consistentes, e foram concorrentes por muitos anos.

A linhagem Willoughby foi desenvolvida pelo Lord Willoughby D’Eresby, e é responsável pela pelagem mesclada com fios pretos, que os fawns (dourados) mais escuros apresentam hoje, e também pelo corpo mais esguio e pernas mais longas. Os Pugs “Mops” e “Nell” foram os mais importantes desta linhagem.

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A linhagem Morrison, ao contrário, desenvolveu as colorações mais claras (abricot), como o abricot-fawn, com pelagem mesclada com fios castanhos em vez de pretos, e cães mais fortes e compactos, mais semelhantes com o padrão atual da raça. Os Pugs “Punch” e “Tetty” foram os mais importantes desta linhagem.

Ainda hoje, na Europa, é costume a referência a cães do tipo “Willoughby”, se a pelagem for escura e a estrutura mais esguia, ou “Morrison”, se a pelagem for mais clara e a estrutura mais forte e compacta.

O maior impacto na raça ocorreu quando, em 1868, dois Pugs de linhagens chinesas puras, provenientes do palácio do imperador, em Pequim, chegaram à Inglaterra. Estes dois cães, “Lamb” e “Moss”, produziram um filho chamado “Click”, que foi fundamental no desenvolvimento da raça moderna, pois introduziu características que, associadas à combinação das linhagens Willoughby e Morrison, resultaram no desenvolvimento das características fenotípicas atuais da raça.

Atualmente o cão mais parecido com o Pug é o Pequinês, que também tem uma história parecida.

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Características

PugOs Pugs não são Buldogues Franceses com orelhas caídas e não são mini-Mastiffs ou mini-Bullmastiffs, como podem parecer à primeira vista. Também não têm relação com os Shar-Pei. A raça mais próxima de um Pug é a Pequinês, que apresenta origem comum e história muito similar.

A raça Pug é classificada como “cão de companhia“, fazendo parte do grupo dos cães “Toys” ou “de Companhia”, o grupo 9. Os Pugs deveriam pesar entre 6,3 e 8,1 kg, sendo cães pesados para a sua estatura. Sua aparência geral deve ser quadrada e maciça, deve mostrar “multum in parvo ” (muita substância em um pequeno volume), o que transparece em sua forma compacta, com proporcionalidade entre as partes e musculatura firme.

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A cabeça do Pug é a característica mais original e típica da raça. Deve ser redonda quando você a olha de frente e o focinho completamente chato quando olhado de perfil. Os olhos de um Pug são redondos, escuros, expressivos e cheios da vida. Suas orelhas são ajustadas na cabeça, devendo ser pretas. As rugas na cabeça de um Pug devem ser profundas e fáceis de ver, porque dentro delas a cor é mais escura do que fora. Deve existir uma grande ruga sobre o nariz.

Outra característica importante do Pug é sua cauda. A cauda é implantada acima da garupa e deve ser fortemente enrolada. A cauda duplamente enrolada é a ideal que os criadores buscam, mas uma única volta apertada é aceitável. Os Pugs têm basicamente duas cores: fawn (abricot) em várias tonalidades e preta.

Veja o padrão da raça segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia.

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Temperamento

PugBastante fiel ao dono, torna-se facilmente um companheiro inseparável. Na verdade, acompanha-o para todo o lado mesmo sem ser convidado. O Pug demonstra-se extremamente sociável e rapidamente se enquadra e adapta-se a ambientes e pessoas estranhas. É considerado uma das raças mais dóceis.

Outra característica diferenciadora é o seu latido: som emitido, muito parecido com um roncar, é intervalado por grunhidos como se o cão estivesse engasgado. No entanto, quando quer comunicar-se com alguém, o som torna-se mais agudo e longo.

De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Pug encontra-se na 53ª posição entre as raças pesquisadas no quesito Inteligência a Adestramento e Obediência a Comandos.

Confira aqui a lista completa com o ranking das raças de cães mais inteligentes segundo Coren.

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Vantagens e desvantagens do Pug

Vantagens:

• São muito carinhosos, mas sem apresentar sintomas de carência excessiva.
• São inteligentes e brincalhões.
• Se dão muito bem com outras pessoas.
• Pequenos gastos em petshops.
• Latem muito pouco.
• Não precisam de muita atividade física.
• Se dão muito bem com outros animais de estimação.
• Adoram colo.
• São pequenos e silenciosos.
• São limpos.
• Gostam de crianças.
• Gostam de idosos.

Desvantagens:

• Correm maior risco de hipertermia, não se dão bem com temperaturas muito elevadas.
• Seus olhos são muito sensíveis, por serem expostos e saltados.
• Custam caro, entre R$1.000 e R$3.000, dependendo da linhagem.
• Tem pouca resistência física.
• Precisam de cuidados especiais com a pele.
• Soltam muito pelo, sendo necessária escovação frequente.
• Tem tendência a engordar
• Roncam bastante.
• É um cão de manutenção cara e difícil.

