Primeiro ‘assassinato online’ deve ocorrer até o final do ano, alerta empresa dos EUA

Com um número cada vez maior de objetos conectados, a Internet das Coisas vai nos deixar mais vulneráveis à ação de cibercriminosos e em pouco tempo poderá até provocar mortes

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Os carros inteligentes devem se tornar realidade ainda nesta década. Agora imagine que um veículo destes, totalmente conectado à internet, esteja desprotegido e caia nas mãos de um hacker. O invasor poderia, sem muitas dificuldades, acionar o acelerador até que se atinja uma velocidade na qual um acidente se torne inevitável – e, por que não, matar o motorista. Os riscos vão muito além dos ‘smartcars’: no ano passado, o antigo vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney revelou que havia desabilitado a função wireless de seu marca-passo, com medo de que algum cibercriminoso o invadisse e provocasse um ataque cardíaco.

Com o avanço da chamada Internet das Coisas (uma rede que conecta os mais variados objetos à web), muitos destes produtos já começam a chegar ao mercado ou chegarão em breve. A tendência levou a companhia privada de segurança digital dos Estados Unidos Internet Identity (IID) a prever que o primeiro assassinato cometido através do hackeamento de um dispositivo conectado à internet deve ocorrer por volta do final de 2014.

Europol espera por um crescimento nos “ferimentos e possíveis mortes” ocasionados por ataques de computador

“A Internet das Coisas é inevitável. Nós devemos esperar que o número de dispositivos tornados ‘inteligentes’ e interconectados cresça rapidamente. Infelizmente, nós sentimos que é igualmente inevitável que muitos destes dispositivos vão deixar vulnerabilidades através das quais o acesso a redes pode ser obtido por criminosos”, escreveu a IID em um relatório. Um outro risco seria, por exemplo, alguém conseguir invadir o sistema de uma casa inteligente e aplicar o comando de abertura de portas ou janelas, podendo ter acesso à residência. Ou então trancar uma casa ou um carro e só desfazer a ação após o pagamento de um resgate. A lista de possibilidades alarmantes parece não ter fim.

O assunto é tão sério que já entrou definitivamente na agenda da Europol, a polícia internacional da União Europeia. Em um comunicado recente, a agência diz esperar por um crescimento nos “ferimentos e possíveis mortes” ocasionados por ataques de computador a equipamentos críticos de segurança. O órgão também ressaltou a necessidade de que as técnicas forenses das polícias “cresçam e se adaptem” a esta nova era.

Apesar de um assassinato diretamente vinculado a dispositivos conectados ainda não ter ocorrido, suicídios já foram registrados devido à prática de chantagens ou extorsões online – então, na prática, a internet já matou gente. O hackeamento de webcams, por exemplo, é mais comum do que se imagina. “Já existe este imenso mercado semi-subterrâneo onde se pode comprar e vender vulnerabilidades que foram descobertas”, aponta Rod Rasmussen, presidente da IID. A empresa afirmou que, caso a previsão não se cumpra ainda em 2014, certamente irá se concretizar nos próximos anos.

 

Fonte: Galileu

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Publicado em 9 de outubro de 2014, em Comportamento, Curiosidades, História, Internet, Redes Sociais, Segurança e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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