Acordo com tubarões

A interação entre pescadores e tubarões-baleia na ilha da Nova Guiné

Em uma surpreendente interação no mar, tubarões-baleia colossais vão na direção de uma rede de para pesca de peixes, nas proximidades da ilha de Nova Guiné – enquanto pescadores dão lanchinhos para as bestas ladras

Em uma surpreendente interação no mar, tubarões-baleia colossais vão na direção de uma rede de para pesca de peixes, nas proximidades da ilha de Nova Guiné – enquanto pescadores dão lanchinhos para as bestas ladras

O maior peixe do mar é do comprimento de um ônibus, chega a pesar 22 toneladas e tem uma boca que parece, de frente, capaz de engolir um carro pequeno. Apesar desse perfil único, os cientistas sabem muito pouco a respeito do Rhincodon typus, o tubarão-baleia.

Feito peixe, ele respira por brânquias. E também tem sangue frio, como um peixe. Seu nome faz alusão ao tamanho e ao modo como se alimenta: é uma das três espécies de tubarão que filtram os alimentos, tal como fazem as baleias de barbatana, avançando pela água rica em plâncton com a bocarra aberta. A água entra repleta de criaturas nutritivas, e é eliminada sem elas.

A dificuldade de conhecer esse peixe gigantesco deve-se, em parte, ao problema de localizá-lo e acompanhá-lo. Por meio da fixação de marcadores nos espécimes, cientistas constataram que os tubarões-baleia são capazes de percorrer milhares de quilômetros, em viagens que se estendem por anos. Mas, às vezes, eles somem por semanas, mergulhando a profundidades de até 2 mil metros, nas quais descansam em águas gélidas e escuras. Ninguém ainda identificou os locais em que se acasalam ou dão à luz.

Os tubarões-baleia tendem a ser solitários. Mas não nesse canto da Indonésia. A 21 quilômetros da costa da província de Papua, eles, todo dia, se aproximam dos pescadores, em busca de alimentos jogados na superfície. Chegam a cutucar as redes com o focinho – um caso raro em que esses peixes normalmente dóceis agem como o restante dos tubarões.

m tubarão-baleia se mantém ereto e sacode uma rede, tentando agarrar o resultado do trabalho de um pescador. “Esse comportamento revela que podem ser ativos na busca de alimento”, diz o biólogo Morgan Riley, diretor do Programa de Pesquisa dos Tubarões-Baleia das Maldivas

Um tubarão-baleia se mantém ereto e sacode uma rede, tentando agarrar o resultado do trabalho de um pescador. “Esse comportamento revela que podem ser ativos na busca de alimento”, diz o biólogo Morgan Riley, diretor do Programa de Pesquisa dos Tubarões-Baleia das Maldivas

Em cima de plataformas flutuantes, as bagans, pescadores jogam iscas para manter os tubarões longe das redes

Em cima de plataformas flutuantes, as bagans, pescadores jogam iscas para manter os tubarões longe das redes

Sob uma bagan, tubarões-baleia machos – dois dos cerca de 20 que frequentam o local – lutam para agarrar um bocado de comida. Normalmente, um tubarão adulto desloca-se dia e noite a uma sossegada velocidade de 1,5 a 5 quilômetros por hora, filtrando os alimentos de que necessita. Já este grupo passa muito tempo na baía Cenderawasih, em Papua, um dos raros locais em que a espécie se reúne o ano todo. Empenhados em identificar cada tubarão por suas marcas particulares, os cientistas contam com a colaboração dos pescadores

Sob uma bagan, tubarões-baleia machos – dois dos cerca de 20 que frequentam o local – lutam para agarrar um bocado de comida. Normalmente, um tubarão adulto desloca-se dia e noite a uma sossegada velocidade de 1,5 a 5 quilômetros por hora, filtrando os alimentos de que necessita. Já este grupo passa muito tempo na baía Cenderawasih, em Papua, um dos raros locais em que a espécie se reúne o ano todo. Empenhados em identificar cada tubarão por suas marcas particulares, os cientistas contam com a colaboração dos pescadores

“De repente o homem pulou na água!”, conta o fotógrafo Michael Aw sobre Sarmin Tangadji, o policial que acompanhava a equipe de fotógrafos e “ficou excitadíssimo com a possibilidade de vê-los tão de perto.” A mesma euforia toma conta de Aw quando tem de mergulhar no meio de uma dúzia de tubarões-baleia, que em geral ignoram os seres humanos. “Você fica imprensado, com tubarões acima e ao lado, mas é emocionante”, diz. “Eles olham nos seus olhos e passam bem perto. É uma sensação indescritível.”

“De repente o homem pulou na água!”, conta o fotógrafo Michael Aw sobre Sarmin Tangadji, o policial que acompanhava a equipe de fotógrafos e “ficou excitadíssimo com a possibilidade de vê-los tão de perto.” A mesma euforia toma conta de Aw quando tem de mergulhar no meio de uma dúzia de tubarões-baleia, que em geral ignoram os seres humanos. “Você fica imprensado, com tubarões acima e ao lado, mas é emocionante”, diz. “Eles olham nos seus olhos e passam bem perto. É uma sensação indescritível.”

 

Fonte: National Geographic Brasil

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Publicado em 23 de julho de 2014, em Natureza e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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