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Cuidados

PugComo qualquer cão, deve ser alimentado somente com ração de boa qualidade (de preferência “Super-premium”), e ter sempre água limpa e fresca à disposição. Deve-se evitar, sempre, doces, alimentos muito gordurosos e condimentados. Muitos têm tendência à obesidade, então deve-se limitar a quantidade de ração que, para os adultos, deve ser oferecida duas vezes ao dia. Um pote com água limpa e fresca deve ser sempre deixado à disposição do cão. É importante lembrar: chocolate é considerado veneno para os cães, pois prejudicam o fígado.

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Deve ter uma cama limpa, confortável e abrigada de correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura. Jamais deve ficar na rua. Os Pugs são cães para dentro de casa.

Com relação à pelagem, deve ser escovada diariamente, para remoção de pelos mortos que, de outra forma, caem pela casa. Soltam muito pelo, principalmente no outono e na primavera. As escovadelas diárias ajudam neste processo, e evitam a sujeira excessiva da casa. Durante a escovação, pode-se aproveitar para examinar a pele e o pelo do cão, a procura de lesões e ectoparasitos, que devem ser prontamente combatidos. Uma alimentação com ração de boa qualidade é importante para evitar a queda excessiva dos pelos, até mesmo nos períodos de “muda”.

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Dicas

PugPugs precisam de atenção em diversos detalhes. Eles requerem cuidados especiais e embora sejam excelentes companheiros, tem algumas desvantagens que precisamos levar em consideração no dia-a-dia para manter o bem-estar e a saúde do nosso amigo.

Beleza
Escove seu Pug pelo menos uma vez por semana, para que a pelagem fiquei sempre bonita.

Limpeza das rugas
Pugs precisam ter as rugas da face limpas a cada três dias. É importante que a parte interna de cada dobrinha não fique úmida, pois haverá risco de proliferação de fungos, assaduras. Utilize a Solução de Thiersch para a limpeza das rugas. Ela limpa, retirando as impurezas e deixando a área sequinha, evitando a umidade que provoca mau cheiro e maiores inflamações. Você também pode usar soro fisiológico que também vai funcionar.

Saiba dar limites
Pugs são cãezinhos muito envolventes. No entanto, é importante que o cãozinho saiba BEM a hora de brincar e a hora de ficar em seu cantinho. Para isso, é necessário que você fale firme com ele. Aos poucos ele dará sinal de que está entendendo que há hora certa para tudo.

Cuidado com os olhos
Por terem os olhos saltados, os Pugs precisam de uma atenção um pouco maior com seus olhinhos. Limpe-os sempre com soro fisiológico, tendo o cuidado de enxugar o excesso com gaze, para que as dobrinhas não fiquem úmidas. Caso perceba muita secreção, ou algum machucado, não hesite: leve-o ao veterinário pois infecções mais graves podem até levar o seu amigo à perda da visão ou mesmo dos olhos.

Banho
Quando for dar banho em seu Pug, converse com ele, falando num tom de voz macio, para que ele entenda que o banho é necessário e que é bom para ele. Obviamente, existem uns que gostam e outros que detestam; mas ainda assim faça com que o banho não seja um evento tão desagradável. Dê um petisco para que ele associe o banho a algo bom e não tenha medo da água.

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Preço do Pug

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Fonte: Tudo Sobre Cachorros

Como funcionam os repelentes de insetos?

mosquito

Eles fazem com que os insetos, principalmente os mosquitos, não encontrem a gente. Para isso, os repelentes usam substâncias que têm a capacidade de entupir os microscópicos poros das antenas desses bichinhos quando eles se aproximam de nós. É que os mosquitos usam as antenas para cheirar as coisas e saber onde elas estão. Como nós respiramos e transpiramos o tempo todo, não paramos de soltar cheiros que atraem os insetos. Com o repelente, parte desse mecanismo das antenas fica fora de ação. E o bicho fica sem saber onde picar. Tudo isso parece bem simples, mas a eficiência dos repelentes ainda enfrenta alguns problemas. Primeiro: o corpo solta 340 substâncias químicas e ninguém tem certeza sobre quais atraem os insetos. Segundo: há 2 500 espécies de mosquitos e não há repelente que consiga atrapalhar as antenas de todos. Por isso não existe um produto totalmente eficaz. Mas há substâncias razoáveis, que enfrentam bem pelo menos os insetos mais comuns.

A melhor é uma chamada DEET, que está em quase todos os repelentes que a gente encontra por aí. Essa substância artificial foi patenteada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos em 1946, após ter sido criada para proteger os soldados de picadas. Pouco depois, em 1957, os repelentes com DEET passaram a ser vendidos para todo o mundo. Eles costumam proteger o corpo por duas a oito horas e geralmente só são tóxicos em casos de uso exagerado. Também há repelentes feitos com substâncias naturais, como os de óleo de citronela, essência extraída de uma plantinha. Eles têm o mesmo princípio de ação do DEET e agradam às pessoas que não gostam de produtos artificiais. O problema é que são menos eficazes ainda, funcionando por duas horas no máximo.

Fonte: Mundo Estranho

20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra

O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, e reivindica essa figura histórica como símbolo de resistência.

Monumento a Zumbi dos Palmares em Salvador, Bahia

Monumento a Zumbi dos Palmares em Salvador, Bahia

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo do Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Maiores informações podem ser consultadas no texto História do Quilombo de Palmares.

