Monza 1983 faz advogado reviver o passado

Impecável, versão hatch do Chevrolet tem motor 1.6 a álcool e foi comprada em 2001

Desejado. Modelo era símbolo de status nos anos 80 | HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Desejado. Modelo era símbolo de status nos anos 80 | HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Quem viveu os anos 80 provavelmente se lembra da adoração que o Monza despertava. O Chevrolet lançado em 1982 se transformou em símbolo de status e era um dos principais objetos de desejo da classe média da época. Um dos muitos fãs do carro é o advogado Rui Pacheco Bastos. Mas ele só colocou um exemplar na garagem em 2001.

“Eu tinha 22 anos quando o Monza estreou no mercado. Mas era estudante e não tinha condições de comprá-lo”, conta. A chance surgiu por meio de uma cliente do escritório de Bastos, dona de um hatch 1983 com motor 1.6, igual à configuração de estreia. “Quando vi o carro, lembrei da minha juventude na hora. Mas ela só concordou em vendê-lo depois de sete anos.”

O advogado pagou R$ 3.250 pelo Chevrolet, que havia rodado 46 mil km e estava todo original, com a lataria intacta e a mecânica conservada. De acordo com Bastos, foi preciso apenas trocar o disco da embreagem.

O advogado pagou R$ 3.250 pelo Chevrolet, que havia rodado 46 mil km e estava todo original, com a lataria intacta e a mecânica conservada. De acordo com Bastos, foi preciso apenas trocar o disco da embreagem.

Quem não gostou da novidade foi o filho do advogado. “Era esse o carro bom que você disse que iria comprar?! Quando for me levar à escola, quero descer uma quadra antes”, ele disse à época. Mas com o tempo, também passou a gostar do modelo.

Dedicação. Em 2008, Bastos desmontou o carro e o repintou da cor original, “vermelho bonanza”. Ele afirma que costuma rodar com o Monza uma vez por semana e adora lavá-lo no quintal de sua casa de praia. “Todos sabem que ele é o meu xodó. Meu filho estava com o carro e sofreu uma colisão leve. Ele ficou com tanto medo de me contar que minha esposa até passou mal.”

Dedicação. Em 2008, Bastos desmontou o carro e o repintou da cor original, “vermelho bonanza”. Ele afirma que costuma rodar com o Monza uma vez por semana e adora lavá-lo no quintal de sua casa de praia. “Todos sabem que ele é o meu xodó. Meu filho estava com o carro e sofreu uma colisão leve. Ele ficou com tanto medo de me contar que minha esposa até passou mal.”

monza-tv

Bastos elogia o conforto e a estabilidade do hatch. O motor 1.6 a álcool gera 72 cv e tem um desempenho algo modesto para os 1.035 kg do carro, mas o dono não se queixa. “Dá para viajar bem, se você não tiver pretensões esportivas.”

O porta-malas de 330 litros é um dos pontos fortes do carro. O banco traseiro bipartido pode ser reclinado, ampliando a capacidade de carga para 1.047 litros, o que já ajudou Bastos a levar móveis para a praia. “Ele virou uma picape”, brinca.

Não é raro que outros fãs do Monza abordem o advogado na rua. “Muitos viajam no tempo quando veem o carro. Teve um senhor que se sentou no banco do motorista e ficou um tempão alisando o volante.”

O amor pelo Chevrolet acabou rendendo a Bastos um segundo Monza – de presente. O dono do exemplar, um sedã, teve uma fratura no braço e não pôde mais dirigi-lo. “O genro sugeriu que ele vendesse o carro, mas ele o doou para mim.”

 

Fonte: Estadão | Thiago Lasco

 

 

 

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Publicado em 14 de janeiro de 2014, em Carros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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