17 truques para aumentar sua privacidade online

Crédito: WeHeartIt

Crédito: WeHeartIt

Dificilmente suas informações pessoais estarão 100% seguras na internet. Basta fazer contas em serviços como o Facebook e os do Google para que seus hábitos na rede passem a ser armazenados e analisados, ainda que, segundo as empresas, eles sejam mantidos de forma anônima. Os dados são usados para direcionar anúncios de produtos que, segundo seus cliques, teriam mais chances de interessá-lo, além de serem oferecidos para empresas que querem fazer pesquisas de mercado.

Isso sem falar nos programas de monitoramento dos governos, revelados em 2013, como oPrism e o Mosaico. E ainda há malwares, que podem fazer com que cybercriminosos tenham acesso de sua senha do Facebook até a senha de seu banco.

Mesmo com todas essas ameaças, há formas de aumentar os limites de sua privacidade online – e muitas dessas medidas são mais práticas do que imaginamos. Por isso montamos um guia que pode ajudá-lo a assegurar a proteção de suas informações pessoais em poucos passos. Confira:

Configure seu browser

1. A dica mais básica é clicar na opção ‘configurações’ de seu navegador e ativar a opção para não armazenar cookies de sites que você não visitou, também conhecidos como ‘cookies de third parties’. O Safari, da Apple, já vem configurado dessa forma ‘de fábrica’, mas no Chrome e no Explorer, é preciso fazer essa alteração de forma manual.

2. Um truque para os usuários do Firefox e do Chrome também é instalar um plug-in chamadoAdblock Plus, que assegura que anúncios e exploits sejam bloqueados. Caso você confie na procedência de anúncios de certos sites, dá para marcá-los em uma ‘whitelist’, uma lista de exclusão, que permitirá que ele rode normalmente.

3. Outro plug-in é o HTTPS Everywhere, da Eletronic Frontier Foundation (EFF), que encripta a comunicação entre o seu PC e o servidor que ele acessa. Ou seja, suas atividades estão, teoricamente, protegidas.

4. A EFF também recomenda que você proteja seus dados de referência (referer), que podem oferecer aos administradores de site informações sobre os endereços que você visitou antes de chegarem aos domínios deles. Para fazer isso, há um plug-in chamado “Referer Control”.

Cookies

5. Limpe os cookies e o cache após cada sessão. Na maioria dos browsers, na opção “Configurações”, há como marcar uma opção que faz isso automaticamente, a cada vez que o navegador é fechado.

Cuidado com a senha

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6. É uma dica básica, mas evite criar senhas fáceis de serem adivinhadas. Muitos serviços oferecem testes para garantir a força do código, já no momento em que a conta é criada. Preste atenção neles e tente criar algo que receba, no mínimo, uma avaliação de “Strong” (forte).

7. E, apesar de facilitar – e muito – a vida, usar a mesma senha para diferentes serviços, ou conectar uma conta à outra não é uma boa ideia. Quando um site pede que você use a senha do Facebook, por exemplo, para acessá-lo, eles provavelmente querem monitorar seus dados também em outras redes.

8. Um método que está cada vez mais popular é a autenticação de dois fatores (two-step authentication), que previne o roubo de senha por informações recebidas pela internet. Basicamente, depois que você insere a sua senha, o serviço em questão manda um número de confirmação para seu telefone, por SMS. Só com esse segundo número é possível acessar a conta (e uma única vez). O Gmail já oferece esse serviço.

No chat

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9. É possível configurar o Gtalk e o Hangouts do Google para não armazenar histórico de conversas – assim você garante que ninguém terá acesso ao que foi dito por lá.

10. O Pidgin, para Windows e Linux, que pode ser conectado com outros serviços de chat, também é uma boa opção. Há um plug-in para ele chamado de ‘off the record’, que encripta as suas conversas para impedir que terceiros tenham acesso a elas.

Navegue de forma anônima

11. Se você quer se assegurar de que não está fornecendo dados para terceiros, você pode apelar para um programa chamado Tor. Quando você instala o software, você entra em uma rede com milhões de pessoas, o que elimina a necessidade de um servidor central (esquema chamado de P2P – peer to peer). Isso quer dizer que não há como o serviço ser ‘fechado’ de um dia para o outro. E, de forma simplificada, o que ele faz é que seu IP ‘viaja’ por uma rede e chega a um ponto final aleatório para, dele, acessar a internet de forma encriptada. Como teste, depois que você instalar o Tor, acesse o Google – ele estará configurado para um país diferente a cada conexão, impedindo que você seja rastreado. E se você acha que, ao navegar no modo “Incognito” do Chrome você está seguro, pense duas vezes – ele apenas previne que suas buscas sejam gravadas no histórico do Google.

Por mais transparência

12. Para garantir que um serviço não compartilha suas informações com outras empresas, ou para saber mais sobre a forma com que ele faz isso, a melhor maneira é ler suas políticas de uso. No entanto, nem sempre temos tempo para isso. Por isso a dica é abrir o documento ou a página, apertar Ctrl+F e buscar por ‘terceiros’ ou ‘third parties’.

13. Em relação a sites que rastreiam seus dados, uma boa opção é o Ghostery. Enquanto uma página carrega, o aplicativo avalia se ela tem itens que monitoram o usuário e os aponta para você. De acordo com os desenvolvedores do app, o objetivo é promover a transparência entre empresas e internautas.

No Facebook

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14. Na sua página no Facebook, busque por ‘configurações de privacidade’. Lá, vale modificar a sua forma de compartilhamento, para que só amigos possam ver suas informações (de que adianta proteger a privacidade de outras formas se todos podem ver seus posts no Facebook?). Também preste atenção nas configurações de anúncios e apps e garanta que você só compartilha com seus administradores aquilo que deseja.

Pesquise de forma anônima

15. Se o seu e-mail pertence ao seu serviço de busca preferido, talvez seja a hora de mudar algo. Afinal, empresas privadas como o Google cruzam as informações de suas buscas para disponibilizar anúncios personalizados para você na tela do Gmail e do Google+. Mecanismos de pesquisa completamente anônimos existem. Entre eles estão DuckDuck Go e Ixquick. E se você já está se preocupando com a possibilidade de resultados menos relevantes, relaxe. Eles permitem que você escolha em qual mecanismo de busca quer pesquisar (Bing, Google e Yahoo!, por exemplo), com a diferença que bloqueiam suas informações pessoais e impedem que os servidores dessas empresas as acessem.

Contas

16. Quando você vai comentar em um site e seu e-mail é solicitado, ou quando assina uma newsletter, vale se inscrever com uma conta alternativa e não com a sua principal. Assim você evita ameaças desnecessárias e uma invasão de spam em sua caixa de entrada. Caso você se irrite com o conteúdo desse e-mail, basta criar outra ‘conta B’. Em outras palavras, forneça seu e-mail principal apenas para serviços que você usa constantemente e nos quais você confia.

17. Delete contas velhas de páginas que você não usa mais. Tipo aquele Vlogão que está desativado desde 2003. Em primeiro lugar, mesmo que não haja nada muito relevante por lá, é bom se livrar dessas informações antigas que podem não conferir com o que você quer que as pessoas saibam sobre você hoje. Fora que, muitas vezes, elas estão conectadas a e-mails que você pode usar atualmente – e, estes sim, contém informações importantes.

 

Fonte: Galileu

 

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Publicado em 15 de novembro de 2013, em Curiosidades e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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