A data de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam.

Os negros que conseguiam fugir formavam comunidades que recebiam o nome de Quilombos. Nelas havia a distribuição do trabalho e a prática de atividades como a agricultura, a caça, a coleta, a mineração e o comércio. Além de escravos fugidos os quilombos abrigavam ainda indígenas, desertores e pessoas perseguidas sendo que não eram poucas as alianças com comerciantes e homens livres que ajudavam a manter os quilombos ativos.

Os negros que conseguiam fugir formavam comunidades que recebiam o nome de Quilombos. Nelas havia a distribuição do trabalho e a prática de atividades como a agricultura, a caça, a coleta, a mineração e o comércio. Além de escravos fugidos os quilombos abrigavam ainda indígenas, desertores e pessoas perseguidas sendo que não eram poucas as alianças com comerciantes e homens livres que ajudavam a manter os quilombos ativos.

Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

A figura de Zumbi dos Palmares é especialmente reivindicada pelo movimento negro como símbolo de todas essas conquistas, tanto que a lei que instituiu o dia da Consciência Negra foi também fruto dessa reivindicação. O nome de Zumbi, inclusive, é sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana como personalidade a ser abordada nas aulas de ensino básico como exemplo da luta dos negros no Brasil. Essa sugestão orienta-se por uma das determinações da lei Nº 10.639, que diz no Art. 26-A, parágrafo 1º: “O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.”

Domingos Jorge Velho, bandeirante que liderou a ação de destruiu o Quilombo dos Palmares

Domingos Jorge Velho, bandeirante que liderou a ação de destruiu o Quilombo dos Palmares

A despeito da comemoração do Dia da Consciência Negra ser no dia da morte de Zumbi e do que essa figura histórica representa enquanto símbolo para movimentos sociais, como o Movimento Negro, há muita polêmica no âmbito acadêmico em torno da imagem de Zumbi e da própria história do Quilombo dos Palmares. As primeiras obras que abordaram esse acontecimento histórico, como as de Edison Carneiro (O Quilombo dos Palmares, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 3a ed., 1966), de Eduardo Fonseca Jr. (Zumbi dos Palmares, A História do Brasil que não foi Contada. Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988) e de Décio Freitas (Palmares, a guerra dos escravos. Porto Alegre: Movimento, 1973), abriram caminho para a compreensão da história da fundação, apogeu e queda do Quilombo dos Palmares, mas, em certa medida, deram espaço para o uso político da figura de Zumbi, o que, segundo outros historiadores que revisaram esse acontecimento, pode ter sido prejudicial para a veracidade dos fatos.

Um dos principais historiadores que estudam e revisam a história do Quilombo de Palmares atualmente é Flávio dos Santos Gomes, cuja principal obra é De olho em Zumbi dos Palmares: História, símbolos e memória social (São Paulo: Claro Enigma, 2011). Flávio Gomes procurou, nessa obra, realizar não apenas uma revisão dos fatos a partir do contato direto com as fontes do século XVI e XVII, mas também analisar o uso político da imagem de Zumbi. Segundo esse autor, o tio de Zumbi, Ganga Zumba, que chefiou o quilombo e, inclusive, firmou tratados de paz com as autoridades locais, acabou tendo sua imagem diminuída e pouco conhecida em razão da escolha ideológica de Zumbi como símbolo de luta dos negros.

Além dessa polêmica, há também o problema referente à própria estrutura e proposta de resistência dos quilombos no período colonial. Historiadores como José Murilo de Carvalho acentuam que grandes quilombos, como o de Palmares, não tinham o objetivo estrito de apartar-se completamente da sociedade escravocrata, tendo o próprio Quilombo dos Palmares participado do tráfico e do uso de escravos. Diz ele, na obra Cidadania no Brasil: “Os quilombos que sobreviviam mais tempo acabavam mantendo relações com a sociedade que os cercava, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos”. (CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 48).

consciência-negra

As polêmicas partem de indagações como: “Se Zumbi, que foi líder do Quilombo de Palmares, possuía escravos negros, a noção de luta por liberdade nesse contexto era bem específica e não pode colocá-lo como símbolo de resistência contra a escravidão”. A própria história da África e do tráfico negreiro transatlântico revela que grande parte dos escravos que a coroa portuguesa trazia para o Brasil Colônia era comprada dos próprios reinos africanos que capturavam membros de reinos ou tribos rivais e vendiam-nos aos europeus. Essa prática também ressoou, como atestam alguns historiadores, em dada medida, nos quilombos brasileiros.

Nesse sentido, a complexidade dos fatos históricos nem sempre pode adequar-se a anseios políticos. Os estudos históricos precisam dar conta dessa complexidade e fornecer elementos para compreender o passado e sua relação com o presente. Entretanto, esse processo precisa ser cuidadoso. O uso de datas comemorativas como marcos de memória suscita esse tipo de polêmica, que deve ser pensada e discutida criteriosamente, sem prejuízo nem das reivindicações sociais e, tampouco, da veracidade dos fatos.

 

Fonte: Brasil Escola

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